António Barroso
António José de Sousa Barroso foi missionário em África, bispo de São Tomé de Meliapor e enfim bispo do Porto.
Filho de José António de Sousa e de sua mulher Eufrásia Rosa Barroso. Aos 17 anos de idade vai estudar no seminário de Braga, e daqui transferido em 1873 para o Real Colégio das Missões Ultramarinas de Cernache do Bonjardim, onde se ordenou em 1879. Foi missionário cientista em Angola e em Moçambique. O seu relatório de 1894, sobre o "Padroado de Portugal em África" patenteia o valor da sua acção. É sagrado bispo de Himéria em 1891 e em 1898 transferido para Meliapor; em fevereiro de 1899 foi apresentado bispo do Porto, tomando posse em 2 de agosto. Em 1911, após a Implantação da República Portuguesa, quando foi dada a conhecer a «Pastoral do Episcopado Português», em que a Igreja Católica Portuguesa se afirma em desacordo com alguma Legislação do Governo, reaviva-se a luta anticlerical. Os governadores civis proíbem a leitura dessa pastoral e, por desobediência a essa proibição, são presos dezenas de párocos. Nessa altura, o próprio bispo do Porto foi preso e levado, sob custódia, a Lisboa. Sempre afirmando a determinação apostólica, D. António Barroso conhecerá depois o exílio, de onde só voltará em 1914, e, antes de voltar a conhecer o exílio em 1917, refugia-se durante um longo período no Santuário de Nossa Senhora do Porto do Ave, onde ainda hoje permanece o seu retrato a óleo numa parede da sacristia. Regressa ainda no mesmo ano à sua diocese, onde vem a falecer, nove meses mais tarde.


