Maria Ana de Áustria, Rainha de Espanha
Maria Ana ou Mariana, foi a segunda esposa do rei Filipe IV e Rainha Consorte da Espanha de 1649 até 1665. Era filha do imperador Fernando III e sua esposa Maria Ana da Espanha. Entre 1665 e 1675, ela serviu como regente durante a minoridade do seu filho Carlos II.
Infância
Nascida em Wiener-Neustadt, em 23 de dezembro de 1634, era filha de Maria Ana da Espanha, filha do rei espanhol Filipe III e irmã de Filipe IV, e Fernando da Estíria, rei da Hungria e da Boêmia. Esses títulos não davam poder político real ao casal, que ainda estava sujeito as ordens do Sacro Imperador Romano Fernando II, o avô de Maria Ana. Ela tinha apenas dois anos de idade quando seu pai foi eleito rei dos romanos e, poucos meses depois, em fevereiro de 1637, Sacro Imperador Romano como Fernando III. Após a eleição de Fernando III, Maria Ana e sua família viveram principalmente em Viena, viajando periodicamente para seus palácios em Linz, Graz e Praga. Sua infância foi feliz, devido a proximidade que teve com seus pais, algo incomum para crianças nobres na época. Ela e seus irmãos foram educados para seus papéis futuros, de acordo com seu gênero e ordem de nascimento. Seu irmão mais velho, Fernando, por exemplo, era esperado que se tornasse o sucessor do pai; seu irmão mais novo, Leopoldo, por outro lado, estava sendo preparado para uma carreira eclesiástica. Mariana, por sua vez, estava vendo educada para ser uma rainha consorte.
Rainha da Espanha
Maria Ana e Filipe IV se viram pela primeira vez na pequena cidade de Navalcarnero em 7 de outubro de 1649, onde se casaram em uma modesta cerimônia presidida pelo arcebispo de Toledo. Após algumas horas, os recém-casados partiram para a residência mais marcante dos Habsburgos, El Escorial, a maravilha arquitetônica construída pelo avô do rei, Filipe II, no século XVI. Em 19 de novembro, um ano depois de deixar Viena, a nova rainha se instalou no Alcácer Real de Madrid, sinalizando o início oficial de seu papel como monarca. A corte de Madri era notoriamente mais rígida do que a de Viena, mas tudo indica que Maria Ana se adaptou muito bem ao seu novo ambiente e, de fato, o influenciou. Ela foi a protagonista em diversas aparições públicas como cerimônias de beijos de mão, funções oficiais com diplomatas estrangeiros e figuras políticas locais, e uma série de outras atividades em que a família real participava. Embora os retratos de Maria Ana como consorte a retratam com uma expressão impassível, seu gozo pelos atores cômicos, anões e tolos que povoaram a corte está bem documentado; ocasionalmente ela foi criticada por rir muito abertamente. Ao que tudo indica, ela tinha uma personalidade animada e jovem, demostrando um forte senso de si mesmo; este último se tornou ainda mais evidente no futuro.
Ao falecer seu marido em 1665, Maria Ana se converteu em regente do reino durante a minoridade de seu filho Carlos. A figura mais influente em seu governo foi seu confessor, o padre Juan Everardo Nithard, que encontrou forte oposição em D. João José de Áustria, único filho ilegítimo reconhecido por Felipe IV e inimigo declarado de Maria Ana, pois esta lhe era antipática. D. João José liderou contra a rainha Maria Ana a oposição de 1665 a 1677 e conseguiu expulsar da corte o seu favorito, o padre Juan Everardo Nithard. Por sete anos haveria dois centros políticos distintos, quase duas cortes, a madrilenha, onde a rainha e Fernando de Valenzuela imperavam, e a de Saragoça, onde D. Juan José se preparava para ocupar o governo. Em 1668, assinou o Tratado de Lisboa que pôs fim à Guerra da Restauração com Portugal que já durava há 28 anos e que desgastava os dois países Ibéricos, e engajou a Espanha na Guerra de Devolução (1667-1668) contra Luís XIV de França. Maria Ana morreu de câncer no peito em 16 de maio de 1696.
Do seu casamento com Filipe IV de Espanha nasceram os seguintes filhos:


