Andreas Samaris
Andreas Samaris é um ex-futebolista grego que atuava como volante. Foi convocado para defender a Grécia na Copa do Mundo de 2014.
Imagem: Fanis_X · BY-NC-SA · Openverse
Começou a sua carreira profissional em 2006, no Panachaiki, depois de passar dez anos nas categorias de base do PAO Patras. Assinou pelo Panionos em 2010 e chegou ao Olympiacos em 2013, onde foi campeão e uma das figuras-chave.
Panachaiki
Com dezessete anos, Samaris assinou o primeiro contrato profissional, com o Panachaiki, da terceira divisão grega. O jogador era considerado uma das maiores promessas e tudo correu bem nas primeiras duas temporadas, mas na altura de renovar contrato, e por não concordar com os termos, foi colocado de parte pela equipe técnica. Acabou por rescindir por mútuo acordo, em 2009, com o presidente da equipe, um dos mais famosos advogados gregos, a acusar Samaris de lesionar intencionalmente os colegas por não ser opção do treinador, algo que acabou por não ser confirmado.
Panionios
No início de 2010, assinou pelo Panionios, da primeira divisão, depois de uma semana de testes.
Benfica
Chegou ao Benfica na temporada 2014–15, pela quantia de 9 milhões de euros. Apesar da desconfiança inicial, Samaris firmou-se como titular absoluto do conjunto treinado por Jorge Jesus, que viria a conquistar a Primeira Liga, a Taça da Liga e a Supertaça. Com a chegada do treinador Rui Vitória, o grego parecia começar a perder espaço na posição de volante. No entanto, as constantes lesões do sérvio Ljubomir Fejsa devolveram-lhe espaço, fazendo dupla no meio-campo com o jovem Renato Sanches. Samaris marcou seu primeiro gol pelo clube da Luz no dia 29 de agosto de 2015, contra o Moreirense, numa vitória por 3–2. Voltaria a marcar, de falta, no dia 1 de abril de 2016, numa vitória de 5–1 frente ao Sporting de Braga. Acabou por ter um papel importante numa equipe que conquistou a Primeira Liga e a Taça da Liga.
Coritiba
Teve a sua contratação anunciada pelo Coritiba no dia 1 de setembro de 2023. Aos 35 anos, o jogador assinou com a equipe até o fim do Campeonato Brasileiro. Em novembro, após ter o rebaixamento no Brasileirão confirmado, o Coritiba anunciou, via X (Twitter), que cinco jogadores do elenco, entre eles Samaris, haviam sido dispensados pelo clube.
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No início da sua carreira, era mais frequente vê-lo a atuar como meia central ou ate meia ofensivo mas, após a sua chegada ao Benfica apostou nele atuando como volante. Jogador de posse, sabe construir jogo, embora não seja exímio no passe longo, mas impõe o físico (1,89 m) com naturalidade. Chegou a ser utilizado por Rui Vitória como zagueiro, num momento em que o time encarnado possuía muitos lesionados no departamento médico. Samaris finaliza bem, principalmente nas cobranças de falta, mas tem no jogo aéreo (ofensivo e defensivo) um ponto a melhorar.
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A mãe fez de tudo para que ele não fosse jogador de futebol. Samaris jogou em clubes desde os sete anos, fazendo toda a formação na equipe onde o seu pai tinha jogado como goleiro. Durante esse tempo, a mãe não concordava que fosse esse o futuro do filho e foi bastante disciplinadora no que toca aos estudos, só se mostrando realmente conformada com a escolha do filho quando este marcou um golo pela seleção da Grécia, que dedicou à mãe, com a imprensa grega a especular que terá sido uma espécie de vingança, mas que o jogador negou. O seu maior sonho a nível profissional é atingir o mesmo estatuto nacional e internacional de Kostas Katsouranis, a sua maior referência no futebol. Ao longo da sua carreira, Andreas Samaris viveu o mesmo problema que Katsouranis, com vários treinadores a arranjarem-lhe novas posições em campo, desde volante a meia ofensivo, passando pela zaga ou pelas laterais. Isso acabou por fazer do grego um jogador polivalente, mas com preferência como volante para observar melhor o terreno quando tem a bola. Segundo o próprio, identifica muito essas funções com as de Katsouranis, que considera ser um orgulho para o país, e gostaria de atingir o mesmo nível do antigo internacional grego.


