Mário Crespo
Mário Crespo é um jornalista português.
Imagem: rtppt · BY-NC-SA · Openverse
Natural de Coimbra, filho de Eduardo Ribeiro Crespo, que foi funcionário do Banco Nacional Ultramarino e de Carmen de Assunção Rodrigues de Sousa, que foi professora do Ensino Técnico e Liceal, passou a infância e a juventude em Lourenço Marques (hoje Maputo). Fez estudos no Liceu Salazar, vindo depois para Lisboa, onde residiu no Colégio Universitário Pio XII. Em 1969[carece de fontes?] matriculou-se em Engenharia, no Instituto Superior Técnico, desistindo um ano depois. Chamado a cumprir o serviço militar obrigatório, em 1970, foi transferido para Moçambique, a seu pedido, em plena guerra de independência. Em 1972 foi colocado no Gabinete de Imprensa Militar do comandante Kaúlza de Arriaga, com funções de intérprete, mas com o desenrolar da guerra foi integrado no Comando das Cargas Críticas, que controlavam as cargas de cimento provenientes de Beira, para a construção da barragem de Cahora Bassa. Posteriormente foi integrado no Agrupamento de Engenharia, em Tete. Durante o mesmo período frequentou o curso de Medicina, na Universidade de Lourenço Marques, mais tarde Universidade Eduardo Mondlane, que abandonou no quarto ano.
Coluna de opinião "O Fim da Linha"
Após dois anos e meio a assinar a coluna de opinião na secção "Opinião", publicada na edição de segunda-feira do Jornal de Notícias, Mário Crespo cessa a colaboração após lhe ter sido recusada a publicação da crónica na edição no dia seguinte a 1 de fevereiro de 2010. A crónica acabou por aparecer no sítio da internet do Instituto Francisco Sá Carneiro a 1 de fevereiro, no entanto Mário Crespo afirma desconhecer como a crónica foi parar ao sítio, uma vez que enviou a crónica apenas para o Jornal de Notícias por correio eletrónico. Na crónica então publicada na internet, Mário Crespo descreve uma alegada conversa, relatada a ele por uma fonte que não quis revelar, ocorrida a 26 de janeiro de 2010 no restaurante do Hotel Tivoli em Lisboa, onde se encontravam o Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro dos Assuntos Parlamentares Jorge Lacão, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira e o diretor de programas da SIC Nuno Santos. Refere que José Sócrates descreveu Mário Crespo com desdém e que era "um problema que tem que ser solucionado". Mário Crespo termina a crónica descrevendo o terminar de outros "problemas" do primeiro-ministro, como o afastamento de Manuela Moura Guedes do Jornal Nacional - 6.ª Feira da TVI, a saída de José Eduardo Moniz da TVI, o afastamento do diretor do Público José Manuel Fernandes e o alegadamente previsto terminar do programa semanal As Escolhas de Marcelo com Marcelo Rebelo de Sousa aos domingos na RTP.


