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Alfabeto Unificado para a Escrita do Cabo-Verdiano

O Alfabeto Unificado para a Escrita do Cabo-Verdiano, mais conhecido como ALUPEC, é o alfabeto que foi oficialmente reconhecido pelo governo de Cabo Verde para a escrita do Cabo-verdiano.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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Descrição

Trata-se de um sistema fonético baseado no alfabeto latino, e estipula essencialmente que letras devem ser usadas para representar cada som. Esse sistema não estipula as regras de ortografia, em como deve ser escrita cada palavra ou como as palavras devem ser escritas no contexto da frase, embora tome «a liberdade de propor algumas formas possíveis, de que a padronização da escrita do Crioulo poderá revestir-se». É por esse motivo que a escrita do crioulo cabo-verdiano ainda não está normalizada, a mesma palavra ou a mesma frase pode aparecer representada de maneiras diferentes. Cada cabo-verdiano ainda continua a escrever idiossincraticamente, ou seja, cada pessoa que escreve em crioulo escreve na sua própria variante, no seu próprio sociolecto e no seu próprio idiolecto. Os textos descritivos do ALUPEC definem o mesmo como um «sistema constituído por 23 letras e quatro dígrafos». O que esses textos não especificam é que ainda contém a letra Y e o dígrafo RR.

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História

O ALUPEC emergiu em 31 de Maio de 1994, derivado do alfabeto proposto pelo Colóquio Linguístico de Mindelo, em 1979. Foi elaborado pelo chamado Grupo de Padronização da Língua Cabo-Verdiana, constituído, entre outros, por Manuel Veiga, Alice Matos, Dulce Almada Duarte, Eduardo Cardoso, Inês Brito, José Luís Hopffer Almada e Tomé Varela. Em 20 de Julho de 1998, o ALUPEC foi aprovado pelo Conselho de Ministros de Cabo Verde, como modelo experimental, durante um período de cinco anos. Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, o ALUPEC teria «em conta a diversidade da língua cabo-verdiana em todas as ilhas, devendo apenas depois desse período experimental pensar-se a sua introdução no sistema de ensino». Em 2005, o ALUPEC foi reconhecido pelo governo de Cabo Verde como sistema viável para a escrita do cabo-verdiano, sendo até à data, o único oficialmente reconhecido pelo mesmo governo. Apesar de ser o único oficialmente reconhecido, a mesma lei permite o uso de outros modelos de escrita, «desde que apresentados de forma sistematizada e científica».

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Situação presente

Apesar de ter sido oficialmente reconhecido pelo governo, o ALUPEC não tem uso oficial nem obrigatório, sendo usado apenas por entusiastas.

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Fontes consultadas

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