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Ana Beatriz Nogueira

Ana Beatriz Soares Nogueira é uma atriz e produtora brasileira. Artista profícua, foi laureada ao longo de sua carreira de quatro décadas com várias premiações, incluindo dois Prêmios Qualidade Brasil, um Molière e o festejado Urso de Prata do Festival de Berlim, além de ter recebido indicações para dois Prêmios Guarani e um Prêmio APTR.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
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Carreira

Imagem: Rede Globo · BY-NC · Openverse

Em 2021, Ana Beatriz voltou às novela em Um Lugar ao Sol como a fútil e egoísta "Elenice". Na trama, ela interpreta a mãe adotiva de "Renato" (Cauã Reymond), que sempre foi complacente com as atitudes erradas do filho rebelde. Em dezembro de 2021, a atriz cancelou uma peça no Teatro dos Quatro, na zona sul do Rio de Janeiro, em protesto contra Sergio Moro. No mesmo dia da peça, seria realizado um evento pró Sérgio Moro, o teatro negou qualquer relação direta com o evento, já que o espaço foi alugado. Em 2022, foi escalada para o elenco da novela Todas as Flores, novela de João Emanuel Carneiro exibida pelo Globoplay, onde interpretou "Guiomar", dona de uma empresa milionária da moda que é traída pelo marido "Humberto" (Fábio Assunção) com a amiga "Zoé" (Regina Casé). Em 2023, voltou aos palcos encenando o monólogo Um Dia a Menos., baseada em um dos últimos contos de Clarice Lispector que conta a vida da solitária "Margarida".

Formação e início da vida artística

Nascida no Rio de Janeiro em 22 de outubro de 1966, Ana Beatriz Nogueira começou a estudar atuação no curso do Teatro Amador, onde teve como professores os atores Maria Padilha e Miguel Falabella. Durante a formação no curso, ampliou sua rede de contato no teatro e fez amigos, que a fez ingressar na carreira profissional. A estreia nos palcos aconteceu em 1984 no espetáculo infantil Ubu Rei, peça do escritor francês Alfred Jarry, dirigida e adaptada por Ricardo Kosovski, onde interpretou "Bugrelau". No mesmo ano, Nogueira estreou na televisão na minissérie Santa Marta Fabril S.A., produzida pela extinta Rede Manchete, em uma pequena aparição. Dois anos mais tarde, em 1986, foi aprovada em um teste para atuar em sua primeira novela, Mania de Querer, também na Rede Manchete.

1987–91: Vera, Kananga do Japão e Felicidade

“Sobre o sucesso do filme Vera, Ana Beatriz comentou: "- Eu não esperava ganhar esses prêmios todos a gente torcia para que gostassem do filme. Era um filme radical, avançado para a época, um tema delicado. Foi um sucesso. Em seguida veio o Collor, com o Plano Collor. Eu tinha vários convites para filmes, pouquíssimos saíram. O dinheiro foi confiscado. Eu fiquei muito concentrada em terminar meus estudos.".” — Ana Beatriz Nogueira, em entrevista ao programa Antenados da Rádio Bandeirantes em 22/01/2023 Em 1986, aos dezenove anos de idade, fez sua estreia no cinema com o filme de drama biográfico Vera, baseado na autobiografia A Queda para o Alto, de Anderson Herzer, onde ela interpretou a protagonista-título. Na trama, que aborda um complexo drama existencial, Nogueira atuou como uma jovem órfã que passa a adolescência em um orfanato onde aos poucos passa a desenvolver uma personalidade masculina e luta para encontrar seu espaço no mundo. O filme foi lançado no Festival de Brasília e logo recebeu aclamação da crítica, sobretudo pela atuação da atriz. O reconhecimento de sua performance a consagrou pelos festivais de cinema no mundo, lhe rendendo prêmios, sendo o mais importante o Urso de Prata de melhor atriz pelo prestigiado Festival de Cinema de Berlim, na Alemanha. Ela ainda foi laureada melhor atriz no Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, e no Festival de Cinema de Nantes, na França, bem como também foi eleita a Melhor Atriz de Cinema pelo Prêmio Molière, um dos mais importantes da cultura nacional à época. Naquele mesmo ano, ainda participou do curta-metragem Dama da Noite como Júlia.

1992–99: As Noivas de Copacabana, O Rei do Gado e Anjo Mau

Em 1992, deu vida a um de seus personagens mais marcantes, "Fátima" na minissérie As Noivas de Copacabana, que contava a história de um assassino em série de noivas. Na trama, ela é uma das vítimas de "Donato Menezes" (Miguel Falabella), uma mulher simples e filha de um pregador evangélico. Em seguida, em 1993, foi destaque no espetáculo Othello, A Sombra de uma Dúvida. Em 1994, atuou em uma montagem de O Homem sem Qualidades, uma leitura da obra-prima do escritor austríaco Robert Musil, ao lado de Betty Gofman, Daniel Dantas, Lucélia Santos e Silvia Buarque. No ano seguinte, foi convidada para atuar no filme Jenipapo (1995), da cineasta Monique Gardenberg, um drama que aborda conflitos éticos de um jornalista norte-americano ao investigar um caso brasileiro, onde ela interpretou a jornalista "Márcia". No mesmo ano, fez participações no seriado Você Decide nos episódios "Veneno Ambiente" e "O Jogador".

2000–07: Villa-Lobos, Celebridade, A Casa das Sete Mulheres e Essas Mulheres

No início do novo milênio, em 2000, Nogueira voltou ao cinema na cinebiografia Villa-Lobos - Uma Vida de Paixão, que conta a história de vida de Heitor Villa-Lobos, o mais importante compositor do Brasil e da América Latina. Na trama, interpretou a amargurada Lucília Guimarães, pianista e professora de música que foi casada com Villa-Lobos, interpretado por Antônio Fagundes na obra. A performance da atriz conquistou elogios da crítica especializada e lhe rendeu indicação prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Prêmio Guarani de Cinema, o mais importante da crítica cinematográfica nacional. Nesse ano, ela também viria a conquistar elogio da crítica no teatro por interpretar Satã em Macário, espetáculo produzido por Caio Blat e Preta Gil, e com direção de Otávio Muller. Na peça, ela interpretou um dos três traços de personalidades de Álvares de Azevedo, um dos expoentes do Romantismo do século XIX. Em 2001, fez participação especial em Copacabana, filme de Carla Camuratti.

2008–14: Ciranda de Pedra, Caminho das Índias, A Vida da Gente e Em Família

Em 2008, voltou à TV Globo iniciando uma sequência prolífica de diversos personagens importantes em telenovelas, especializando-se em interpretar mães problemáticas com situações conflituosas com seus filhos. No remake de Ciranda de Pedra (2008), interpretou a vilã "Frau Herta". No ano seguinte, em Caminho das Índias, mudou seu visual para interpretar a ambiciosa "Ilana", par romântico de "César" (Antônio Calloni). Durante as gravações da novela, a atriz revelou que começou a ter os primeiros sintomas de esclerose múltipla, doença que mantém controlada com medicamentos e que não a impede de trabalhar. Em 2010, interpretou cinco personagens ao mesmo tempo no espetáculo Tudo que eu queria te Dizer. Entre as apresentações da peça, ela atuou na primeira etapa da novela Insensato Coração, como "Clarice Cortez", uma mulher que tem sua vida transformada após descobrir as traições de seu marido "Horácio Cortez" (Herson Capri). A personagem sai da trama após a descoberta da traição, mas a rápida passagem da atriz pela produção lhe rendeu muitos elogios e a indicação ao Prêmio Quem de Melhor Atriz de Televisão. Após esse trabalho, viajou o país com o espetáculo Tudo que eu queria te Dizer.

2015–19: Além do Tempo, Rock Story e O Sétimo Guardião

Em 2015, estrelou o monólogo Um Pai (Puzzle) como "Sibylle Lacan", ficando em cartaz por três temporadas até 2017. Também nesse ano, fez uma rápida aparição em Babilônia como a esposa de "Carlos Alberto" (Herson Capri) e deu vida a "Emília", um dos personagens centrais da novela Além do Tempo. Esse último trabalho tornou-se um dos principais de sua carreira. Na trama, com temática espírita, ela deu vida a uma mulher amargurada que traz conflitos de uma vida passada com sua mãe, "Vitória" (Irene Ravache), e sua filha, "Livia" (Alinne Moraes). Em 2016, foi escalada para a novela das sete Rock Story, interpretando a cômica "Dona Néia", personagem com estilo de atuação diferente do últimos personagens de carga dramática em sua carreira. Na trama, ela é uma suburbana que enriquece após o sucesso musical do filho "Léo Régis" (Rafael Vitti). Em 2016, retornou na peça Tudo que Eu Queria Te Dizer com os cinco papéis, encerrando este decênio nos espetáculos Mordidas (2018), Um Dia a Menos (2019) e Relâmpago Cifrado (2019). Em 2018, esteve no elenco de Malhação: Vidas Brasileiras como a rica "Isadora Mantovani" mas logo em seguida deixou a produção para atuar na novela das nove O Sétimo Guardião, onde interpretou uma das guardiãs da fonte que protege a fictícia cidade da trama, "Ondina Aballo".

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