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Américo Tomás

Américo Deus Rodrigues Tomás OSE • ComA • GOA • ComC • GCC • GColTE foi um político e militar português. Foi o décimo terceiro Presidente da República Portuguesa, e último do Estado Novo, deposto no 25 de Abril após um mandato de quase 16 anos. Notório também por ter "vencido" o candidato oposicionista Humberto Delgado em 1958, com recurso a fraude eleitoral.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/07/2026
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Biografia

Nasceu em Alcântara, Lisboa, a 19 de novembro de 1894, filho de António Rodrigues Tomás (Ferreira do Zêzere, Ferreira do Zêzere, c. 1870), e de sua esposa, Maria da Assunção Marques (Alcântara, Lisboa, c. 1874), criados da casa da família Rodrigues de Mattos e Silva de Abrantes e do Sardoal. Em 16 de outubro de 1922, casou civilmente em Lisboa com Gertrudes Ribeiro da Costa, doméstica, filha do farmacêutico António José da Costa, natural de Loures (freguesia de São Julião do Tojal), e de sua esposa, Adelaide do Carmo Ribeiro da Costa, doméstica, natural de Lisboa (freguesia de Santa Maria de Belém). Deste casamento nasceram três crianças, das quais apenas duas filhas sobreviveram (Maria Natália e Maria Madalena).

Carreira académica

Ingressou no Liceu da Lapa em 1904, e concluiu a sua formação secundária no Liceu Passos Manuel em 1911. Frequentou a Faculdade de Ciências durante dois anos, entre 1912 e 1914, ano em que ingressou na Escola Naval, como aspirante no corpo de alunos da Armada.

Carreira militar

Em 1916, ao concluir o curso da Escola Naval, e durante a Primeira Guerra Mundial, desempenhou funções no serviço de escolta no couraçado Vasco da Gama, depois no cruzador auxiliar Pedro Nunes e nos contratorpedeiros Douro e Tejo. Em 1918 foi promovido a primeiro-tenente. Seguiram-se as promoções a capitão-tenente (1931), capitão de fragata (1939), capitão de mar e guerra (1941), contra-almirante (1951) e almirante (1970). A 17 de março de 1920, entra ao serviço do navio hidrográfico 5 de Outubro, onde serviu nos dezasseis anos seguintes, desempenhando ainda as funções de chefe da Missão Hidrográfica da Costa Portuguesa e vogal da Comissão Técnica de Hidrografia, Navegação e Meteorologia Náutica e do Conselho de Estudos de Oceanografia e Pesca e perito do Conselho Permanente Internacional para a Exploração do Mar. A 5 de outubro de 1928 foi feito Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a 5 de outubro de 1932 Comendador da Ordem Militar de Avis e a 9 de maio de 1934 Comendador da Ordem Militar de Cristo.

Presidente da República, 1958-74

Em 1958 foi o candidato escolhido pela União Nacional para suceder a Craveiro Lopes, com o beneplácito de António de Oliveira Salazar, não só por ser afeto ao regime mas também por ser pouco interventivo. Teve como adversário o General Humberto Delgado. Segundo os resultados oficiais das eleições de 8 de Junho de 1958, venceu com 75%, contra apenas 25% atribuídos a Delgado. O próprio Thomaz não votaria na sua eleição. Os indícios de fraude eram muitos antes e durante as eleições. Na sequência das eleições presidenciais, cujos resultados oficiais nunca seriam publicados oficialmente no Diário do Governo, conforme estipulava a legislação vigente, o regime determinaria, na revisão constitucional de 1959, que estas deixariam de ser diretas, passando a ser da responsabilidade de um colégio eleitoral, constituído exclusivamente por membros da União Nacional. Desta forma, o regime punha de parte qualquer tipo de mudança democrática encetada pelo voto da população portuguesa. Foi dessa forma reeleito em 1965 e 1972.

Após o 25 de Abril de 1974

A revolução de 25 de Abril encontrou-o a poucos meses de cessar funções, uma vez que determinara deixar o cargo quando completasse 80 anos. Foi então demitido do cargo e expulso compulsivamente da Marinha, tendo sido enviado para a Madeira, donde partiu para o exílio no Brasil. Em 1980, Ramalho Eanes permitiu o seu regresso a Portugal. Em 1981, morre, subitamente, a sua filha mais velha, Natália. Foi-lhe negado o reingresso na Marinha e o regime de pensão extraordinária atualmente em vigor para ex-presidentes da República, tendo recebido uma pensão de militar reformado. Depois do seu regresso do exilio, Américo Tomás, viveu praticamente isolado, tendo passado sérias dificuldades financeiras, sendo obrigado a vender vários presentes e objetos de valor de quando era presidente. Publicou o seu último livro de memórias em 1983.

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Fontes consultadas

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