Amanda Vettorazzo
Amanda Vettorazzo Carneiro é uma política e ativista do Movimento Brasil Livre (MBL), filiada ao União Brasil. É vereadora de São Paulo, após ter sido eleita em 2024, com 40.144 votos.
De ascendência italiana, nasceu em 28 de abril de 1988, em São Paulo. Durante sua infância e adolescência morou em Taboão da Serra, tendo estudado no Colégio Adventista de Taboão. Ingressou na Faculdade de Belas Artes cursando Relações Públicas, mas não chegou a concluir por questões financeiras. Entre o final da adolescência e início da vida adulta, atuou como modelo, realizando diversos trabalhos, como no Salão do Automóvel, participações na MTV Brasil e um comercial para o grupo O Boticário. Também foi capa de revistas de moda adolescente e participou de diversos outros eventos, incluindo um videoclipe da banda Capital Inicial. Mais tarde, cursou artes cênicas no Teatro Escola Macunaíma, participando de diversas peças. Posteriormente, foi chamada para trabalhar nos Estados Unidos, em um circo mexicano itinerante, onde aprendeu espanhol e inglês. Residiu nos Estados Unidos entre 2009 e 2011, como bailarina, visitando mais de 60 cidades, como Nova Iorque, Chicago, Washington e Los Angeles. Durante este período, foi introduzida à política, aproximando-se do liberalismo e da causa animal.
Em 2019, tornou-se membro do Movimento Brasil Livre (MBL), organização criada em 2014, que esteve à frente de uma série de manifestações a favor do impeachment de Dilma Rousseff e pelo combate à corrupção. Sua atuação inicial moldou sua abordagem combativa nas redes sociais e na política. Foi candidata pela primeira vez em 2020, disputando uma vaga de vereadora na cidade de São Paulo pelo Patriota. Obteve a marca de 3.975 votos, não tendo sido eleita. Em 2022, após a cassação do mandato do ex-deputado Arthur do Val, Vettorazzo foi escolhida como coordenadora nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), cargo que ocupa até o momento. Sua liderança no movimento é marcada por um perfil ativo nas redes sociais, onde defende pautas liberais e critica políticas de esquerda. Mais tarde no mesmo ano, se candidatou a deputada estadual, dessa vez, pelo União Brasil. Alcançou 54.720 votos, tornando-se primeira suplente da sigla na legislatura de 2023 a 2027 até ser eleita vereadora em 2024.
Embates com opositores políticos
Em 2022, quando candidata a deputada estadual por São Paulo, entregou um diploma a Tarcísio de Freitas de "pior ministro para São Paulo", quando o então candidato a governador de São Paulo visitava Osasco para receber o título de cidadão do município. Mais tarde, esse momento virou fonte de críticas do bolsonarismo ao MBL e a Tarcísio pela aproximação entre os dois de 2023 a 2025. Em agosto de 2023, Amanda e Arthur Scarance, outro militante do MBL, foram à PUC-SP, e de acordo com o presidente do Centro Acadêmico 22 de Agosto, Carlos Rodrigues, eles estavam gravando alunos sem autorização e fazendo perguntas a eles sobre legalização das drogas, porte de armas e legalização do aborto enquanto se passavam por membros da TV PUC, o veículo de imprensa oficial da instituição. Eles foram expulsos do local por estudantes de movimentos estudantis sobre gritos de "recua, fascista, recua". Segundo Amanda, porém, Arthur disse que era "ex-PUC" e foi mal-compreendido, lamentando que foi empurrada pelos alunos.
Ataques sofridos nas Eleições Municipais de São Paulo em 2024
Nas manifestações de 7 de setembro de 2024, Rafael Oliveira, de 33 anos, foi encontrado pela polícia na Avenida Paulista portando uma faca de cozinha em sua mochila. Depondo à polícia, ele afirmou que pretendia "tirar satisfações" com Amanda, chamando-a de "serva de satanás". Amanda notou que ele fazia stalking com ela, enviando diversas mensagens a seu perfil no Instagram de cunho relativo a abuso sexual e xingamentos. Em sequência, o homem foi liberado no mesmo dia, Amanda pediu uma medida protetiva, que foi negada, e o deputado federal Kim Kataguiri, coordenador de sua campanha, pediu escolta policial para a então candidata. Segundo Amanda, no minuto em que ele foi liberado, as ameaças voltaram, e em 27 de setembro, Rafael foi a um dos locais de campanha da candidata e afirmou aos presentes que ela estava "com os dias contados". Amanda, consequentemente, fez uma paralisação de suas atividades de campanha na rua. Três dias depois, ele foi preso preventivamente em Mogi das Cruzes.
Amanda assumiu como vereadora em 1º de janeiro de 2025, protocolando no mesmo dia uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as invasões de propriedade em São Paulo, com o objetivo, segundo ela, de investigar "quais grupos políticos estão envolvidos e, principalmente, se há e para onde está indo o dinheiro dos aluguéis pagos pelos ocupantes", afirmando também que já havia conseguido as 19 assinaturas necessárias para a abertura da CPI. No começo da legislatura, tornou-se vice-presidente da Comissão de Administração Pública e da Comissão Extraordinária de Segurança Pública. Também é membro da Comissão Extraordinária de Inovação, Tecnologia e Cidade Inteligente. Em 23 de janeiro de 2025, protocolou um projeto de lei que proíbe a Prefeitura de São Paulo de contratar ou apoiar eventos envolvendo apologia ao crime e organizações criminosas. O projeto rapidamente ganhou repercussão nacional e recebeu a alcunha de “anti-Oruam”, em referência ao cantor de mesmo nome.


