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Lorenzo Barcala

Lorenzo Barcala foi um notável militar argentino, filho de escravos, que ascendeu ao posto de coronel, um feito raro para afrodescendentes em sua época. Ele lutou nas guerras civis argentinas em defesa do Partido Unitário, demonstrando bravura e liderança em diversas batalhas.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 24/07/2026

Pontos-chave

  • Lorenzo Barcala foi um militar afrodescendente que atingiu o posto de coronel na Argentina.
  • Ele lutou nas guerras civis argentinas ao lado do Partido Unitário.
  • Barcala organizou um batalhão de infantaria com negros libertos, defendendo-os do preconceito.
  • Sua carreira militar começou como soldado e o levou a participar de importantes batalhas e revoluções.
  • Ele teve um papel ativo em conflitos políticos e militares na região de Cuyo e em campanhas contra povos indígenas.
01

Início da Carreira Militar

Imagem: Carlosquinta21 · BY · Openverse

Nascido de pais escravos, Lorenzo Barcala viveu parte de sua infância sob escravidão, sendo liberto por ordem do general José de San Martín. Apesar de não ter ingressado no Exército dos Andes, iniciou sua trajetória militar em 1818 como soldado. Participou ativamente da Anarquia do Ano XX em Cuyo, lutando ao lado do general Bruno Morón contra o general chileno José Miguel Carrera e, após a morte de Morón, sob as ordens de José Albino Gutiérrez na batalha de Punta del Médano. Em 1822, já era sargento-mor. Em 1824, envolveu-se em uma revolução contra o governador Gutiérrez; após o fracasso, buscou refúgio em San Juan. De volta a Mendoza, uniu-se ao coronel Juan Lavalle em uma segunda revolução contra Gutiérrez, consolidando sua posição como figura central do partido unitário local. Posteriormente, sob as ordens de José Félix Aldao, participou da repressão a uma revolução em San Juan, garantindo a volta de Salvador María del Carril ao governo.

02

A Liga Unitária e o Batalhão Negro

Imagem: Toledo Mirta · BY-SA · Openverse

Em 1829, Barcala juntou-se à campanha do general José María Paz contra os federais, lutando na batalha de São Roque. Como recompensa, Paz o encarregou de organizar um batalhão composto por negros libertos, cuja liberdade era conquistada através de longos anos de serviço militar. Barcala era muito respeitado pela comunidade negra, pois os protegia contra o descaso e a opressão dos brancos. Liderando este batalhão, ele combateu nas batalhas de La Tablada, onde foi promovido a tenente-coronel, e Oncativo. Após a vitória em Oncativo, foi promovido a coronel e enviado a Mendoza como segundo chefe do exército de ocupação, sob o comando de José Videla Castillo. Como governador, Videla Castillo nomeou Barcala chefe de vanguarda e responsável pela organização de um corpo de infantaria, os Cazadores del Pilar. Ele também participou da batalha de Rodeo de Chacón, comandando uma ala de cavalaria contra as forças de Facundo Quiroga, embora tenha sido derrotado.

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Últimos Anos e Conflitos

Imagem: anónimo · BY-SA · Openverse

Após a aposentadoria de Facundo Quiroga, que se estabeleceu em San Juan, Barcala também se fixou na cidade. Ele evitou retornar a Mendoza devido a ameaças de morte feitas por Aldao, que inclusive tentou persuadir Quiroga a fuzilá-lo. Em 1833, Barcala participou da campanha ao deserto sob o comando do general José Ruiz Huidobro, enfrentando os ranqueles liderados por Yanquetruz no combate de Las Acollaradas. Com a morte de Quiroga em 1835, iniciou-se uma disputa pela sucessão entre seus tenentes, como Aldao (Mendoza), Martín Yanzón (San Juan) e Tomás Brizuela (La Rioja). Alejandro Heredia, governador de Tucumã, assumiu o controle do noroeste. O influente ministro de Yanzón, Domingo de Oro, conspirou para derrubar Aldao, com Barcala liderando a conspiração a partir de San Juan. No entanto, a trama foi descoberta, resultando na prisão e execução dos líderes em Mendoza, incluindo o coronel José Ignacio Correa de Saá.

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