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Amanaiés

Os Amanaiés são um povo indígena brasileiro. Falam uma língua da família Tupi-Guarani, do tronco Tupi.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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História

Os Amanaié foram mencionados pela primeira vez na região que constitui, provavelmente, a área de origem deste povo Tupi: o Rio Pindaré. Ali, resistiram por muito tempo às tentativas de aldeamento, quando, em 1755, fizeram um acordo com o Padre David Aluísio Fáy, missionário jesuíta húngaro entre os Guajajara da aldeia de São Francisco do Carará. Fáy “conseguiu praticar os Amanaios e que se descessem e aldeassem”, junto aos Guajajara, seus tradicionais inimigos. Pouco depois, uma boa parte do grupo mudou-se pacificamente para o Rio Alpercatas, na atual fronteira do Maranhão com o Piauí. Por volta de 1815, havia apenas 20 remanescentes deste grupo, misturados com negros. Outros Amanaié do Alpercatas continuaram sua migração através do Rio Parnaíba, alcançando o Piauí em 1763, não havendo notícias do que lhes ocorreu depois. Em 1845, entrou em vigor o Regulamento das Missões, que perpetrava o sistema de aldeamentos como estratégia de assimilação dos indígenas à ‘vida civilizada’. O Regulamento determinava que a tática utilizada para integração do indígena à civilização deveria orientar-se por meios ‘brandos e suaves’, sem o uso da força ou violência. Os Amanaié dos rios Pindaré e Gurupi se situavam na área de influência desses aldeamentos, que na prática, aumentaram a sujeição dos nativos, utilizados como mão-de-obra “dócil” e barata.

Século XX

Em 1889, um pequeno grupo formado por índios Amanaié e Anambé, sobreviventes de uma epidemia nas aldeias do Arapari, se encontrava perto das últimas cachoeiras do Rio Tocantins. A maior parte do grupo, entretanto, teria permanecido no Rio Capim, onde em 1910 o inspetor Luiz Horta Barbosa realizou uma expedição, encontrando cerca de 300 pessoas distribuídas em quatro aldeias. Encontrou um grupo Amanaié liderado por uma mulher que identificou como "mulata" chamada Damásia, no Igarapé Ararandeua. Damásia teria assumido a chefia do grupo ainda no final do século XIX e é mencionada como representante do grupo até a década de 1930. A criação da Reserva Amanaié, em 1945, destinava-se supostamente a esse grupo de 200 Amanaié “não pacificados”, cujos remanescentes constituem, provavelmente, a atual população indígena do alto Capim. Quanto ao grupo de Damásia, a última informação data de 1942, mencionando 17 remanescentes, liderados pelo filho dela e “na maioria mestiços”. Finalmente, os Amanayé instalados na região do Rio Moju se identificavam como Ararandeuara, conforme Algot Lange. Este viajante publicou, em 1914, a única descrição etnográfica existente sobre o povo Amanayé.

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