António Carlos Vasconcelos Porto
António Carlos Coelho de Vasconcelos Porto foi um oficial da arma de Engenharia do Exército Português e político ligado ao Partido Regenerador, que, entre outras funções de relevo, foi deputado às Cortes, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra do 55.º governo da Monarquia Constitucional, em funções de 19 de maio de 1906 a 4 de fevereiro de 1908, e Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar, interino, daquele mesmo governo, em funções de 27 de junho a 28 de setembro de 1907. Professor da Escola do Exército, dedicou-se à engenharia ferroviária, tendo sido presidente da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses e destacado engenheiro da Companhia Real dos Caminhos de Ferro, autor dos projetos da Linha da Beira Baixa e do túnel e Estação do Rossio.
Nasceu em Caminha, filho do conselheiro Nuno António Porto, diretor da Alfândega de Lisboa, e de sua esposa, Maria Carlota Coelho de Vasconcelos Vilas Boas, de famílias fidalgas do Minho. Foi irmão de Nuno António Coelho de Vasconcelos Porto, médico da Casa Real, e de Carlos Augusto Coelho de Vasconcelos Porto, brigadeiro do Exército, também engenheiro ferroviário. Pertenceu ao Partido Regenerador e, em 1906-1908, fez parte do gabinete de João Franco, ocupando a pasta de Ministro da Guerra e interinamente a pasta de Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar. Monárquico, deixou o Exército depois da queda da Monarquia. Foi um dos primeiros colaboradores da Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha, cujo primeiro número foi lançado em Março de 1888. Nesta altura, exercia como engenheiro, estando empregado na Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses como adjunto de construção.


