Aliança Luso-Britânica
A Aliança Luso-Britânica, em Portugal conhecida vulgarmente como Aliança Inglesa, entre o Reino da Inglaterra e o Reino de Portugal é a mais antiga aliança diplomática do mundo ainda em vigor. Foi instituída pelo Tratado Anglo-Português de 1373, durante a Idade Média. A aliança já não é invocada, ainda que se mantenha. Ao longo da história de Portugal teve importantes consequências, ao colocar o país frente às tropas napoleónicas, devido à rejeição lusa do Bloqueio Continental, incompatível com os termos desta aliança. No período pós-guerra, a Inglaterra manteve um largo contingente militar e determinados privilégios em território português.
Idade Média
A ajuda inglesa à Casa de Avis foi o primeiro patamar de um conjunto de ações de cooperação com Inglaterra que viriam a ser de extrema importância na política externa portuguesa por mais de 500 anos. Em 9 de maio de 1386, o Tratado de Windsor afirmava uma aliança que já tivera o seu gérmen em 1294, e que fora confirmada em Aljubarrota com um pacto de amizade perpétua entre os dois países. João de Gant duque de Lencastre, filho de Eduardo III de Inglaterra, teve o apoio português nas suas tentativas de ascender ao trono de Castela, apesar de D. Fernando I também o reclamar para si. Pelo Tratado de Tagilde de 10 de julho de 1372, os dois pretendentes decidem unir esforços contra o mesmo rival, deixando para depois qualquer decisão quanto às pretensões ao trono. Contudo, desta união resultou apenas uma derrota, que se viria a repetir em 1385, com compensação financeira para João de Gante por parte do seu rival, Henrique da Trastâmara. Portugal tinha reafirmado a aliança pelo Tratado de Londres de 16 de junho de 1373, considerado por alguns autores como o seu fundamento jurídico, mas ratificado em Windsor.
Do século XVII ao século XIX
A guerra da Restauração (1640-1668) contra a Espanha a partir de 1640 colocaria Portugal em uma conjuntura particularmente desfavorável no mundo europeu, tornando a busca de reconhecimento internacional e a retomada do comércio com as demais potências imprescindíveis para a manutenção da guerra. Diante desse cenário, tais rearranjos são visíveis nas negociações diplomáticas, que perpassam por concessões comerciais feitas aos holandeses (1641,1661,1669) e aos ingleses (1642,1654,1661) a partir do fim da União Ibérica (1580-1640). O Tratado de paz e comércio de 1642 estipula a liberdade de comércio entre portugueses e ingleses, porém assegurado única e exclusivamente ao reino de Portugal o comércio com seus domínios ultramarinos.
Século XX
Durante o século XX, o tratado voltou a ser invocado por diversas vezes:
Hoje em dia, os dois países são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO/OTAN), sendo as suas relações mais coordenadas por essa instituição do que pelos pontos previstos nos diversos tratados que formam a totalidade da Aliança.


