OpenAI
OpenAI é uma empresa e laboratório de pesquisa de inteligência artificial (IA) estadunidense que consiste na organização sem fins lucrativos OpenAI Incorporated e sua subsidiária com fins lucrativos OpenAI Limited Partnership. A OpenAI conduz pesquisas de IA com a intenção declarada de promover e desenvolver uma IA amigável. Os sistemas OpenAI são executados no quinto supercomputador mais poderoso do mundo. A organização foi fundada em São Francisco, Califórnia em 2015 por Sam Altman, Reid Hoffman, Jessica Livingston, Elon Musk, Ilya Sutskever, Peter Thiel, entre outros, que coletivamente prometeram injetar US$ 1 bilhão no laboratório. Musk renunciou ao conselho em 2018, mas permaneceu como investidor. A Microsoft forneceu à OpenAI LP um investimento de US$ 1 bilhão em 2019 e um segundo investimento plurianual em janeiro de 2023, estimado em US$ 10 bilhões.
2015–2018: Início sem fins lucrativos
Em dezembro de 2015, Sam Altman, Greg Brockman, Reid Hoffman, Jessica Livingston, Peter Thiel, Elon Musk, Amazon Web Services (AWS), Infosys e a YC Research anunciaram a formação da OpenAI e prometeram mais de US$ 1 bilhão para o empreendimento. A organização afirmou que iria "colaborar livremente" com outras instituições e pesquisadores, tornando suas patentes e pesquisas abertas ao público. A OpenAI está sediada em São Francisco, na Califórnia. De acordo com a revista Wired, Greg Brockman se encontrou com Yoshua Bengio, um dos "pais fundadores" do movimento deep learning, e contratou nove dos melhores pesquisadores da área como os primeiros funcionários em dezembro de 2015. Em 2016, a OpenAI pagou salários de nível corporativo (em vez de nível sem fins lucrativos), mas não pagou salários de pesquisadores de IA comparáveis aos da Meta ou Google.
2019: Transição para fins lucrativos
Em 2019, a OpenAI fez a transição de sem fins lucrativos para "limitada" com fins lucrativos, com o lucro limitado a 100 vezes qualquer investimento. De acordo com a OpenAI, o modelo de lucro máximo permite que a OpenAI LP atraia legalmente investimentos de fundos de risco e, além disso, conceda aos funcionários participações na empresa. Muitos dos principais pesquisadores trabalhavam para o Google Brain, a DeepMind ou a Meta, que oferecem opções de ações que uma organização sem fins lucrativos não poderia oferecer. Antes da transição, a divulgação pública da remuneração dos principais funcionários da OpenAI era legalmente exigida. A empresa então distribuiu ações para seus funcionários e fez parceria com a Microsoft, anunciando um pacote de investimentos de US$ 1 bilhão na organização. A OpenAI também anunciou sua intenção de licenciar comercialmente suas tecnologias. A OpenAI planeja gastar US$ 1 bilhão "dentro de cinco anos e possivelmente muito mais rápido". Altman afirmou que mesmo 1 bilhão de dólares pode ser insuficiente e que o laboratório pode precisar de "mais capital do que qualquer organização sem fins lucrativos já levantou" para alcançar a inteligência artificial desejada.
2020–2023: ChatGPT, DALL-E e parceria com a Microsoft
Em 2020, a OpenAI anunciou o GPT-3, um modelo de linguagem treinado em grandes conjuntos de dados da Internet. O GPT-3 visa responder perguntas em linguagem natural, mas também pode traduzir entre idiomas e gerar texto improvisado de forma coerente. Ela também anunciou que uma API associada, denominada simplesmente "the API", formaria o coração de seu primeiro produto comercial. Em 2021, a OpenAI introduziu o DALL-E, um modelo de aprendizado profundo que pode gerar imagens digitais a partir de descrições em linguagem natural. Em dezembro de 2022, a OpenAI recebeu ampla cobertura da mídia após o lançamento de uma prévia gratuita do ChatGPT, seu novo chatbot de IA baseado no GPT-3.5. De acordo com a OpenAI, a prévia recebeu mais de um milhão de inscrições nos primeiros cinco dias. De acordo com fontes anônimas citadas pela Reuters em dezembro de 2022, a OpenAI projetava uma receita de US$ 200 milhões em 2023 e receita de US$ 1 bilhão em 2024.
2023: Saída de Altman e Brockman
Em 17 de novembro de 2023, Sam Altman foi removido do cargo de CEO com base na falta de confiança do conselho nele, com a Diretora de Tecnologia Mira Murati assumindo como CEO interina. Greg Brockman, o presidente da OpenAI, foi removido como presidente do conselho. Brockman renunciou à presidência da empresa logo após o anúncio e relatou alguns detalhes dos eventos ocorridos. Isso foi seguido pela renúncia de três pesquisadores seniores da OpenAI: diretor de pesquisa e líder do GPT-4 Jakub Pachocki, chefe de risco de IA Aleksander Madry e pesquisador Szymon Sidor. Os repórteres Kara Swisher e Alex Heath disseram que Ilya Sutskever, líder da equipe de pesquisa da OpenAI, foi "instrumental" na demissão de Altman.
2024 - Atualidade: Sora
Em 15 de Fevereiro, a OpenAI anunciou Sora, um modelo de IA de texto-para-vídeo. O anúncio foi feito em seu perfil do Twitter e no website da empresa. De acordo com a descrição, o modelo é capaz de criar vídeos extremamente detalhados de duração de até 60 segundos com um comando, similar ao ChatGPT. Em sua página, a companhia publicou uma série de vídeos demonstrando as capacidades técnicas da ferramenta, afim de "ensinar uma IA a entender e a simular o mundo em movimento". Sora é capaz de gerar cenas complexas com vários personagens, tipos específicos de movimento e detalhes precisos do objeto e do fundo. O modelo compreende não apenas o que o usuário solicitou na entrada, mas também como essas coisas existem no mundo físico.
A partir de 2021, a investigação da OpenAI centra-se na aprendizagem por reforço (RL). A OpenAI é vista como um concorrente importante da DeepMind.
Gym
O Gym, anunciado em 2016, tem como objetivo fornecer um teste de inteligência geral facilmente implementável numa grande variedade de ambientes - semelhante, mas mais amplo, ao ImageNet Large Scale Visual Recognition Challenge utilizado em estudos de aprendizagem controlada. Espera normalizar a forma como os ambientes são definidos nas publicações de investigação em IA, para que a investigação publicada se torne mais facilmente reproduzível.
Jogo de debate
Em 2018, a OpenAI lançou o Jogo de Debate, que ensina as máquinas a debater problemas de brinquedo perante um juiz humano. O objetivo é investigar se esta abordagem pode ajudar a auditar as decisões da IA e a desenvolver uma IA explicável.
Dactyl
Desenvolvido em 2018, o Dactyl utiliza a aprendizagem automática para treinar o Shadow Arm, um braço robótico humanoide, para manipular objectos físicos. É totalmente treinado em simulação, utilizando os mesmos algoritmos de RL e código de treino do OpenAI Five.
API
Ao contrário da maioria dos sistemas de inteligência artificial concebidos para um único caso de utilização, as API modernas fornecem uma interface universal de entrada e saída de texto, permitindo aos utilizadores utilizá-la em quase todas as tarefas em língua inglesa. Em junho de 2020, a OpenAI anunciou uma API polivalente, que diz ser "concebida para aceder a novos modelos de inteligência artificial desenvolvidos pela OpenAI". A API foi concebida para ser utilizada para "qualquer tarefa de inteligência artificial em língua inglesa.
Em 26 de agosto de 2025, os pais de Adam Raine, de 16 anos, culparam o ChatGPT por suicídio do filho e processaram a OpenAI, dona da IA, e seu presidente-executivo, Sam Altman. A ação movida por pais de Raine no tribunal foi a primeira a acusar a OpenAI de homicídio culposo e negligência. De acordo com a ação judicial apresentada pelos pais de um adolescente no tribunal estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, Raine morreu em 11 de abril do mesmo ano após conversar por meses sobre suicídio com o ChatGPT. Em 26 de março de 2026, a OpenAI suspendeu por tempo indeterminado seus planos de lançar um chatbot com conteúdo sexual explícito. Em 29 de abril de 2026, as famílias de vítimas processaram a OpenAI e o CEO Sam Altman dm um tribunal dos Estados Unidos após o massacre em uma escola no Canadá, atribuindo responsabilidade ao ChatGPT. O ataque cometido por uma atiradora de 18 anos ocorreu em 10 de fevereiro do mesmo ano, em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, no Canadá, matando a mãe e o meio-irmão dela em casa e uma assistente educacional e cinco alunos entre 12 e 13 anos em escola. A atiradora cometeu suicídio em seguida. Segundo a alegação dos familiares, a empresa identificou a atiradora como ameaça meses antes do crime, mas não avisou a polícia.


