Catedral de Senhora Sant'Ana
A Catedral de Senhora Sant'Ana é o templo católico sede da Diocese de Caetité, no estado brasileiro da Bahia.
Foi erguida sobre antigo templo construído pelos jesuítas antes de sua expulsão do país. Sobre ela registrou Teodoro Sampaio, em sua passagem de 1880: "há na cidade quatro igrejas, das quais a matriz, já um tanto arruinada, é obra dos antigos jesuítas". Com a criação da Diocese sediada na cidade de Caetité, em 1913, o primeiro bispo D. Manuel já em 1916 realiza medidas para a reforma da matriz (chamada já então de "catedral"), realizando naquele ano duas reformas. Em 1926 o segundo prelado, D. Juvêncio procedeu à segunda grande remodelação do templo, havendo então registrado no "Livro de História da Diocese" que a construção: "(...) não tinha gosto estético e tudo era pesado e grosseiro. A capela-mór, muito acanhada, não oferecia espaço para o desenrolar dos cerimoniais de missa cantada com três ministros (...) o presbitério, ou capela-mór era forrado. Aliás e o único forro que existia. Os corredores e a nave central eram de telha vã (...) Toda a construção de nossa catedral era de adobes, inclusive a que foi remodelada por D. Raimundo de Melo. As paredes apresentavam enormes trincaduras e o arco-mor ameaçava ruir, tal a abertura que se mostrava" - de tal forma que a remodelação durou de 1932 a 1939, ficando então fechada para cultos, com várias interrupções por falta de recursos, sendo a última das fases a pintura das paredes e do teto, que foi então elevado, nela se consignando o "Brasão da Diocese", cuja elaboração fora então encomendada ao "irmão Paulo Lachenmayer". Embora reaberta em 1939, os trabalhos continuaram até 1942, com a construção de segundo coro e modificações na torre.
Registro de 1932
Relato feito por Pedro Celestino da Silva em revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia no ano de 1932, diz o seguinte:[nota 2]
Registrou Koehne, em 2002: "O forro do templo e da nave foram ornados de belas pinturas sacras, que persistiram por décadas, até quando de uma reforma patrocinada pelo prof. Hélio Negreiros, que simplesmente as fizeram sucumbir sob camadas de tintas, ao argumento de serem "irrecuperáveis", nos anos 80 do séc. XX. No ano de 1990, já sob o bispado de D. Antônio Alberto Guimarães Rezende, uma nova e ampla reforma é levada a cabo, com apoio da empresa Andrade Gutierrez. Visando dar maior proteção ao templo, e harmonização com a reforma que também se processava na urbanização da Praça da Matriz, é cercada com grades e pilastras, construídos alguns cômodos nas laterais e fundos (onde passa a funcionar a Cúria)".


