Andaluzia
A Andaluzia é uma comunidade autônoma da Espanha, localizada na parte meridional do país. É limitada, a oeste, por Portugal ; a norte pela Estremadura e Castela-Mancha, a este pela Múrcia; e a sul por Gibraltar, pelo oceano Atlântico e mar Mediterrâneo, numa costa com cerca de 910 quilômetros. A sua capital é a cidade de Sevilha, onde tem, a sua sede, a Junta da Andaluzia, enquanto que o Tribunal Superior de Justiça da Andaluzia tem a sua sede na cidade de Granada.
A sua origem remonta à Pré-história: o primeiro povoamento da Andaluzia data do período paleolítico. Por volta de 1000 a.C., estabeleceram-se diversos povos na região, entre eles os fenícios, gregos e cartagineses. Reino de Tartesso foi o nome pelo qual os gregos denominaram a região que tinha, por linha central, o vale do rio Tartesso, que depois os romanos chamaram Bétis e os árabes Guadalquivir. No século VI a.C., Tartesso desapareceu abruptamente e, quando os romanos chegaram lá, o reino já não existia mais. Os cartagineses abandonaram a região quando Cartago foi derrotada pelos romanos na Segunda Guerra Púnica. Os romanos dominaram a região e lhe deram o nome de Bética, ficando ali até as invasões dos vândalos e visigodos. Na época do domínio romano, a região era rica e exportava vinho e, principalmente, azeite. Enquanto os vândalos permaneceram por pouco tempo na região, os visigodos fundaram um reino que durou até a chegada dos muçulmanos oriundos do Norte da África e do Próximo Oriente.
É a segunda maior comunidade autônoma espanhola em extensão territorial, perdendo apenas para Castela e Leão.
Clima
A região é influenciada por um clima temperado mediterrânico cujas características variam conforme o relevo. Na Costa do Sol, é o mediterrânico subtropical, com temperaturas amenas no inverno e não muito elevadas no verão. No vale do Guadalquivir, ocorrem os verões mais quentes de toda a Europa, com a média das temperaturas máximas a excederem os 35 °C e nas áreas mais quentes a chegarem aos 37 °C. A área de Almeria é a mais árida de toda a Europa e, nas montanhas, a temperatura é muito baixa no Inverno, sendo acompanhada de precipitação abundante em forma de neve.
Hidrografia
O maior rio da Andaluzia é o Guadalquivir (657 km), que nasce na serra de Cazorla (Xaém), passa pelas cidades de Córdova e Sevilha, e desemboca em Sanlúcar de Barrameda, em Cádis). Outros rios importantes são o Guadiana, o Odiel-Tinto, o Rio Genil e o Guadalete-Barbate.
Demografia
A Andaluzia é a primeira comunidade autónoma espanhola em população, que em 2023 era de 8 538 376 habitantes. A população concentra-se sobretudo nas capitais provínciais e na costa, pelo que o nível de urbanização da Andaluzia é bastante alto — metade da população andaluza reside nas 26 cidades com mais de 50 000 habitantes. Em termos de população, é importante demarcar as seguintes áreas (em 2006): A cidade mais populosa da Andaluzia é Sevilha, com 704 414 habitantes, seguida por Málaga (560 631 habitantes), Córdova (322 867 habitantes), Granada (237 929 habitantes) e Jerez de la Frontera (206 274 habitantes). A Andaluzia concentra a atual população cigana na Espanha, que é calculada entre 500 mil e 800 mil indivíduos, população esta com grande influência na criação[necessário esclarecer] de um dos principais elementos da cultura espanhola contemporânea: o flamenco.
Cidades mais populosas
Sevilha Málaga Córdova Granada Xerez da Fronteira Almeria Huelva Marbelha Dos Hermanas Algeciras
O seu Estatuto de Autonomia estabelece que o governo da região é a Junta da Andaluzia, o Parlamento da Andaluzia e o Tribunal Superior de Justiça da Andaluzia. O órgão executivo é o Conselho de Governo da Andaluzia e o Parlamento elege 109 deputados.
A Andaluzia adquiriu sua autonomia em 1980 após recorrer ao artigo 151 da Constituição espanhola de 1978.
Províncias
A comunidade da Andaluzia divide-se em oito províncias (atualmente são 50 províncias espanholas), segundo o Decreto de 1833 de División Provincial, planejada por Javier de Burgos. Estas províncias, por sua vez, dividem-se em 774 municípios. As províncias são as seguintes:
A Andaluzia é rica em recursos minerais como carvão, chumbo, cobre, ferro, quartzo, prata, mármore e também exporta sal a partir de Cádis e Huelva. Os recursos pesqueiros estão quase esgotados e a indústria está pouco desenvolvida, excetuando a do turismo, que é a mais rentável. É forte sobretudo na produção de azeite (70% do total), arroz, fruta, trigo, plantas industriais e na produção de gado. Os vinhos finos de xerez são muito famosos e com alta qualidade. O comércio está muito desenvolvido e ocupa mais de 50% da população ativa.
Turismo
Situada ao sul da Espanha, em uma das regiões mais quentes e com várias praias, a Andaluzia proporciona turismo de sol e praia. A sua costa é dividida na Costa da Luz (Huelva e Cádis), banhada pelo oceano Atlântico; na Costa do Sol (parte de Cádis e Málaga); na Costa Tropical (Granada e parte de Almería); e na Costa de Almeria, banhadas pelo mar Mediterrâneo. O turismo cultural mais conhecido é o de Alhambra, em Granada; a Giralda; e a Catedral de Santa Maria, que é a maior catedral da Espanha, em Sevilha, além da mesquita de Córdova. A tourada e o flamenco também atraem muitos turistas ao Sul da Espanha além de algumas outras catedrais, igrejas, castelos e fortalezas.
O comércio exterior faz-se por via marítima através dos portos de Cádis, Málaga, Algeciras, Huelva e Sevilha. As auto-estradas asseguram a sua acessibilidade ao resto do país. Através da linha ferroviária de alta velocidade — AVE —, a Andaluzia estabelece ligação direta com o centro do território e num breve futuro, com toda a Europa. Os aeroportos de Málaga e de Sevilha concentram 70% do tráfego aéreo. Em Sevilha, o |metro é uma realidade desde 2009, e também está sendo construído em Málaga e em Granada.


