Antonio Peticov
Antonio Peticov é um pintor, desenhista, escultor e gravurista brasileiro.
Imagem: Pedro Peticov · BY-SA · Openverse
Infância e Juventude
Como tantos outros imigrantes de várias partes do mundo, os Peticov vieram para o Brasil nos anos 1920 em busca de segurança, paz e condições para prosperar. Búlgaros de origem humilde, agricultores sérios e dedicados ao trabalho, atravessaram o Atlântico com passagens pagas pelo governo brasileiro que, após abolir a escravidão, precisava de mão de obra no campo. A família enfrentou as adversidades geradas pelo idioma, as condições precárias das fazendas, a alimentação estranha e o clima demasiadamente quente. Mas, com muita fé e dedicação, foi construindo o futuro nas cores fortes do campo paulista. O filho André casou-se, enviuvou e se tornou pastor formando-se em Teologia pelo Seminário Batista do Rio de Janeiro, quando conheceu uma capixaba de Cachoeira do Itapemirim, Gláucia Curvacho.
Vida adulta
Em 1969, foi ao festival de MIDEM em Cannes com seus amigos da banda Os Mutantes - que ajudou a constituir, haja vista ter sido empresário da banda Six Sided Rockers, banda anterior de alguns dos integrantes - bem como visitou Londres onde foi assistente do amigo e artista Hélio Oiticica na montagem de sua histórica exposição no Whitechapel Gallery. Ainda no final dos anos 60, influenciado pela geração beat, Antonio Peticov viu-se um hippie. Em 1970, aos 23 anos, foi preso por ser pioneiro na divulgação de Ácido Lisérgico (L.S.D.) no Brasil, sendo surpreendido por investigadores de polícia, dentre eles o investigador e torturador Angelino Moliterno, o Russinho, que integrava os chamados “Esquadrões da Morte”. Conforme a matéria da VICE, apesar de torturado e levado ao Carandiru, Antonio foi posteriormente inocentado neste que tratou-se do primeiro processo judicial deste assunto no Brasil.
Imagem: wallyg · BY-NC-ND · Openverse
Antonio Peticov tem uma produção diversificada e que segue tendências variadas das vanguardas artísticas internacionais das últimas décadas. Fez instalações ambientais e murais na Italia, Suiça, Estados Unidos e no Brasil. Também realizou produções audiovisuais.
Imagem: Natália Barão · BY-SA · Openverse
Transferido para Milão, já no ano de 1972, em livraria ao lado do Museu de Brera, Antonio adquiriu o livro “Φ = 1,61803398875... Appunti ed annotazioni su NATURA E GEOMETRIA - Progressione Aurea e forme pentagonali”, escrito por Aldo Montù em 1970. Esse livro repleto de ilustrações e gráficos detalhados, teve grande influência sobre sua obra. Foi, também, apresentado à “Sequência de Fibonacci”, com números inteiros espelhando os números irracionais derivados de Φ. A partir daí, a relação do universo matemático e da Geometria Sagrada com as obras de Antonio nunca cessou, conforme descreve em seu texto "A seção áurea e o uso de proporções matemáticas na obra de Antonio Peticov". Ademais, a influência de Martin Gardner, por meio da constante participação, desde 1999, do encontro de notáveis da ciência e matemática internacional na convenção “Gathering 4 Gardner”, conhecido como G4G (Gathering for Gardner), aprofunda ainda mais as relações da sua obra com os números e a geometria de maneira geral.
Imagem: Beatrizhnobrega · BY-SA · Openverse
Executou posters e capas de livros e discos para os mais variados eventos e artistas, tanto no Brasil como no exterior.
Imagem: linabandiera · BY-NC-ND · Openverse
Antonio Peticov Ciência, Humor e Paradoxo


