Gerd Müller
Gerhard "Gerd" Müller foi um futebolista alemão que atuou como centroavante. É amplamente considerado o maior centroavante da história do futebol europeu, e um dos maiores do futebol mundial.
Imagem: Nationaal Archief Fotocollectie Anefo NL-HaNA, ANEFO / neg. stroken, 1945-1989, 2.24.01.05, item number 927-3080 · BY-SA · Openverse
Nördlingen e início no Bayern
Começou no Nördlingen, após desistir do sonho inicial de ser tecelão. Em sua primeira temporada, já demonstrando a incrível artilharia que lhe caracterizaria, marcou 73 gols em 50 partidas não oficiais e foi campeão da terceira divisão alemã.[carece de fontes?] Ao todo, o clube marcara 216 gols não oficiais, sendo 187 dele, então com 17 anos. Acabou contratado por uma equipe da Bavária, de porte relativamente maior, mas também pequena: o Bayern de Munique, que estava na segunda.[carece de fontes?] Com o Bayern, não foi diferente: marcou 48 vezes em 35 partidas[carece de fontes?] e também conseguiu o acesso de seu novo clube, que finalmente estrearia na recém-criada divisão de elite do Campeonato Alemão: a Bundesliga. Na época, o rival Munique 1860 vivia melhor momento: havia acabado de ser vice-campeão da Recopa Europeia, tendo levantado em 1964 a Copa da Alemanha pela segunda vez. O Bayern tinha como títulos a Copa da Alemanha de 1959 e um longínquo campeonato alemão em 1932, fora o fato de haver acabado de subir da segunda divisão. A chegada de Müller ao Bayern não foi muito bem vista pelo treinador Zlatko Čajkovski, que só passou a escalá-lo na décima partida, por pressão do presidente. Müller estreou marcando duas vezes.
Anos de ouro no Bayern
O Bayern começava sua transição de sair da posição de equipe média do cenário nacional. Nos dois anos seguintes, Müller continuou com seu faro de gol (na primeira delas, foi novamente o artilheiro com incríveis 38 gols, o que o fez receber sua primeira Chuteira de Ouro como maior goleador do continente na temporada; ganharia também a Bola de Ouro como melhor jogador europeu), mas o título nacional ficaria com o Borussia Mönchengladbach, com quem o Bayern passara a ter rivalidade momentânea, deixando o 1860 de lado. A Bundesliga voltaria a ser conquistada em 1973, prolongando-se em um tricampeonato seguido, com todos eles celebrados conjuntamente com a artilharia de Müller no torneio: no primeiro, quebrou a marca que já era sua e fez 40, recebendo nova Chuteira de Ouro. Na segunda e terceira, 36 e 30, respectivamente. Os dois últimos títulos foram comemorados juntamente também com duas conquistas seguidas na Copa dos Campeões da UEFA, o mais importante torneio interclubes europeu, que clube alemão algum havia conquistado. Como não poderia deixar de ser, foi artilheiro também das competições continentais (doze e oito gols).
Aposentadoria
Após a terceira Copa dos Campeões, entretanto, o Bayern já começou a entrar em má fase, chegando a figurar na zona de rebaixamento. Müller ainda vinha fazendo bastantes gols: apenas em jogos oficiais, fez 30 (em 43 jogos) em 1975, 35 (em 35) em 1976, 48 (em 37) em 1977 e 37 (em 48) em 1978,[carece de fontes?] ano em que voltou a ser artilheiro da Bundes (onde fez 24). Já com 34 anos e sem espaço na Seleção, deixou o clube em 1979 após entrar em atrito com o técnico Pál Csernai, jogando naquele ano apenas 21 vezes pelo Bayern, marcando 13 gols. Após recusar proposta do Barcelona, foi para o futebol dos Estados Unidos, onde muitas estrelas mundiais foram jogar à beira da aposentadoria - entre elas, Pelé, George Best, Teófilo Cubillas, Johan Cruijff, Johan Neeskens, Carlos Alberto Torres, Gordon Banks, Bobby Moore e seu amigo Beckenbauer. Müller foi contratado pelo Fort Lauderdale Strikers, chegando a atuar ao lado de Best e Cubillas, e posteriormente Elías Figueroa, mas não conquistou títulos.
Doença e morte
Em 6 de outubro de 2015, foi anunciado que Müller sofria da doença de Alzheimer. Müller morreu em 15 de agosto de 2021, aos 75 anos, na casa de repouso em que vivia desde que foi diagnosticado com Alzheimer, na cidade de Wolfratshausen.
Estreou pela Alemanha Ocidental em 1966, no primeiro jogo do país após a perda da Copa do Mundo daquele ano, em partida contra a Turquia. Marcou pela primeira, segunda, terceira e quarta vez em seu segundo jogo, em abril de 1967, em um 6 x 0 sobre a Albânia. A partida era válida pelas Eliminatórias para a Eurocopa 1968 e a mesma Albânia acabaria responsável pela eliminação dos germânicos, na última ocasião em que a Mannschaft ficaria de fora de um torneio importante da FIFA.[carece de fontes?] Voltou a marcar quatro gols em uma mesma partida em um 12 x 0 sobre o Chipre, em partida já válida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970. Seria o herói da classificação, anotando em todos os jogos da campanha[carece de fontes?] e terminando como artilheiro da fase de qualificação, com 9 gols. Na temporada 1971/72 já havia recebido a chuteira de ouro pela segunda vez, após marcar seus até hoje imbatíveis 40 gols no campeonato alemão, do qual foi campeão com o Bayern. Ela acabaria ainda melhor: na Eurocopa 1972, a Alemanha Ocidental, que participava pela primeira vez da fase final do torneio, Müller marcou quatro vezes nela: duas na semifinal, contra a Seleção Belga, e duas nos 3 x 0 sobre a União Soviética, na decisão.
Copa do Mundo de 1970
No México, a Seleção Alemã-Ocidental estreou contra o Marrocos. Em sua primeira partida de Copa, Müller fez o gol da vitória de virada por 2 x 1, empurrando para o gol uma bola que batera na trave após cabeceio de Jürgen Grabowski. Após um mau início, a Nationalelf desencantou contra a Bulgária, com ele marcando três (o terceiro seria o de número 800 ds Copas ) na goleada de 5 x 2. A primeira fase se encerrou com ele tendo 7 gols: os outros três foram marcados em espaço de menos de 19 minutos na partida contra o Peru. Os alemães encontrariam nas quartas-de-final o país que os vencera na final da Copa anterior, a Inglaterra. Os britânicos começaram vencendo por 2 x 0, mas os germânicos conseguiram o empate perto do final da partida. Na prorrogação, Müller marcou seu oitavo gol, aproveitando-se de cabeceio de Hennes Löhr e da indecisão do goleiro Peter Bonetti (que substituía naquela partida o titular Gordon Banks, que sofrera de diarreia na noite anterior ) para mandar para as redes com um sem-pulo. Bonetti nunca mais seria novamente chamado para defender a Seleção Inglesa, e os alemães conseguiam sua revanche.
Copa do Mundo de 1974
A Alemanha Ocidental tinha bons índices para a Copa: era a anfitriã, havia sido dois anos pela primeira vez antes campeã continental, foi a terceira colocada da Copa anterior e seu time-base era repleto de jogadores do Bayern Munique, que semanas antes do torneio haviam sido pela primeira vez vencedores da Copa dos Campeões da UEFA revertendo dramaticamente um resultado favorável ao Atlético de Madrid; o clube também havia acabado de ser tricampeão nacional seguido com ele, Müller, artilheiro pela terceira vez seguida. Müller, entretanto, faria um mundial mais modesto, ao menos em números: na primeira fase, marcou apenas uma vez, nos 3 x 0 sobre a Austrália. Seria mais decisivo a partir da segunda fase, também disputada em grupos de quatro países, e não em mata-matas: marcou a oito minutos do fim o segundo nos 2 x 0 sobre a Iugoslávia de forma curiosa: caiu de bunda após furar um cruzamento rasteiro, mas com isso desviou a bola do último zagueiro e do goleiro. Escorregando, conseguiu mandar a bola para o gol. Na partida decisiva para a vaga na final, contra o bom time da Polônia, adversária direta, fez o único da partida aos 36 do segundo tempo. Esse gol o fez igualar a Just Fontaine como o maior artilheiro das Copas - o ex-jogador da França ainda levava a melhor, tendo anotado todos os seus treze gols em um único mundial, o de 1958.


