Angelina Jolie
Angelina Jolie Voight é uma atriz, cineasta e ativista humanitária americana. Estreou no cinema ao lado de seu pai, Jon Voight, em Lookin' to Get Out (1982); porém, a carreira dela começou a sério uma década mais tarde, quando participou do filme de baixo orçamento Cyborg 2 (1993), seguido de seu primeiro papel principal em uma grande produção em Hackers (1995). Posteriormente, foi escalada para estrelar os telefilmes biográficos George Wallace (1997), pelo qual ganhou seu primeiro Prêmio Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante em Televisão e recebeu uma indicação ao Prêmio Emmy do Primetime para Melhor Atriz Coadjuvante em minissérie ou telefilme, e Gia (1998), vencendo novamente o Globo de Ouro, só que, desta vez, na categoria de Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para Televisão. Em 1999, recebeu elogios por parte dos críticos especializados por sua interpretação como Lisa Rowe no filme Girl, Interrupted, pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.
Angelina Jolie Voight nasceu em Los Angeles, Califórnia. É filha dos atores Jon Voight e Marcheline Bertrand, sobrinha de Chip Taylor, irmã de James Haven Voight e afilhada de Jacqueline Bisset e Maximilian Schell. Do lado paterno, é descendente de eslovacos e de alemães; por outro lado, sua mãe tinha ascendência francesa, holandesa e também alemã. Tal como sua mãe, Angelina Jolie afirma também possuir ascendência ameríndia nativo-americana, em específico dos iroqueses e de ter tido uma remota antepassada indígena huroniana, nascida em 1649. Após a separação de seus pais em 1976, Jolie e seu irmão foram morar com a mãe, que abandonara suas ambições artísticas para concentrar-se na criação de seus filhos. Quando criança, Jolie frequentemente assistia a filmes com sua mãe, e foi isso, ao invés da carreira bem-sucedida de seu pai, que lhe despertou o interesse em atuar; embora, aos cinco anos, tivesse participado do filme Lookin' to Get Out (1982), ao lado de Voight. Aos seis anos de idade, Bertrand e seu parceiro, o cineasta Bill Day, mudaram-se com a família a Palisades, Nova Iorque; voltaram para Los Angeles cinco anos depois. Então, Jolie decidiu que queria atuar e matriculou-se no Lee Strasberg Theatre Institute de Los Angeles, onde estudou por dois anos e, nesse tempo, apareceu em várias produções de teatro; cursou também a Escola de Ensino Médio Beverly Hills, na qual se sentiu isolada das crianças de famílias mais ricas da área, uma vez que sua mãe tinha uma renda mais modesta. Ela foi provocada por outros estudantes, os quais debochavam dela por ser extremamente magra e por usar óculos e aparelho ortodôntico.
1991–1997: Primeiros trabalhos
Jolie comprometeu-se a atuar profissionalmente aos dezesseis anos; porém, inicialmente, achou difícil passar em testes de elenco, uma vez que os produtores de elenco observavam que seu comportamento era "muito sombrio." Ela apareceu em cinco dos filmes de estudante do seu irmão, realizados enquanto frequentavam a USC School of Cinema-Television, bem como em vários vídeos musicais, nomeadamente "Stand by My Woman" (1991), de Lenny Kravitz; "Alta Marea", de Antonello Venditti (1991); "It's About Time" (1993), de The Lemonheads; e "Rock and Roll Dreams Come Through" (1993), de Meat Loaf. Começou sua carreira profissional no cinema em 1993, quando desempenhou seu primeiro papel principal na sequência de ficção científica Cyborg 2, como um robô "quase humano" projetado para espionagem corporativa e assassinato. Ela ficou tão desapontada com o filme ao ponto de não fazer mais nenhuma audição por um ano. Depois de um papel coadjuvante em Without Evidence (1995), estrelou no filme Hackers (1995). Janet Maslin, do New York Times, observou que a atriz se destacou em relação aos seus coelgas de elenco. A produção não conseguiu lucrar nas bilheterias, mas desenvolveu um seguimento cult após seu lançamento em DVD. Depois de ter estrelado Love Is All There Is (1996), adaptação moderna de Romeu e Julieta, a atriz apareceu no filme Mojave Moon (1996); sobre sua atuação neste, The Hollywood Reporter escreveu: "Jolie, uma atriz que a câmera realmente adora, revela um talento cômico e o tipo de sexualidade apaixonante que faz com que seja inteiramente confiável e que o personagem de Danny Aiello largaria tudo só para ter a chance de estar com ela."
1998–2000: Revelação
As perspectivas de sua carreira começaram a melhorar após a atriz ter ganhado um Globo de Ouro por seu desempenho como Cornelia no filme biográfico de George Wallace 1997, no qual foi considerada como "um destaque na produção" pelo The Philadelphia Inquirer. O filme foi igualmente muito bem recebido pelos críticos e ganhou, entre outros prêmios, o Globo de Ouro de Melhor Minissérie ou Filme de Televisão. Por conseguinte, ela também foi indicada ao Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme. Sua primeira grande revelação aconteceu ao ter interpretado a supermodelo Gia Carangi no telefilme Gia (1998), o qual narra a destruição da vida e da carreira de Carangi como resultado de seu vício em heroína, seu declínio e morte por SIDA em meados da década de 1980. Vanessa Vance, da Reel.com, observou retrospectivamente: "Jolie ganhou um amplo reconhecimento por seu papel como Gia, e é fácil entender o porquê. Ela é feroz em sua performance — preenchendo-a com nervosismo, charme e desespero — e seu papel neste filme é, possivelmente, o mais belíssimo 'desastre' [sobre a vida de uma pessoa] já filmado." Pelo segundo ano consecutivo a atriz ganhou um Globo de Ouro, desta vez para Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme, e seu primeiro Prêmio Screen Actors Guild, e foi nomeada ao Emmy na mesma categoria.
2001–2004: Reconhecimento internacional
Não obstante ter sido altamente elogiada por suas habilidades de atuação, Jolie não havia encontrado filmes que apelassem para um público amplo; contudo, alcançou reconhecimento internacional ao ter conseguido o papel de Lara Croft em Tomb Raider (2001). Nesta adaptação da popular série de jogos eletrônicos, exigia-se que a atriz aprendesse sotaque inglês e passasse por um extenso treinamento de artes marciais. Sua escalação para o papel gerou controvérsias, porque, de acordo com quem era contra, ela não tinha o físico apropriado, além do mais, era uma americana a interpretar uma personagem originalmente britânica, ela tinha tatuagens e outros fatores relacionados à sua vida pessoal os quais, teoricamente, tornavam-na incompatível para o papel. À vista disso, o diretor do filme, Simon West, defendeu-a desde quando os primeiros alardes midiáticos se formaram, fazendo com que aos poucos se dissipassem. Durante as filmagens, a atriz dispensou dublês para as cenas de ação, e isso fez com que ela se ferisse.
2005–2010: Sucesso comercial e crítico
Em 2005, Jolie foi escalada para atuar na comédia de ação Mr. & Mrs. Smith, na qual estrelou ao lado de Brad Pitt, como um casal que descobre que ambos são assassinos secretos. O filme recebeu críticas mistas, mas foi geralmente elogiado pela química entre os atores principais, e se tornou um sucesso de bilheteria. Roger Ebert disse que "o que faz o filme funcionar é que Pitt e Jolie se divertem juntos na tela e são capazes de encontrar um ritmo que lhes permite ser subestimados e divertidos, mesmo durante os desenvolvimentos mais alarmantes." Manohla Dargis, do The New York Times, publicou: "Este é o espetáculo de Brad e Angelina e não muito mais. Isso é muito ruim, porque ambos os atores são capazes de mais." Com uma arrecadação de 478,2 milhões de dólares em todo o mundo, Mr. & Mrs. Smith foi para a sétima maior bilheteria do ano e permaneceu como o filme de ação mais lucrativo de Jolie até a década seguinte.
2011–presente: Expansão profissional
Em 2011, fez sua estreia como diretora cinematográfica em In the Land of Blood and Honey (2011), uma história de amor entre um soldado sérvio e uma prisioneira bósnia durante a Guerra da Bósnia (1992-95). Ela dirigiu o filme para que fosse reavivada a atenção para os sobreviventes, depois de ter visitado a Bósnia e Herzegovina duas vezes em seu papel como Embaixadora de Boa Vontade do ACNUR. Para garantir a autenticidade, o filme teve apenas atores da ex-Iugoslávia — incluindo Goran Kostić e Zana Marjanović — e incorporou suas experiências de guerra em seu roteiro. Após o lançamento, recebeu críticas mistas. Todd McCarthy, do The Hollywood Reporter, escreveu: "Jolie merece um crédito significativo por criar uma atmosfera tão poderosa e opressiva e encenar os eventos horríveis de forma tão credível, mesmo que sejam essas mesmas forças que farão com que as pessoas não queiram ver o que está na tela." O filme foi nomeado ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira e Jolie foi nomeada uma cidadã honorária de Sarajevo por aumentar a consciência da guerra.
Embaixadora do ACNUR
"Não podemos fechar-nos à informação e ignorar o fato de que milhões de pessoas estão sofrendo por aí. Eu honestamente quero ajudar. Eu não acredito que eu sinto diferentemente de outras pessoas. Eu acho que todos nós queremos justiça e igualdade, uma chance para uma vida com significado. Todos nós gostaríamos de acreditar que se estivéssemos em uma situação ruim, alguém nos ajudaria" — Jolie com seus motivos para se juntar ao ACNUR em 2001 Jolie testemunhou pela primeira vez os efeitos de uma crise humanitária enquanto filmava Lara Croft: Tomb Raider (2001) no Camboja, que estava devastado por uma guerra, uma experiência que ela falou ter trazido uma maior compreensão sobre o mundo. Ao terminar as gravações do filme e voltar para casa, contatou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) para obter informações sobre lugares problemáticos em âmbito internacional. Para saber mais sobre as condições nessas áreas, ela começou a visitar campos de refugiados ao redor do mundo. Em fevereiro de 2001, fez sua primeira visita a um campo de refugiados, uma missão de dezoito dias para Serra Leoa e Tanzânia. Ela, mais tarde, expressou seu choque com o que havia testemunhado. Nos meses seguintes, Jolie retornou ao Camboja por duas semanas e encontrou-se com refugiados afegãos no Paquistão, onde doou um milhão de dólares em resposta a um apelo de emergência internacional do ACNUR, a maior doação já recebida de uma iniciativa privada individual. Ela cobriu todos os custos relacionados a suas missões e compartilhou as mesmas condições rudimentares de trabalho e de vida das pessoas de campo do ACNUR em todas as suas visitas. Jolie foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade na sede do ACNUR em Genebra em 27 de agosto de 2001.
Conservação ambiental e desenvolvimento comunitário
Em um esforço para conectar seu filho nascido no Camboja à sua origem, Jolie comprou uma casa no país em 2003. A casa localiza-se numa propriedade de 39 hectares na província noroeste de Battambang, ao lado do parque nacional Samlout nas montanhas Cardamom. Ela comprou sessenta mil hectares do parque e transformou a área em uma reserva de vida selvagem em homenagem ao seu filho, o Projeto Maddox Jolie. Em reconhecimento aos seus esforços de conservação ambiental, o rei Norodom Sihamoni concedeu-lhe a cidadania cambojana em 31 de julho de 2005. Em novembro de 2006, Jolie expandiu o projeto — renomeando-o para Maddox Jolie-Pitt Foundation (MJP) — para criar o primeiro Millennium Village da Ásia, de acordo com os objetivos de desenvolvimento da ONU. Ela foi inspirada por um encontro com o fundador do Millennium Promise, o notável economista Jeffrey Sachs, no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde foi oradora convidada em 2005 e 2006. Em meados de 2007, cerca de seis mil aldeões e 72 empregados — alguns deles antigos caçadores furtivos — moravam e trabalhavam no MJP. O complexo inclui escolas, estradas e uma fábrica de leite de soja, todos financiados por Jolie. Sua casa funciona como a sede do campo MJP. Depois de filmar Beyond Borders (2003) na Namíbia, ela tornou-se patrona da Harnas Wildlife Foundation, um orfanato de vida selvagem e um centro médico no deserto de Kalahari. Em dezembro de 2010, Jolie e seu sócio, Brad Pitt, fundaram a Fundação Shiloh Jolie-Pitt para apoiar o trabalho de conservação da Naankuse Wildlife Sanctuary, uma reserva natural também localizada no Kalahari. Em nome de sua filha nascida na Namíbia, eles financiaram projetos de conservação de animais grandes, bem como uma clínica de saúde gratuita, moradia e uma escola para a comunidade de San Bushmen em Naankuse. Ambos apoiam outras causas através da Fundação Jolie-Pitt, criada em setembro de 2006.
Imigração infantil e educação
Jolie voltou-se a causas cujo objetivo é ajudar crianças imigrantes e outras crianças vulneráveis, tanto nos Estado Unidos como em países em desenvolvimento, incluindo a "Unaccompanied Alien Child Protection Act of 2005." Ela começou a fazer lóbi em interesses humanitários na capital americana a partir de 2003, explicando: "Por mais que eu gostaria de não ter que visitar Washington, essa é a única maneira de promover a causa." Desde outubro de 2008, copreside a Kids in Need of Defense (KIND), uma rede de escritórios de advocacia americanos que prestam assistência jurídica gratuita a menores não acompanhados em processos de imigração para os Estados Unidos. Fundada em colaboração entre Jolie e a Microsoft Corporation, até 2013, a KIND tornou-se a principal provedora de advogados pro bono para crianças imigrantes. Jolie tinha, anteriormente, de 2005 a 2007, financiado o lançamento de uma iniciativa semelhante, e posteriormente o Comitê dos EUA para Refugiados e Imigrantes lançou o Centro Nacional para Refugiados e Crianças Imigrantes.
Direitos humanos e direitos das mulheres
Depois de ter se juntado ao Conselho de Relações Exteriores (CFR) em junho de 2007, Jolie organizou uma conferência sobre o direito internacional e justiça na sede do CFR e financiou vários relatórios especiais, incluindo a "Intervenção para parar o genocídio e as atrocidades em massa." Em janeiro de 2011, ela oficializou a Jolie Legal Fellowship, uma rede de advogados que são patrocinados para defender a continuidade dos direitos humanos em seus países de origem. Seus advogados membros, chamados Jolie Legal Fellows, têm facilitado os esforços da proteção infantil no Haiti após o terremoto de 2010 e promovido o desenvolvimento de um processo democrático inclusivo na Líbia após a revolução de 2011.
Reconhecimento e honras
Jolie recebeu um amplo reconhecimento por seus trabalhos humanitários. Em agosto de 2002, recebeu o Prêmio Humanitário Inaugural do Programa de Imigração e Refugiados do Serviço Mundial da Igreja e, em outubro do ano posterior, foi a primeira pessoa a receber o Prêmio Cidadão do Mundo pela Associação de Correspondentes das Nações Unidas. Foi premiada com o Global Humanitarian Award pela UNA-USA em outubro de 2005 e recebeu o Freedom Award do Comitê Internacional de Resgate em novembro de 2007. Em outubro de 2011, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, premiou-lhe com um pino de ouro — reservado para os membros mais antigos — em reconhecimento por ser Embaixadora da Boa Vontade do ACNUR há mais de uma década.
Relacionamentos e casamentos
Jolie iniciou um relacionamento sério aos catorze anos de idade, o qual durou dois anos. Sua mãe permitiu-lhe viver junto a seu namorado em sua casa, sobre o que, posteriormente, afirmou: "Ou eu seria imprudente nas ruas com meu namorado ou ele estaria comigo no meu quarto, com minha mãe no quarto ao lado. Ela fez a escolha e, por causa disto, eu continuei a ir à escola todas as manhãs e explorei meu primeiro relacionamento de uma maneira segura." Ela comparou o relacionamento a um casamento em sua intensidade emocional, e disse que a separação a obrigou dedicar-se à sua carreira de atriz com a idade de dezesseis anos. Durante a filmagem de Hackers (1995), iniciou um romance com o ator britânico Jonny Lee Miller, seu primeiro namorado desde o relacionamento em sua adolescência. Eles não mantiveram contato por muitos meses após o termino da produção, mas se reencontraram e casaram-se em março de 1996. Ela compareceu em seu casamento com calça preta de borracha e uma camiseta branca, sobre a qual havia escrito o nome do noivo com o próprio sangue dela. Embora o casamento terminou no ano seguinte, Jolie manteve-se em bons termos com Miller, a quem chamou de "um homem e um amigo sólido." Seu divórcio, iniciado por ela, em fevereiro de 1999, foi finalizado pouco antes de se casar novamente no ano seguinte.
Filhos
Em 10 de março de 2002, Jolie adotou seu primeiro filho, Maddox Chivan, de sete meses de idade, em um orfanato em Battambang, Camboja.Que antes da adoção se chamava Rath Vibol, nascido 5 de agosto de 2001, em uma aldeia local. Depois de duas vezes ter visitado o país, enquanto filmava Lara Croft: Tomb Raider (2001) e em uma missão de campo do ACNUR, ela voltou em novembro de 2001 com o seu então marido, Billy Bob Thornton, onde conheceu Maddox e posteriormente candidatou-se para adotá-lo. O processo de adoção foi interrompido no mês seguinte, quando o governo dos Estados Unidos proibiu adoções no Camboja por causa das alegações de tráfico de crianças. Embora o agente facilitador de adoção de Jolie tenha sido posteriormente condenado por fraude de vistos e lavagem de dinheiro, a adoção da criança foi considerada legal. Após o processo ter sido finalizado, ela assumiu a custódia dele na Namíbia, onde estava filmando Beyond Borders (2003). O casal anunciou a adoção em conjunto, mas ela adotou Maddox e o criou sozinha após sua separação três meses mais tarde.
Tratamento de prevenção do câncer
Em 16 de fevereiro de 2013, aos 37 anos, a atriz foi submetida a uma dupla mastectomia preventiva depois de ter sabido que tinha um risco de 87% de desenvolver câncer de mama devido a um gene BRCA1 defeituoso. Sua história familiar materna justificou as mutações BRCA: sua mãe teve câncer de mama e morreu de câncer de ovário, ao passo que sua avó morreu de câncer de ovário; sua tia, que tinha o mesmo defeito BRCA1, morreu de câncer de mama três meses após a operação de Jolie. Após a mastectomia, que reduziu suas chances de desenvolver câncer de mama para menos de cinco por cento, a atriz passou por cirurgia reconstrutiva que envolveu implantes e aloenxertos. Dois anos mais tarde, em março de 2015, em seguida aos resultados de testes que indicaram possíveis sinais de câncer de ovário precoce, ela submeteu-se a uma ooforectomia preventiva, pois tinha risco de 50% de desenvolver o câncer devido a mesma anomalia genética. Apesar da terapia de reposição hormonal, a cirurgia trouxe-lhe a menopausa prematura.
Imagem pública
Como filha do ator Jon Voight, Jolie apareceu na mídia desde cedo. Depois de iniciar sua própria carreira, ela ganhou a reputação de "criança selvagem," e isso contribuiu para seu sucesso inicial no final dos anos 1990 e início de 2000. A mídia frequentemente reportava seu fascínio por sangue e facas, experiências com drogas e sua vida sexual, particularmente sua bissexualidade e interesse pelo sadomasoquismo. Em 2000, quando questionada sobre sua franqueza, declarou: "Eu digo coisas que outras pessoas podem passar, é isso que os artistas devem fazer — desabafar e não ser perfeito e não ter respostas para nada, e ver se as pessoas entendem." Outro fator que contribuiu para a sua imagem controversa foram rumores, feitos por tabloides, de incesto que começaram quando, ao ganhar seu Oscar, beijou seu irmão nos lábios e disse: "Estou tão apaixonada pelo meu irmão agora." Ela rebateu os boatos, afirmando: "Foi decepcionante que algo tão bonito e puro pudesse ser transformado em um circo," e explicou que, como filhos do divórcio, ela e James confiam um no outro.
Aparência
A imagem pública de Jolie está fortemente ligada à sua beleza e ao seu apelo sexual. Muitos meios de comunicação, incluindo Vogue, People e Vanity Fair, classificaram-na como a mulher mais bonita do mundo, enquanto outras como Esquire, FHM e Empire a nomearam a mulher mais sensual viva. Ambos os títulos têm sido muitas vezes baseados em pesquisas públicas em que Jolie tem ficado muito à frente de outras celebridades. Suas características físicas mais conhecidas são suas tatuagens, seus olhos e, em particular, seus lábios carnudos; o New York Times considerou o seu queixo à Kirk Douglas e olhos à Bette Davis. Entre suas cerca de vinte tatuagens estão o provérbio em latim quod me nutrit me destruit (em português: "o que me nutre me destrói"), a citação de Tennessee Williams "Uma prece aos selvagens de coração mantidos em gaiolas," quatro orações budistas sânscrito de proteção, um tigre de doze polegadas e coordenadas geográficas indicando os lugares onde ela conheceu seus filhos adotivos. Ao longo do tempo, ela tem coberto ou feito cirurgia a laser em várias de suas tatuagens, incluindo "Billy Bob", o nome de seu segundo marido. Sua foto com sangue escorrendo na boca, serviu de inspiração aos cartazes do filme Jennifer's Body e da série True Blood. A fotografia foi tirada em 2003 por Martin Schoeller e faz parte da dele coleção de close-up. Em novembro de 2016, a imagem foi posta à venda por sessenta mil dólares – algo correspondente a 190 mil reais na época.
No decorrer de sua carreira, Jolie participou de diversos filmes e telefilmes, tendo recebido elogios por parte da crítica especializada por suas atuações principalmente em George Wallace (1997), Gia (1998), Girl, Interrupted (1999), que lhe rendeu o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, A Mighty Heart (2007), Wanted e Changeling (ambos de 2008), este lhe garantiu uma nomeação ao Oscar de Melhor Atriz, e Maleficent (2014). Seus filmes mais lucrativos são: Maleficent, trilogia Kung Fu Panda, Mr. & Mrs. Smith (2005), Shark Tale (2004), Wanted, Salt e The Tourist (ambos de 2010), Lara Croft: Tomb Raider (2001) e Gone in 60 Seconds (2000).
Ao longo de sua carreira, Jolie já venceu e foi nomeada a diversos prêmios, notavelmente suas nomeações para o Óscar de Melhor Atriz, Globo de Ouro para Melhor atriz em filme dramático por dois anos consecutivos (2007 e 2008), Melhor atriz em comédia ou musical e Melhor filme em língua estrangeira (como produtora), quatro BAFTA, Emmy de Melhor Atriz em minissérie ou telefilme e Melhor Atriz Coadjuvante em minissérie ou telefilme e o Screen Actors Guild para Melhor Atriz Principal em cinema em 2008 e 2009. Ela venceu o Óscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2000, o Globo de Ouro por três anos consecutivos (1998, 1999 e 2000), dois Screen Actors Guild em 1999 e 2000. Como humanitária, ganhou o Prêmio Humanitário Jean Hersholt em 2013 e outros prêmios, incluindo da Ordem de São Miguel e São Jorge e da Associação de Correspondentes das Nações Unidas. Até 2017, Jolie já havia sido nomeada para 97 prêmios diferentes, vencendo 49 destes.


