Andrea Bregno
Andrea di Cristoforo Bregno foi um escultor e arquiteto italiano do início do Renascimento que trabalhou em Roma a partir da década de 1460 e morreu bem no início do Alto Renascimento.
Andrea nasceu em Claino con Osteno, na Lombardia, em uma das mais famosas famílias de artistas do norte da Itália. Seu pai, Cristoforo Bregno, e seus irmãos, Ambrogio e Girolamo, eram escultores. A família fundou uma oficina em Ferrara e assumiu a obra do Palácio do Doge, em Veneza, depois da morte de Bartolomeo Bon.
Andrea foi convidado a trocar Veneza por Roma quando o veneziano Paulo II foi eleito papa. Durante o pontificado de Sisto IV della Rovere, recebeu encomendas e comandou uma grande oficina que produziu muitos túmulos para cardeais e outras personalidades da Cúria Romana, com variados graus de autoria pessoal. Entre elas, os monumentos do cardeal Giovanni Battista Savelli (m. 1498), em Santa Maria in Aracoeli; o túmulo de Giovanni Della Rovere (m. 1483) em Santa Maria del Popolo e outras obras na mesma igreja, incluindo um tríptico em mármore de Santa Catarina; e o túmulo do conde Giraud d'Ansedum em Santissimi Apostoli (1505). Ele ficou famoso entre seus contemporâneos e foi comparado ao escultor grego Policleto no epitáfio de seu túmulo em Santa Maria sopra Minerva. O pai de Rafael, Giovanni Santi, mencionou Bregno na década de 1480 em sua biografia de Federico da Montefeltro, o duque de Urbino. Bregno trabalhou muitas vezes com Mino da Fiesole em Roma e seu refinado estilo lombardo ficou mais clássico por causa do contato e pelo exemplo de esculturas romanas que frequentemente eram descobertas, das quais Andrea foi um dos primeiros colecionadores: um certo "Prospettivo Milanese", escrevendo em 1499-1500, faz referência a um torso na coleção de um "Maestro Andrea", uma possível referência ao Torso Belvedere.
Praticamente todos os túmulos de Andrea Bregno e sua oficina estão em Roma:


