António da Lorena
António da Lorena, conhecido como o Bom, foi Duque de Lorena e de Bar de 1508 até à sua morte, em 1544.
Imagem: Rui Carita · BY-SA · Openverse
António era filho de Renato II da Lorena e de Filipa de Gueldres, tendo sido criado e educado na corte do rei Luís XII de França juntamente com seu irmão, Cláudio de Lorena, e ambos fizeram amizade com o Duque de Angoulême, o futuro rei Francisco I. Em 1509 ele confiou o governo dos seus estados à sua mãe e a Hugo des Hazards, bispo de Toul, e seguiu Luís XII na sua campanha no norte da Itália, participando, nesse ano, na Batalha de Agnadello. Após a morte do rei, foi de novo a Itália sob o comando de Francisco I, participando na batalha de Marignano, nos dias 14 e 15 de setembro de 1515. Contudo, chamado de volta por causa de problemas na Lorena, ele esteve ausente na decisiva batalha de Pavia (1525), na qual Francisco I ficou prisioneiro e o seu próprio irmão, Francisco de Lorena, conde de Lambesc, foi morto. Na Lorena, António teve que enfrentar o alastrar da Reforma Protestante, contra a qual ele publicou um édito em 26 de dezembro de 1523. A situação piorou no ano seguinte, quando uma rebelião, conhecida como Guerra dos camponeses, despontou na Alsácia. Os revoltosos tomaram Saverne e tentaram capturar Saint-Dié, enquanto os camponeses da região de Bitsch (em francês: Pays de Bitsch) também se revoltaram em maio de 1525. António lançou uma expedição que reconquistou Saverne a 17 de maio e esmagou um exército camponês a 20 de maio próximo de Sélestat. Posteriormente, o duque veio a promulgar outros éditos contra os Protestantes.
A 26 de junho de 1515, ele casou com Renata de Bourbon, filha de Gilberto de Bourbon, Conde de Montpensier, e de Clara Gonzaga. A noiva era ainda irmã de Carlos III de Bourbon. Do seu casamento nasceram seis filhos:
