António Augusto Durães
António Augusto Durães foi um advogado, notário e político português, militante do Partido Republicano Português e posteriormente do Partido Democrático, que, entre outras funções, exerceu como administrador do concelho de Melgaço e como governador provincial de Benguela.
Nascido a 24 de julho de 1891, na freguesia de Paderne, concelho de Melgaço, António Augusto Durães era filho de Beatriz Augusta Ribeiro Lima (1870-1898), filha do comendador e produtor de vinhos Carlos João Ribeiro Lima, e de António Joaquim Durães (1857-1907), reputado advogado e político, que anos mais tarde exerceu como governador civil do Distrito da Horta e de Évora, sendo ambos naturais da mesma localidade minhota. Ficando órfão de mãe em 1894, pouco depois foi para o Porto, completando os estudos preparatórios em 1908. Seguindo as pisadas do seu pai, anos mais tarde, formou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e no âmbito político, aderiu, depois da Revolução de Outubro de 1910, ao Partido Republicano Português. De regresso à sua terra natal em 1912, tornou-se director e editor do periódico semanário “Correio de Melgaço” (1912-1917), abriu o seu próprio escritório e começou a exercer como advogado, estreando-se nos tribunais com a defesa do Padre José Joaquim Pinheiro, que havia sido acusado de ter recusado a comunhão de um paroquiano em 1902, conseguindo a sua absolvição. Ainda nesse mesmo ano, foi nomeado subdelegado do Procurador da República em Melgaço, sendo no entanto exonerado do cargo no ano seguinte, quando subiu ao poder, de forma democrática, o 5.º Governo Republicano, liderado por Afonso Costa do recém criado Partido Democrático.
Postumamente, o seu nome foi atribuído a uma rua na toponímia de Melgaço, figurando como Dr. António Durães.


