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Amaq

Amaq é uma agência de notícias ligada ao Estado Islâmico (EI). A Amaq é frequentemente o "primeiro ponto de publicação para reivindicações de responsabilidade" por ataques terroristas cometidos pelo EI em países ocidentais. Em março de 2019, a Amaq foi designada como organização terrorista estrangeira pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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História

Imagem: Raphael Perez Israeli Artist · BY · Openverse

Entre os fundadores da Amaq estava o jornalista sírio Baraa Kadek, que se juntou ao EI no final de 2013, e sete outros que originalmente trabalharam para a Halab News Network. Segundo o The New York Times, a Amaq tem ligação direta com o EI, de onde “recebe dicas”. Seu nome foi tirado do Vale Amik, na província de Hatay, na Turquia, que é mencionado em um hadith como o local de uma "vitória apocalíptica contra os não-crentes". A Amaq foi notada pela primeira vez pela ONG estadunidense SITE Intelligence Group durante o Cerco de Kobanî (Síria) em 2014, quando suas atualizações foram compartilhadas entre os combatentes do EI. Tornou-se mais conhecida depois de começar a relatar reivindicações de responsabilidade por ataques terroristas em países ocidentais, como o ataque de San Bernardino em 2015, pelo qual o EI assumiu oficialmente a responsabilidade no dia seguinte. Um cinegrafista da Amaq fez as primeiras imagens da captura de Palmira em 2015.

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Personagem

Imagem: Raphael Perez Israeli Artist · BY · Openverse

A Amaq publica um fluxo de notícias curtas, tanto em texto quanto em vídeo, no aplicativo móvel Telegram. As reportagens assumem as características do jornalismo convencional, com títulos como "notícias de última hora" e repórteres incorporados nos cenários das batalhas do EI. Os relatórios jornalísticos tentam parecer mais "neutros", atenuando a linguagem jihadista e os insultos sectários que o EI utiliza nos seus comunicados oficiais. Charlie Winter, da Iniciativa Transcultural de Conflito e Violência da Universidade do Estado da Geórgia, e Rita Katz, do SITE Intelligence Group, em Washington, dizem que a Amaq funciona de forma muito semelhante à agência de notícias estatal do EI, embora o grupo não a reconheça como tal. A Amaq parece ter sido autorizada pelo EI a desenvolver-se como uma forma de ter um meio de comunicação controlado pelo grupo, mas de certa forma afastado dele, dando ao EI mais aparência de legitimidade.

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Confiabilidade

Imagem: Raphael Perez Israeli Artist · BY · Openverse

De acordo com Rukmini Callimachi no The New York Times: "Apesar da visão generalizada de que o Estado Islâmico alega de forma oportunista ataques com os quais tem pouca conexão genuína, seu histórico - exceto um punhado de exceções - sugere um protocolo mais rigoroso. Às vezes, o Estado Islâmico errou nos detalhes ou inflou o número de vítimas, mas a essência de suas afirmações geralmente está correta." Segundo Callimachi, o grupo considera-se responsável por actos praticados por pessoas que se inspiraram na sua propaganda, bem como por atos praticados pelo seus próprios militantes e, em alguns casos, alegaram ataques antes de as identidades dos assassinos serem conhecidas. Graeme Wood, escrevendo no The Atlantic em outubro de 2017, escreveu: "A ideia de que o Estado Islâmico simplesmente examina as notícias em busca de assassinatos em massa e depois envia comunicados de imprensa na esperança de roubar a glória é falsa. A Amaq pode aprender detalhes dos ataques de grande mídia... mas sua reivindicação de crédito normalmente vem de uma fonte específica da Amaq."

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Presença on-line

Imagem: Raphael Perez Israeli Artist · BY · Openverse

Em novembro de 2019, a polícia da Bélgica afirmou ter realizado um ataque cibernético bem-sucedido à presença online da Amaq, deixando assim o EI sem um canal de comunicação operacional.

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