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Anre ibne Alas

Anre ou Ambre ibne Alas foi um general árabe muçulmano, um dos sahaba e um político influente. Embora tenha começado por ser um dos líderes coraixitas que combateram o Islão, depois da sua conversão ao Islão em 629 subiu rapidamente na hierarquia militar muçulmana. Distinguiu-se na conquista árabe do sudoeste da Palestina, mas ficou famoso principalmente por ter liderado a conquista do Egito, onde fundou Fostate, antecessora do atual Cairo como capital provincial e em cujo centro construiu a mesquita que tem o seu nome, a primeira mesquita de África. Além de militar brilhante, Anre foi também um político astuto e influente e foi ele quem organizou o governo do Egito, nomeadamente o sistema de impostos e de justiça.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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Biografia

Primeiros anos

Anre nasceu em Meca e era membro da nobreza do clã Banu Sahm, da tribo dos coraixitas (Quraysh). A sua mãe era Laila binte Harmalá, também conhecida como Al-Nabiga. e o seu pai, Alas ibne Uail, era o chefe dos Banu Sahm. Antes de iniciar a sua carreira militar, Anre era um mercador que acompanhava caravanas ao longo das rotas comerciais do Médio Oriente, Ásia e Egito. Ao contrário do seu irmão Hixame, que foi um dos primeiros seguidores de Maomé, contra a vontade do pai, e à semelhança dos outros líderes coraixitas, Anre começou por ser convictamente hostil em relação ao Islão. Foi ele quem chefiou a delegação enviada pelos coraixitas ao negus (rei) da Abissínia (Etiópia) com o pedido para expulsar de volta os muçulmanos que lá se tinham refugiado para evitarem as perseguições em Meca ("Migração para a Abissínia" ou "Pequena Hégira").[nt 2] O rei etíope (não há certeza se este era Axama ibne Abjar ou Arma, que podem ter sido a mesma pessoa) recusou-se a satisfazer o pedido dos coraixitas e recusou os presentes que eles lhe enviavam. Depois da fuga de Maomé para Medina (Hégira), Anre participou em todas as batalhas dos coraixitas contra os muçulmanos, tendo comandado um dos contingentes coraixitas na batalha de Uude.

Durante a vida de Maomé

Na companhia de Calide ibne Alualide, cavalgou de Meca para Medina onde ambos se converteram ao Islão. Segundo algumas fontes (contraditas por outras), Anre seria casado com Ume Cultume binte Uqueba, filha do líder coraixita Uqueba ibne Abu Muaite e irmã de Alualide ibne Uqueba, companheiro do profeta, mas divorciou-se após se ter convertido. Anre tornou-se rapidamente um destacado comandante do exército de Maomé, tendo comandado Abacar, Omar e Abu Ubaida ibne Aljarrá na campanha de Dhat as-Salasil (também chamada "Expedição de Abu Ubaida ibne Aljarrá", "Expedição das Folhas" ou "do Peixe"). Além de comandante militar, Anre era também o líder religioso dos seus homens, dirigindo os serviços religiosos à frente dos seus oficiais.

Durante os reinados de Abacar e Omar

Durante o reinado de Abacar como califa, a seguir à morte de Maomé, Anre foi enviado com os exércitos árabes que invadiram a Palestina. Acredita-se que o seu papel na conquista da região foi muito importante e sabe-se que esteve no cerco de Damasco de 634 e nas batalhas de Ajenadaim (634) e de Jarmuque (636). Após o êxito das campanhas contra os bizantinos na Síria, Anre sugeriu a Omar marchar sobre o Egito e Omar concordou. A verdadeira invasão começou no final de 640, quando Anre atravessou a península do Sinai com 3 500 a 4 000 homens. Os relatos dizem que ele passou o feriado da peregrinação em Alarixe de 12 de dezembro de 640.[nt 3] Depois de tomar a pequena cidade fortificada de Pelúsio (al-Farama) e repelir um ataque de surpresa dos bizantinos perto de Bilbeis (outra cidade fortificada), Anre dirigiu-se à Fortaleza de Babilónia[carece de fontes?] (no que é atualmente a zona chamada de Cairo Copta).

Reinados de Otomão, Ali e Moáuia

Em 644 Otomão tornou-se califa depois do assassinato de Omar. Anre continuou como governador do Egito durante os primeiros tempos do reinado de Otomão mas este acabaria por destituí-lo, nomeando no seu lugar o seu irmão adotivo Abedalá ibne Sade. Anre ficou muito ofendido com a sua destituição e foi encontrar-se com Otomão a Medina, uma reunião que azedou ainda mais as relações entre eles. Anre passou então a criticar duramente o governo de Otomão e teve um paper destacado na instigação do descontentamento contra Otomão. Na revolta que estalou contra este, os egípcios estiveram na linha da frente e uma das razões para isso era a demissão de Anre. Este não escondia a sua oposição ao califa e desafiava-o abertamente, dizendo que levantaria todo o império muçulmano contra ele. Quando a revolta ganhou força em Medina, Anre retirou-se para a Palestina e era aí que se encontrava quando Otomão foi assassinado.

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Fontes consultadas

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