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Anatólia

Anatólia, ou península anatoliana, também conhecida como Ásia Menor, denota a protrusão ocidental da Ásia, que compõe a maior parte da República da Turquia. A região é banhada pelo mar Negro ao norte, o mar Mediterrâneo ao sul, e do mar Egeu, a oeste. O mar de Mármara forma uma ligação entre os mares Negro e Egeu através do Bósforo e Dardanelos e separa Anatólia da Trácia, no continente europeu. Tradicionalmente, Anatólia é considerada estendendo-se a leste de uma linha entre o golfo de İskenderun e do mar Negro, aproximadamente correspondente aos dois terços ocidentais da parte asiática da Turquia. No entanto, desde Anatólia agora é muitas vezes considerado como sinônimo de Turquia Asiática, suas fronteiras leste e sudeste são amplamente consideradas como sendo as fronteiras turcas com os países vizinhos, que são Geórgia, Arménia, Azerbaijão, Irã, Iraque e Síria, em direção no sentido horário.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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Definição

A península da Anatólia, também chamada de Ásia Menor, é banhada pelo mar Negro ao norte, o mar Mediterrâneo ao sul, o mar Egeu, a oeste, e o mar de Mármara a noroeste, que separa a Anatólia da Trácia na Europa. Tradicionalmente, Anatólia é considerada a se estender ao leste de uma linha por tempo indeterminado correndo a partir do golfo de İskenderun ao mar Negro, coincidente com o Planalto de Anatólia. Esta definição geográfica tradicional é utilizada, por exemplo, na edição mais recente do Merriam-Webster's Geographical Dictionary, bem como a comunidade arqueológica. Sob esta definição, Anatólia é delimitada a leste pelo planalto Armênio, e o rio Eufrates, antes das curvas do rio a sudeste entrando na Mesopotâmia. A sudeste, é delimitada pelas faixas que separam o vale do Orontes, na Síria (região) e a planície da Mesopotâmia. No entanto, após o estabelecimento da República da Turquia, Anatólia foi definida pelo governo turco sendo efetivamente co-término com a Turquia asiática. O Primeiro Congresso Geográfico da Turquia, em 1941, criou duas regiões a leste do golfo de İskenderun na linha do mar Negro nomeando a Região da Anatólia Oriental e na Região do Sudeste da Anatólia, a primeira em grande parte correspondente à parte ocidental do planalto Armênio, este último para a parte norte da planície da Mesopotâmia. Esta definição mais ampla de Anatólia ganhou aceitação generalizada fora da Turquia e já, por exemplo, foi adotada pela Encyclopædia Britannica e outras publicações de referência enciclopédicas em geral.

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Etimologia

Imagem: Source by UsuárioPar Derivate work by Marcos Elias de Oliveira Júnior · BY-SA · Openverse

A mais antiga referência conhecida a Anatólia – como "Terra do Hitita" – foi encontrada em tabletes cuneiformes da Mesopotâmia a partir do período do Império Acádio (2 350−2 150 a.C.). O primeiro nome que os gregos usavam para a península da Anatólia foi Ἀσία (Ásia), presumivelmente após o nome da liga de Assua na Anatólia Ocidental. Como o nome da Ásia passou a ser estendido a outras áreas do leste do Mediterrâneo, o nome para a Anatólia foi especificado como Μικρὰ Ἀσία (Mikrá Asía) ou Asia Minor, que significa "Ásia Menor", na Antiguidade Tardia.

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Geografia

A península anatoliana está situada como ponte entre os continentes da Ásia e Europa. O planalto é um planalto central grande e semiárido, que é coroado por colinas e montanhas que em muitos lugares limitam o acesso às férteis regiões costeiras densamente colonizadas. A topografia da Anatólia é estruturalmente complexa. Um maciço central composto de blocos levantados e estreitos dobrados para baixo, cobertos por depósitos recentes e dando o aspecto de um planalto com topografia dura, é cunhado entre duas cordilheiras dobradas que convergem no leste. Verdadeira baixada é confinada para tiras costeiras um pouco apertadas junto às costas do mar Negro e do mar Mediterrâneo. Terra plana ou suavemente inclinada é rara e largamente confinada aos deltas do rio Hális, às planícies costeiras da Cilícia e aos pavimentos de vale.

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Ocupação humana

Imagem: alvez · BY-NC-SA · Openverse

Sem bases políticas seguras, e sobretudo por causa das invasões dos gálatas, o domínio da dinastia Selêucida na Anatólia sucumbiu à anarquia, e a região foi desmembrada em vários reinos helenísticos, como por exemplo o dos gálatas, o de Pérgamo, o da Cária, o da Lícia, o da Pisídia, o da Bitínia e o do Ponto, embora os gregos se tornassem o componente étnico e cultural dominante em todos esses reinos e com dezenas de cidades prósperas na região central da península. A unidade política viria com o Império Romano. O domínio romano na Anatólia teve seu início quando o Reino de Pérgamo passou ao controle de Roma em 133 a.C.. Desde então, os demais reinos da Anatólia foram sendo conquistados por Roma, que passou a usar a península como base para as contínuas (e frequentemente inconclusivas) campanhas contra o Império Parta, estado sucessor da Pérsia. A extensão do Império Romano e a decadência de suas províncias ocidentais, constantemente atacadas por bárbaros vindos da Alemanha fez com que a sua capital fosse movida, no início do século IV, para a cidade grega de Bizâncio, à esquerda do Bósforo, e posteriormente conhecida como Constantinopla.

Pré-História

A Anatólia tem sido ocupada por um longo período da existência humana, tendo recebido levas migratórias do sul e posteriormente do leste ainda durante a pré-história, como mostram os diversos sítios arqueológicos presentes na região. Há cerca de dez mil anos, uma população humana de origem desconhecida se assentou em um sítio permanente, próximo da atual Çatal Hüyük. Este vilarejo de casas retangulares e empilhadas umas sobre as outras (aparentemente não havia ruas definidas, supõe-se que as pessoas se locomoviam por escadas sobre as próprias casas) disputa com outros poucos sítios, como Jericó, o título de cidade mais antiga do mundo.

Heteus

Apesar de assentamentos humanos permanentes, nenhuma tribo da Anatólia formou uma civilização no sentido estrito do termo. Isso só viria a acontecer em meados do segundo milênio antes de Cristo, com a chegada dos heteus vindos provavelmente da Ásia Central. Fundaram sua capital em Hatusa e controlaram um império que, na sua extensão máxima, englobava toda a Anatólia, além da Síria e oeste da Mesopotâmia. Os Heteus, no entanto, parecem não ter tido grande penetração em Assua, isto é, a costa egeia da Anatólia. A Guerra de Troia, entre povos não-heteus, foi travada na cidade costeira de Troia, possivelmente no século XIII a.C., sem a interferência dos hititas. No século XII a.C., os hititas foram suplantados por imigrantes, chamados pelos egípcios de "povos do mar" (entre os quais, provavelmente, os frígios, que fundaram seu próprio reino no centro da península).

Frígios

Tendo passado das costas balcânicas à Anatólia, este povo se estabeleceu no noroeste da península em fins do século XIV a.C. Ocupando o vácuo da decadência hitita, estabeleceram um reino, que mais tarde se expandiria do mar Egeu ao Urartu. A maior parte de seus soberanos geralmente se chamavam Górdio, Midas e Giges. A um destes reis chamados Górgias é que se atribui o nó górdio, que foi cortado por Alexandre, o Grande no século IV a.C. Foram destruídos pelos cimerianos no final do século IX a.C..

Assírios e lídios

Boa parte da Anatólia passou a ser formalmente parte do Império Assírio. Entretanto, com seu enfraquecimento, as tribos da região se uniram em torno de um estado remanescente dos frígios, o Reino da Lídia. Ao mesmo tempo, os gregos estabeleceram colônias em toda a costa da Anatólia, fundando cidades como Trebizonda e Sinope na costa do mar Negro, Calcedônia à direita do Bósforo, Pérgamo, Éfeso, Mileto, Halicarnasso e Cnido na costa do mar Egeu e Antália e Tarso na Anatólia meridional. A Lídia manteve-se como o poder dominante da região, resistindo à expansão neobabilônica) e ao Império Medo até o fim do século VII a.C., quando o Império Aquemênida invadiu e conquistou este reino.

Persas

Conquistado o Reino Lídio por Ciro II, os persas passaram então a controlar a Anatólia por dois séculos, até a invasão de Alexandre, o Grande, no século IV a.C.. A partir da costa, e com a ajuda da marinha fenícia, os persas realizaram diversas incursões ao continente europeu, sobretudo nos tempos de Dario I, que conquistou a Trácia, e de Xerxes I, que foi vencido pelos gregos.

Macedônios

Os persas foram definitivamente vencidos por Alexandre, o Grande e seus aliados gregos, que lhes arrebataram todo o império, da Anatólia ao rio Indo. O breve império de Alexandre se fragmentou após a sua morte; e em consequência da Batalha de Ipso (301 a.C.), foi finalmente dividido entre Ptolomeu, Cassandro, Seleuco e Lisímaco, generais veteranos de Alexandre. A Anatólia coube a Lisímaco, que, duas décadas depois, foi morto em batalha por Seleuco, o herdeiro da Síria, da Mesopotâmia e do Irã e fundador do Império Selêucida. Este, por sua vez perdeu o controle da Anatólia após a invasão dos celtas.

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