Pesquisa · Mapa mental

Anthropic

A Anthropic PBC é uma empresa estadunidense de inteligência artificial (IA) com sede em São Francisco. Ela desenvolveu uma família de grandes modelos de linguagem (LLMs) chamada Claude. A Anthropic opera como uma corporação de benefício público, que pesquisa e desenvolve IA para "estudar suas propriedades de segurança na fronteira tecnológica" e usar essa pesquisa para implantar modelos seguros para o público.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
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História

A Anthropic foi fundada em 2021 por sete ex-funcionários da OpenAI, incluindo os irmãos Daniela Amodei e Dario Amodei, sendo que este último atuava como Vice-Presidente de Pesquisa da OpenAI. No verão (no hemisfério norte) de 2022, a Anthropic concluiu o treinamento da primeira versão do Claude, mas não o lançou publicamente, justificando a necessidade de testes internos adicionais de segurança e o desejo de evitar o início de uma corrida potencialmente perigosa para o desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais poderosos. Em 2024, a empresa atraiu diversos funcionários de destaque da OpenAI, incluindo Jan Leike, John Schulman e Durk Kingma. Em março de 2025, a Databricks e a Anthropic anunciaram que o Claude seria integrado à Databricks Data Intelligence Platform. Em maio de 2025, a empresa anunciou o Claude 4, apresentando o Claude Opus 4 e o Claude Sonnet 4 com capacidades aprimoradas de programação e outros novos recursos. Também introduziu novas funcionalidades de API, incluindo o conector do Model Context Protocol (MCP). Naquele mesmo mês, a companhia sediou sua conferência inaugural para desenvolvedores. Ainda em maio, a Anthropic lançou uma API de pesquisa na web que permite ao Claude acessar informações da internet em tempo real. O Claude Code, assistente de programação da Anthropic, passou da fase de prévia de pesquisa para disponibilidade geral, contando com integrações para o VS Code e ambientes da JetBrains, além de suporte para o GitHub Actions.

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Estrutura corporativa

Imagem: Nationalmuseumofiran · BY-SA · Openverse

De acordo com a Anthropic, seu objetivo é pesquisar a segurança e a confiabilidade dos sistemas de IA. Os irmãos Amodei estavam entre os que deixaram a OpenAI devido a divergências de direção. O "Long-Term Benefit Trust" (Fundo de Benefício a Longo Prazo) da Anthropic é um fundo com o propósito de garantir "o desenvolvimento e a manutenção responsáveis de IA avançada para o benefício de longo prazo da humanidade". Ele detém ações da Classe T na PBC (Corporação de Benefício Público), que lhe conferem o direito de eleger diretores para o conselho da Anthropic. Em outubro de 2025, os membros do Fundo eram Neil Buddy Shah, Kanika Bahl, Zach Robinson e Richard Fontaine. Em janeiro de 2026, a Anthropic introduziu uma divisão chamada "Labs", que contou com a adesão de Mike Krieger (ex-Diretor de Produtos da empresa).

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Produto

Imagem: Giorgio Fonda · BY-NC-SA · Openverse

A principal linha de produtos da Anthropic é a série "Claude" de grandes modelos de linguagem, que alguns funcionários consideram uma referência ao matemático Claude Shannon. Uma das técnicas usadas para realizar o ajuste fino dos modelos Claude é a IA constitucional, na qual a IA é treinada para aderir a um conjunto de princípios chamado de constituição. A empresa disponibiliza os modelos por meio de uma interface web, uma API, do Amazon Bedrock, um aplicativo para iOS e aplicativos de desktop para Mac e Windows. O Claude Code é um agente de IA de linha de comando frequentemente utilizado para programação. O "Cowork" é um equivalente com interface gráfica de usuário, projetado para ser mais simples de usar.

Histórico de lançamentos

As duas primeiras versões do Claude, Claude e Claude Instant, foram lançadas em março de 2023, mas apenas usuários aprovados pela Anthropic podiam utilizá-las. A iteração seguinte, o Claude 2, foi lançada ao público em julho de 2023. Em março de 2024, a Anthropic lançou três modelos de linguagem: Claude 3 Opus, Claude 3 Sonnet e Claude 3 Haiku, em ordem decrescente de desempenho. Em junho de 2024, a empresa lançou o Claude 3.5 Sonnet. Com o Claude Sonnet V2, a empresa lançou o "computer use", a capacidade de mover o cursor, clicar e digitar para executar tarefas no computador do usuário. Em maio de 2025, a Anthropic lançou o Claude 4 Opus e o Sonnet. Em fevereiro de 2026, lançou o Claude Opus 4.6, seguido pelo Sonnet 4.6.. O modelo mais avançado disponível em abril de 2026 era o Claude Opus 4.7.

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Financiamento

Imagem: Brett Jordan · BY · Openverse

Em abril de 2022, a Anthropic anunciou que havia recebido 580 milhões de dólares em financiamento, incluindo um investimento de 500 milhões de dólares da FTX sob a liderança de Sam Bankman-Fried. Em setembro de 2023, a Amazon anunciou uma parceria com a Anthropic. A Amazon tornou-se uma acionista minoritária ao investir inicialmente 1,25 bilhão de dólares e planejar um investimento total de 4 bilhões. Os 2,75 bilhões de dólares restantes foram investidos em março de 2024. Em novembro de 2024, a Amazon investiu mais 4 bilhões de dólares, dobrando seu investimento total. Como parte do acordo, a Anthropic usa a Amazon Web Services (AWS) como sua principal provedora de nuvem e disponibiliza seus modelos de IA para os clientes da AWS. Em outubro de 2023, o Google investiu 500 milhões de dólares na Anthropic e se comprometeu com um valor adicional de 1,5 bilhão de dólares ao longo do tempo. Em março de 2025, o Google concordou em investir mais 1 bilhão de dólares na Anthropic.

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Projetos

Imagem: Prof. Vlasis Vlasidis · BY-SA · Openverse

Forças armadas e inteligência dos EUA

Em novembro de 2024, a Anthropic fez parceria com a Palantir e a Amazon Web Services para fornecer o modelo Claude a agências de inteligência e defesa dos EUA. Em junho de 2025, a Anthropic anunciou um modelo "Claude Gov". A Ars Technica relatou que, a partir de junho de 2025, o modelo estava em uso em várias agências de segurança nacional dos EUA. A partir de fevereiro de 2026, a parceria da Anthropic com a Palantir tornou o Claude o único modelo de IA usado em missões confidenciais. Em julho de 2025, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) anunciou que a Anthropic havia recebido um contrato de 200 milhões de dólares para IA nas forças armadas, juntamente com o Google, a OpenAI e a xAI.

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Pesquisa

Imagem: Tania & Artur · BY-NC-ND · Openverse

IA constitucional

A Anthropic desenvolve pesquisas em alinhamento de modelos de linguagem, incluindo a técnica chamada IA constitucional (constitutional AI). Nesse método, o modelo é treinado para seguir um conjunto de princípios, denominado “constituição”, com o objetivo de torná-lo mais útil, inofensivo e honesto. Segundo a Anthropic, versões da constituição do Claude incorporam princípios inspirados em documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e políticas de serviço de outras plataformas.

Interpretabilidade

A empresa também publica pesquisas sobre a interpretabilidade de sistemas de aprendizado de máquina. Em 2024, a Anthropic divulgou resultados sobre a identificação de milhões de características internas (features) em modelos da família Claude, em um esforço para compreender como esses sistemas representam conceitos e produzem respostas. Como demonstração pública dessa linha de pesquisa, a empresa apresentou o experimento Golden Gate Claude, uma variação do modelo com forte ativação de uma característica associada à Ponte Golden Gate.

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Questões legais

Imagem: Dru! · BY-NC · Openverse

Em 18 de outubro de 2023, a Anthropic foi processada pela Concord, Universal, ABKCO e outras editoras musicais por, de acordo com a denúncia, "violação sistemática e generalizada de suas letras de músicas protegidas por direitos autorais". Os autores da ação alegaram que a empresa usou material protegido por direitos autorais sem permissão, na forma de letras de músicas. As editoras pediram até 150.000 dólares por cada obra infringida pela Anthropic, citando violação das leis de direitos autorais. No processo, os autores fundamentam suas alegações de violação de direitos autorais citando vários exemplos do modelo Claude, da Anthropic, gerando cópias de letras de músicas como "Roar" de Katy Perry e "I Will Survive" de Gloria Gaynor. Além disso, os autores alegaram que, mesmo diante de alguns comandos (prompts) que não indicavam diretamente o nome de uma música, o modelo respondia com letras modificadas com base na obra original.

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Fontes consultadas

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