António Félix da Costa
António Maria de Melo Breyner Félix da Costa ComM é um automobilista português que atualmente compete na Fórmula E pela equipe Jaguar. Estreou na categoria em 2014, na temporada inaugural, como piloto da equipe Amlin Aguri, tendo passagens pela Andretti, DS Techeetah e TAG Heuer Porsche. Sagrou-se campeão da temporada 2019–20 da Fórmula E, a duas provas do fim do campeonato.
António Félix da Costa nasceu em 31 de Agosto de 1991, filho de Miguel Maria Félix da Costa (18 de Abril de 1952) e de Maria Antónia do Espírito Santo Silva de Melo Breyner. Desde cedo acompanhou atentamente a carreira do seu meio-irmão Duarte Félix da Costa como espectador entusiasta nos variadíssimos campeonatos de karting, algo que veio a despertar desde cedo a vontade de vir a ser piloto profissional. A 10 de Agosto de 2020 foi feito Comendador da Ordem do Mérito. Em 12 de outubro de 2024, casou-se com Inês Castro, com quem namorava há dez anos.
Karting
Com 9 anos, da Costa faz a sua primeira participação num campeonato de Karts, na Taça de Portugal. Em 2002, Félix conquistou os primeiros títulos, no Campeonato Nacional e no Open Portugal. No seu currículo conta também com outro título do Campeonato Nacional, desta vez na categoria KF3, e outro título do Open de Portugal. 2006 foi o ano em que da Costa começou a ter resultados de relevo em provas europeias, tendo sido vice-campeão da World Series Karting e terceiro classificado no Open Master Itália. Em 2007, o António tornou-se piloto de uma equipa oficial de fábrica, assinando contrato com o maior construtor de karts mundial, a Tony Kart, por onde já passaram nomes como Michael Schumacher e Sebastian Vettel, passando para a categoria KF2. Félix da Costa participou nas mais importantes e disputadas competições mundiais de karting, entre as quais, o Open Masters Itália, o Campeonato da Europa, o Campeonato Ásia-Pacífico, o Campeonato do Mundo entre outras corridas internacionais de relevância.
Monolugares
Em dezembro de 2007, o jovem piloto de Cascais assinou com a equipa alemã Motopark Academy para 2008, tornando-se o piloto português mais novo de sempre a competir na Fórmula Renault 2.0, participando tanto na Eurocup como no NEC. Estreando no NEC, em Hockenheimring, terminou a corrida em terceiro, atrás apenas dos colegas de equipa Valtteri Bottas e Tobias Hegewald, após ter-se qualificado em terceiro para a corrida. Ao contrário dos colegas de equipa que estavam principalmente focados na Eurocup, Félix da Costa tinha as atenções viradas para o NEC, tendo vindo a vencer a primeira corrida em Oschersleben, quando a maioria dos rivais competia na Eurocup, no Hungaroring. Assim, Félix da Costa tornou-se Vice-Campeão no Campeonato Norte Europeu no seu ano de estreia em monolugares, alcançando um total de onze pódios em dezasseis corridas (8 fins de semana de 2 corridas), sendo um deles no lugar mais alto. Participou em 6 de 14 corridas da Eurocup, tendo sido 13º classificado no campeonato e tendo como melhor resultado um 4º lugar no Estoril.
Turismo
Félix da Costa competiu na temporada de 2014 do Deutsche Tourenwagen Masters pela equipe BMW MTEK ao lado de Timo Glock. Ele marcou pontos em duas ocasiões, terminando a temporada com um total de seis pontos e em 21º, sendo o antepenúltimo colocado. O português foi mantido para a temporada de 2015, quando mudou-se para a BMW Team Schnitzer dirigindo ao lado de Martin Tomczyk. Ele não marcou nenhum ponto até a sétima corrida em Zandvoort, onde obteve seu primeiro pódio, terminando na segunda posição. Ele fez a pole e venceu a segunda corrida do fim de semana, se tornando o primeiro português a vencer na DTM. Em entrevistas, ele celebrou a vitória, afirmando nunca ter duvidado de seu potencial de liderar e vencer. Ele chegou a ficar em oitavo em pontos, mas acabou terminando em décimo primeiro, com 79 pontos, embora tenha superado Tomczyk com quase o triplo de pontos e ajudado a BMW a ser campeã de marcas.
Aguri
Em julho de 2014, Félix da Costa anunciou que faria a temporada inaugural da Fórmula E, categoria da FIA para monolugares elétricos. Ele assinou com a Amlin Aguri para participar de provas que não colidissem com seus compromissos na DTM. Na equipe de Aguri Suzuki, ele correu no carro de número 55 ao lado de Katherine Legge e Salvador Durán, que dividiram o carro 77. O português só não fez as provas de Pequim, que inaugurou a F-E, e a da rodada dupla de Londres, que encerrou a temporada, e foi substituído por Takuma Sato na rodada 1 e por Sakon Yamamoto na rodada final. Assim, da Costa estreou na segunda rodada em Putrajaya, onde garantiu um oitavo lugar. Após abandonar em Punta Del Este, Da Costa teve a sua primeira vitória na F-E em Buenos Aires, da qual saiu da oitava colocação. Nas cinco rodadas restantes, a única na qual ele não pontuou foi em Berlim. No final da temporada, da Costa tinha 51 pontos e garantiu a 8ª posição na classificação.
Andretti
O piloto nascido em Cascais mudou-se para a equipe americana MS Amlin Andretti em 2016–17, substituindo Simona de Silvestro no carro nº 28 e correndo ao lado de Robin Frijns, beneficiando-se da parceria técnica da equipe com a BMW, e fazendo pela primeira vez a temporada completa na F-E. Mas da Costa só pontuou em Hong Kong, com um quinto lugar que lhe rendeu dez pontos e o vigésimo posto no campeonato de pilotos, sendo o pior colocado dentre os pilotos que fizeram a temporada completa e ficando sete posições abaixo de Frijns, que fez mais que o dobro de seus pontos. Ainda assim, o português teve menos abandonos do que no ano anterior, apenas três contra os quatro de 2015–16.
DS Techeetah
Da Costa mudou-se para novos pastos na Temporada 2019–20, quando se juntou à DS Techeetah ao lado do bicampeão Jean-Éric Vergne, e escolhendo o número 13 para estampar seu carro. Ambos os pilotos estavam mirando na coroa, mas foi Da Costa quem fez mais progressos, eventualmente alcançando um recorde de três vitórias consecutivas entre a quinta rodada em Marraquexe e a sétima rodada em Berlim, e ainda fazendo três segundos lugares, o suficiente para torná-lo campeão de forma dominante, com duas provas de antecedência. Finalizou sua temporada gloriosa com 158 pontos, com quase o dobro dos pontos somados pelo vice Stoffel Vandoorne e pelo seu companheiro Vergne, o terceiro colocado.
Porsche
Para a estreia da Gen3 em 2022–23, Da Costa mudou para a TAG Heuer Porsche Formula E Team, correndo ao lado do ex-F1 e campeão da DTM de 2015 Pascal Wehrlein. Ao volante do 99X Electric, ele conquistou três pódios, incluindo uma vitória no ePrix da Cidade do Cabo, quando a Fórmula E correu na África do Sul pela primeira vez. Com 93 pontos, Félix da Costa foi o nono colocado, ficando distante de Wehrlein, quarto colocado, por 56 pontos. Na Temporada 10, a Porsche manteve sua dupla enquanto a equipe alemã busca melhorar seu desempenho no campeonato de construtores. O início foi desafiador para António, que vinha sendo contestado na equipe, ficando abaixo de Wehrlein nas quatro primeiras corridas da temporada, e ainda perdeu uma vitória em Misano após uma desqualificação técnica. Mas o campeão mostraria as habilidades que o levaram ao título, vencendo a segunda corrida em Berlim e engatando uma sequência de três vitórias consecutivas no segundo evento em Xangai e na rodada dupla em Portland. Da Costa fechou na sexta colocação, com 134 pontos, 64 a menos do que Wehrlein, o campeão da temporada. Mesmo assim, o português foi o piloto mais vitorioso do ano e esse foi seu melhor resultado desde a sexta temporada, que lhe rendeu o título.
Jaguar
Em 8 de outubro de 2025, foi confirmada a transferência de Da Costa para a Jaguar Racing para a temporada 2025–26, com ele substituindo Nick Cassidy e sendo o mais novo companheiro de Mitch Evans. O português conquistou sua primeira vitória do ano na corrida 2 do ePrix de Gidá, encerrando um jejum de vinte e duas corridas sem vencer. Da Costa voltou a vencer no ePrix inaugural de Madrid, liderando a dobradinha da Jaguar.
Em dezembro de 2017, foi anunciado que Da Costa disputaria a temporada completa do Campeonato Mundial de Endurance da FIA de 2018 pela BMW Team MTEK na classe LMGTE Pro. Correndo no carro de número 82, Da Costa conquistou seu primeiro pódio em Fuji, onde foi segundo colocado com Tom Blomqvist. Em 2019–20, AFC passou para a Jota Sport, correndo na classe LMP2. O português conquistou cinco pódios, incluindo o segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans de 2020 e a vitória nas 4 Horas de Xangai, sua primeira no WEC. Em 2021, Da Costa venceu as 8 Horas de Portimão e fez a pole da LMP2 nas 24 Horas de Le Mans, mas acabou em quarto. Mas seu ápice no mundial viria na temporada seguinte, em que o português venceu as 24 Horas de Le Mans na classe LMP2, sendo campeão com cinco pódios em seis provas. Em 2023, Da Costa passou para a classe principal, Hypercar, disputando apenas cinco das sete provas da temporada por conta de seus compromissos na F-E. Ele teve que se afastar da categoria em 2024, por conta da exigência da Porsche de que o piloto português focasse exclusivamente na Fórmula E. Em 2025, Da Costa participou apenas das 24 Horas de Le Mans pela classe LMP2, guiando o carro nº 183 da AF Corse com François Perrodo e Matthieu Vaxivière. No mesmo ano, ele fez sua primeira incursão no IMSA SportsCar Championship ao disputar as 24 Horas de Daytona, mas abandonou enquanto liderava. Em 5 de setembro, foi confirmado que Da Costa retornará ao Mundial de Endurance em 2026, com ele ingressando na Alpine.
(Corridas a negrito indicam pole position, corridas em itálico indicam volta rápida)
Resumo da carreira
† – Como Félix da Costa era um piloto convidado, não podia receber pontos.
Resultados da Fórmula Renault 2.0 UK Winter Cup
† – Como Félix da Costa era um piloto convidado, não podia receber pontos.
Resultados da Fórmula Renault 2.0 Eurocup
(Corridas em negrito indicam pole-position) (Corridas em itálico indicam volta rápida)
Resultados da Fórmula 3 Europeia
(Corridas em itálico indicam volta rápida)
Resultados da GP3 Series
(Corridas a negrito indicam pole-position) (Corridas em itálico indicam volta rápida) ‡ Só foram atribuídos metade dos pontos uma vez que não se completou pelo menos 75% da corrida.


