Angiotomografia
Angiografia por tomografia computadorizada ou simplesmente Angiotomografia, é uma variante da tomografia, que utiliza técnicas de angiografia para visualizar as artérias e veias do corpo. Pode diagnosticar problemas em todo o sistema circulatório, como aneurismas e obstruções dos vasos sanguíneos.
Estudos realizados em 2005, concluíram que 40% dos pacientes estudados não precisariam ser submetidos ao cateterismo, se tivessem feito previamente a angiotomografia. Desde então, em mais de uma década, houve um grande desenvolvimento tecnológico nessa área. No início dos anos 2000, os tomógrafos tinham dezesseis fileiras de detectores. Em 2004, vieram os equipamentos com 64 fileiras. Em 2012, já eram disponíveis equipamentos com 256, até 320 fileiras de detectores e 64 canais, permitindo a aquisição de todas as imagens necessárias para o diagnóstico em um único batimento cardíaco. Vários estudos foram realizados comparando a acurácia da angiotomografia coronariana, realizada com estes equipamentos mais precisos, em pacientes sintomáticos estáveis com suspeita de doença arterial coronariana (DAC) importante. A angiotomografia foi comparada com o método de referência usual, o cateterismo de coronárias (coronariografia). Demonstrou-se de modo consistente, que a angiotomografia apresenta excelente precisão para detectar ou excluir a presença de DAC significativa. Em particular, os estudos demonstraram que a previsão de resultado negativo foi especialmente alto, de modo que o exame é útil para a exclusão da suspeita de lesões obstrutivas graves.
Técnica
Para a realização da angiotomografia de artérias coronárias, utiliza-se um tomógrafo, que faz a aquisição "fatiada" de imagens, por meio de raios X, com espaçamentos menores que um milímetro, ao longo de toda a extensão longitudinal do coração. A aquisição é sincronizada com os sinais adquiridos simultaneamente por um eletrocardiógrafo. Previamente é inoculado nas artérias uma substância radio-contrastante, normalmente um composto de iodo, com dosagem entre cinquenta e cem mililitros, dependendo do IMC do paciente. O nível de radiação aplicado depende do tomógrafo utilizado. Para equipamentos mais modernos, com 64 canais de aquisição e com mais de 256 fileiras de detectores, a quantidade de radiação necessária pode ser menor que um milisievert (1 mSv). Nos pacientes com frequência cardíaca acima de 55 batidas por minuto, são ministrados betabloqueadores para reduzir os batimentos cardíacos durante o exame, com dosagem proporcional à frequência.


