Amador Bueno da Veiga
Amador Bueno da Veiga foi um bandeirante paulista. Era bisneto de Amador Bueno, o "Aclamado". Silva Leme o estuda no volume III, página 203 de seu livro Genealogia Paulistana.
Imagem: Uma câmera de celular na mão · BY · Openverse
No final do século XVII havia uma grande comoção em São Paulo devido ao grande afluxo de europeus e de pessoas oriundas de outros lugares, principalmente da região nordeste, para a região de lavra de ouro das Minas Gerais. Os paulistas acreditavam que por terem descoberto as minas deveriam ter o direito exclusivo de explora-las e para tanto enviaram a famosa representação de 16 de abril de 1700 ao governador da Repartição do Sul, Artur de Sá e Meneses. Nesta ocasião Amador Bueno da Veiga não assinou a petição pois estaria no sertão com João Cavaleiro. Amador já tinha em São Paulo sítio na margem direita do Anhembi (no atual bairro do Mandaqui) que se estendia até as encostas da Cantareira (São Miguel e Guarulhos). Nela existia uma extensa área onde se cultivava trigo, destinado ao abastecimento da vila e de outras províncias. Em 23 de setembro de 1704 Amador propusera abrir um novo caminho de São Paulo para as Minas, conforme informou nesta data ao Governador do Rio de Janeiro. Pedia prazo de um ano e oferecia ser caminho capaz de por ele andarem cavalgaduras carregadas, gente e condução de gados. O aberto pelo Capitão Garcia Rodrigues Pais, dizia, é incapaz de cavalgaduras carregadas nem gados por ser muito prolongado de três meses de viagens por matos e estéril de mantimentos, ainda dos que o mato cria. Pedia em troca «os campos beira mato da Serra da Boa Vista té a Graça pelo cumprimento e rumo direito do Caminho das Minas e a mata da borda do campo té o cume das serras e cordoaria do mar por uma e outra parte; as quais terras sendo Vossa Majestade servido, assim confrontadas da Serra da Boa Vista até a Graça cortando pelos travessões para a parte do mar até o cume das serras e tudo o que dos ditos rumos ficar para centro, dar-lhas de sesmaria e mercê para ele e seus descendentes com a do hábito de Cristo e foro de fidalgo da Casa.» Era a segunda proposta de refazer o Caminho Novo. A terceira viria em 1705 de Félix de Gusmão - por ela descobrimos que Garcia Rodrigues Pais estava acabando o seu caminho até a Paraiba, já estava com a estrada larga e duas roças feitas.»
No bairro da Penha, em São Paulo, leva seu nome a Avenida Amador Bueno da Veiga.==Referências==


