Antonina
Antonina é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população contada em 2010 é de 18.891 habitantes com uma área de 876,551 km². Está situada à 90 km de Curitiba, e ã 50 km de Paranaguá.
O nome de Antonina é uma homenagem prestada ao Príncipe da Beira Dom António de Portugal em 1797. Etimologicamente existem duas fontes: primeiro, do latim "antonius" que significa inestimável, segundo, do grego "antheos", traduzido como flor.
Antonina é uma das mais antigas povoações do Paraná, tendo sua região sido perlustrada a partir do século XVII. A efetiva ocupação deu-se em 1648 quando o parnaibano Gabriel de Lara, o Capitão Povoador, sesmeiro da Nova Vila (Paranaguá), cedeu a Antonio de Leão, Pedro Uzeda e Manoel Duarte, três sesmarias no litoral de Guarapirocaba, primeiro nome de Antonina, as primeiras daquela porção litorânea. Foram pois, estes os primeiros povoadores de Antonina. Eram tempos de caça ao ouro, e este ciclo intensificou-se com a chegada de homens sequiosos pelo vil metal. Com o passar dos anos, o povoamento do lugar foi se firmando, datando de 12 de setembro de 1714, a oficial povoação de Antonina. Em 1712, Manoel do Valle Porto, depois sargento-mor, estabeleceu-se no Morro da Graciosa, pois havia recebido uma sesmaria localizada nesta região e a frente de grande número de escravos, iniciou o trabalho de mineração e agricultura na região.
Situado na Mesorregião Metropolitana de Curitiba, o município limita-se ao norte e a oeste com Campina Grande do Sul, ao sul e a oeste com Morretes; e a leste com Paranaguá e Guaraqueçaba. A sede do município está localizada na posição geográfica de 25°25'44" S de latitude sul e 48°42'43" W de longitude oeste, estando a uma altitude de 5 metros. Possui uma área de 882 km² representando 0.4427 % do estado, 0.1566 % da região e 0.0104 % de todo o território brasileiro.. Geologicamente, os terrenos do município são de origem proterozoico-cambriana, arqueano-proterozoica, quaternária, holocênica, mesozoico-jurássico-cretácea e terciário-miocênica. Os tipos de solo existentes no município são gleissolo sálico, cambissolo háplico, argissolo vermelho-amarelo, latossolos vermelho-amarelos e afloramentos de rocha. O relevo do município é montanhoso a oeste, forte e levemente ondulado ao norte e a leste e de planícies ao centro e ao sul com alguns morros espalhados pelo município. Na sede municipal registra-se a altitude de 5 metros. As altitudes médias do município oscilam entre 0 e 1.800 metros. Antonina está localizada entre a Baixada Paranaense e a Serra do Mar.
Demografia
De acordo com o Censo de 2022, o IBGE divulgou informações dos percentuais da população por religião, sendo que no município haviam 41,3% de católicos apostólicos romanos; 41,66% de evangélicos; 0,88% de espíritas; 1,53% de umbandistas/candomblecistas; 0% de tradições indígenas declarados; 4,33% de outras religiosidades; 10,15% sem religião; 0,02% não sabiam e 0,12% não declararam.
A cidade de Antonina é servida pelas seguintes rodovias: O município é cortado e atendido pela seguinte ferrovia: A linha férrea de 16 km, atualmente desativada para cargas, voltou a receber passageiros para fins turísticos após 30 anos. A ABPF, em parceria com autoridades locais e com a Rumo Logística, se encaminhou da revitalização da linha férrea e da implantação do chamado Trem Caiçara na região, cuja inauguração se deu no dia 21 de novembro de 2020. A cidade também possui o Porto de Antonina.
O município de Antonina tem a seleção antoninense de Handebol de Areia, onde é a 2ª melhor equipe masculino e a 3ª feminino dos Jogos Abertos do Paraná na categoria adulto. Na categoria juvenil a equipe é a primeira campeã na modalidade Handebol de Areia nos Jogos da Juventude do Paraná (JOJUPs) no ano de 2014, na segunda vez que a modalidade participa dos Jogos da Juventude do Paraná (JOJUPs) em 2016 a equipe da cidade ficou na 3ª colocação. No cenário nacional a equipe adulta de Handebol de Areia participou dois anos seguidos da etapa do Circuito Brasileiro de Handebol de Areia que foi na cidade do litoral paranaense Matinhos, nesse ano a equipe ficou com a 10º posição na categoria masculino e feminino, jogando contra fortes equipes brasileiras onde se tem jogadores que atuam na seleção brasileira de Handebol de Areia. A equipe de Handebol da cidade é o atual campeão da Regional 1 dos Jogos Abertos do Paraná, na fase final ficou com a 8ª colocação.
O turismo em Antonina destaca-se pelo patrimônio histórico, pelas paisagens naturais e pelas tradições culturais do litoral paranaense. Fundado no período colonial, o município preserva construções históricas, igrejas, casarões e ruas antigas que refletem a importância econômica da cidade nos séculos XVIII e XIX, especialmente durante o ciclo da erva-mate e das atividades portuárias. Entre os principais atrativos turísticos estão a baía de Antonina, os passeios de barco, as áreas de Mata Atlântica e os eventos culturais tradicionais, como o carnaval de rua e festivais gastronômicos. O município também integra rotas turísticas da Serra do Mar paranaense, recebendo visitantes interessados em ecoturismo, turismo histórico e manifestações culturais caiçaras.
Antonina possui um dos teatros mais antigos do Paraná, construído na segunda metade do século XIX, remonta á fase áurea da economia antoninense e suas arquiteturas ecléticas ricas em adornos, consta que o “theatro” teria sido erguido pela Sociedade Teatral de Antonina, fundada em 1875. O Theatro foi palco de um grande evento em 24 de abril de 1933, quando aportou na cidade o navio Almirante Jaceguay para uma parada técnica em sua viagem com destino à Argentina, com os principais artistas da era de ouro do rádio brasileiro desembarcaram e fizeram show inesquecível, onde apresentaram-se nomes como Procópio Ferreira, Sílvio Caldas, Luís Barbosa, Aracy de Almeida, Carmen Miranda e o maestro Ary Barroso. A cidade é a sede do Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná, que acontece anualmente na cidade no mês de julho. A programação do 1º Festival de Inverno, ocorrida no ano de 1991, envolveu professores e estudantes nas áreas de artes plásticas, cênica, música, oficinas e Projetos Especiais, palestras com o cineasta Sylvio Back com o tema "Cinema Brasileiro Urgente", o compositor Henrique Morozowicz com "Mozart Sempre Vivo", a pianista Salete Chiamulera com o "Recital Comentado Villa-Lobos".
Culinária
A bala de banana de Antonina é um dos doces mais tradicionais da culinária regional e um símbolo da identidade cultural da cidade. Produzida artesanalmente a partir da polpa de banana cozida, a bala surgiu no início do século XX como uma forma de aproveitar a grande produção da fruta na região litorânea. Com o tempo, a receita, baseada em banana e açúcar, tornou-se um produto típico local, reconhecido pelo sabor e textura, sendo fabricado por famílias e pequenas indústrias tradicionais do município. Além de representar um importante elemento da gastronomia paranaense, a bala de banana consolidou-se como patrimônio cultural e econômico da cidade, contribuindo para o turismo e para a valorização das tradições culinárias do litoral do estado. Em 2020 as balas foram reconhecidas com o certificado de Indicação Geográfica. Além disso, Antonina é conhecida por sua culinária típica à base de frutos do mar, que faz parte da identidade cultural local.


