Alves da Cunha
José Maria Alves da Cunha, mais conhecido por Alves da Cunha, foi um actor português.
Era filho do médico José Maria Alves da Cunha, natural de Lisboa (freguesia da Madalena), e de Maria da Glória Correia Alves da Cunha, doméstica, natural da Horta (freguesia das Angústias). Manifestou desde muito cedo um interesse pelo teatro, mas enfrentou a oposição do seu pai, que o enviou a Paris, no sentido de iniciar uma carreira na diplomacia. Chaby Pinheiro também o desaconselhou de ser actor, afirmando que a vida de diplomata era muito melhor, além de que manifestou dúvidas sobre o futuro do teatro nacional. Apesar destas advertências, iniciou a sua carreira no teatro, primeiro como amador, onde mostrou um grande talento para imitações, tendo a sua estreia como profissional sido no Teatro do Ginásio, em 11 de Outubro de 1912, onde interpretou na peça A Volta de Nobre Martins, sob a mestria de Lucinda Simões. Porém, foi durante a sua participação na peça A Garra, de Bernstein, que se afirmou como actor, tendo a sua actuação sido muito bem recebida pelo público. Ganhou um maior destaque quando se integrou na Companhia Rosas & Brazão na temporada de 1914 para 1915, no mesmo período em que aquele grupo sai do Teatro da República, que tinha sido devastado por um incêndio, passando a estar sedeado no Teatro Nacional de São Carlos.


