Pesquisa · Mapa mental

Império Antigo

O Império Antigo, na história do Antigo Egito, é o período do terceiro milênio, também conhecido como a "Era das Pirâmides" ou "Era dos Construtores de Pirâmides", pois inclui a grande 4ª Dinastia quando O Rei Seneferu aperfeiçoou a arte da construção de pirâmides e as pirâmides de Gizé foram construídas sob os reis Quéops, Quéfren e Miquerinos. O Egito alcançou o seu primeiro pico contínuo de civilização - o primeiro dos três chamados períodos do "Reino" que marcam os pontos altos da civilização no baixo Vale do Nilo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
01

História

Ascensão do Império Antigo

O primeiro Faraó do Império Antigo foi Djoser (em algum momento entre 2691 e 2625 a.C.) da terceira dinastia, que ordenou a construção de uma pirâmide (a Pirâmide de Degraus) na necrópole de Mênfis, Sacará. Uma pessoa importante durante o reinado de Djoser foi o seu vizir, Imhotep. Foi nessa época que antigos estados egípcios independentes se tornaram conhecidos com nomos, sob o domínio do Faraó. Os antigos governantes foram forçados a assumir o papel de governadores ou trabalhar na cobrança de impostos. Os Egípcios nessa época adoravam o seu Faraó como um deus, acreditando que ele assegurava a inundação anual do Nilo que era necessária para suas colheitas. As visões Egípcias sobre a natureza do tempo durante este período sustentavam que o universo trabalhava em ciclos, e o Faraó na terra trabalhava para assegurar a estabilidade desses ciclos. Eles também se assumiam como pessoas especialmente selecionadas.

Auge do Império Antigo

O Império Antigo e o seu poder real alcançaram o seu auge sob a Quarta Dinastia (2613–2494 a.C.), que começou com Seneferu (2613–2589 a.C.). Depois de Djoser, o Faraó Snefru foi o próximo grande construtor de pirâmides. Snefru encomendou a construção de não uma, mas três pirâmides. A primeira é chamada pirâmide de Meidum, nomeada pela sua localização no Egito. Snefru abandonou-a depois que o invólucro externo caiu da pirâmide. A pirâmide de Meidum foi a primeira a ter uma câmara funerária acima do solo. Usando mais pedras do que qualquer outro faraó, ele construiu as três pirâmides: a pirâmide agora desmoronada em Meidum, a Pirâmide Curvada em Dachur e a Pirâmide Vermelha, em Dachur Norte. No entanto, o desenvolvimento completo do estilo de construção da pirâmide foi alcançado não em Sacará, mas durante a construção das "Grandes Pirâmides" em Gizé.

Quinta Dinastia

A Quinta Dinastia (2494–2345 a.C.) começou com Userquerés (2494–2487 a.C.) e foi marcada pela crescente importância do culto do deus do sol Rá. Consequentemente, menos esforços foram dedicados à construção de complexos de pirâmides do que durante a 4ª dinastia e mais à construção de templos de sol em Abusir. Userquerés foi sucedido por seu filho Sefrés (2487-2475 a.C.), que comandou uma expedição a Punt. Sefrés, por sua vez, foi sucedido por Neferircaré (2475-2455 a.C.) que era seu filho. Neferircaré introduziu o prenome no titulo real. Ele foi seguido por dois reis de vida curta, o seu filho Neferefré (2455-2453 a.C.) e Sisires, o último de parentesco incerto. Sisires pode ter sido deposto pelo irmão de Neferefré, Niuserré (2445-2421 a.C.), um faraó de longa data que construiu extensivamente em Abusir e reiniciou a atividade real em Gizé.[carece de fontes?]

Declínio no Primeiro Período Intermediário

Durante a sexta dinastia (2345-2181 a.C.), o poder do faraó gradualmente enfraqueceu em favor de poderosos nomarcas (governadores regionais). Estes já não pertenciam à família real e sua carga tornou-se hereditária, criando assim dinastias locais em grande parte independentes da autoridade central do Faraó. No entanto, o controle de inundações do Nilo ainda era objeto de obras de grande dimensão, incluindo especialmente o canal para o Lago Moeris por volta de 2300 a.C., que provavelmente também foi a fonte de água para o necrópole de Gizé séculos antes.[carece de fontes?] Transtornos internos estabeleceram-se durante o incrivelmente longo reinado de Pepi II (2278-2184 a.C.) no final da dinastia. A sua morte, certamente bem além da de seus pretensos herdeiros, poderia ter criado lutas sucessivas. O país entrou em guerras civis poucas décadas depois do fim do reinado de Pepi II.[carece de fontes?]

Cultura

O Império Antigo do Egito (Dinastias 3–6, ca. 2649–2150 a.C.) foi um dos períodos mais dinâmicos no desenvolvimento da arte Egípcia. Durante esse período, os artistas aprenderam a expressar a visão de mundo de sua cultura, criando pela primeira vez imagens e formas que perduraram por gerações. Arquitetos e pedreiros dominaram as técnicas necessárias para construir estruturas monumentais em pedra. Os escultores criaram os primeiros retratos de indivíduos e as primeiras estátuas de tamanho real em madeira, cobre e pedra. Eles aperfeiçoaram a arte de esculpir intrigante decoração de relevo e, através da observação do mundo natural, produziram imagens detalhadas de animais, plantas e até paisagens, registrando os elementos essenciais do seu mundo para a eternidade em cenas pintadas e esculpidas nas paredes dos templos e túmulos.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando