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António de Oliveira Salazar

António de Oliveira Salazar GCTE • GCSE • GColIH • GCIC foi um ditador nacionalista português. Além de chefiar diversos ministérios, foi presidente do Conselho de Ministros do governo ditatorial do Estado Novo e professor catedrático de Economia Política, Ciência das Finanças e Economia Social da Universidade de Coimbra. Em 1940, foi-lhe concedido o grau honoris causa pela Universidade de Oxford.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
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Juventude e Coimbra

Em 1900, após completar os seus estudos na escola primária, com 11 anos de idade, Oliveira Salazar, ingressou no Seminário de Viseu, onde permaneceu por oito anos. Em 1908, o seu último ano lectivo no seminário, tomou finalmente contacto com toda a agitação que reinava em Viseu e também em todo o país. Surgiam artigos que atacavam o governo, o rei e a Igreja Católica. Foi também nesse ano que se deu o assassínio do rei dom Carlos I de Portugal e do seu filho, o príncipe Luís Filipe. Não ficando indiferente a esses acontecimentos, Salazar, católico praticante, começou a insurgir-se contra os republicanos jacobinos em defesa da Igreja, escrevendo vários artigos nos jornais. Após completar os estudos, permaneceu em Viseu por mais dois anos. Porém, em 1910, mudou-se para Coimbra para estudar Direito. Em 1914, concluiu o curso de Direito com a alta classificação de 19 valores e torna-se, dois anos depois, assistente de Ciências Económicas. Assumiu a regência da cadeira de Economia Política e Finanças em 1917 a convite do professor Jose Alberto dos Reis e do professor Aniceto Barbosa, antes de se doutorar em 1918.

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Da pasta das finanças à Presidência do Conselho

Em 27 de abril de 1928, após a eleição do general Óscar Carmona e na sequência do fracasso do seu antecessor em conseguir um avultado empréstimo externo com vista ao equilíbrio das contas públicas, Salazar reassumiu a pasta das finanças, mas exigiu o controlo sobre as despesas e receitas de todos os ministérios. Satisfeita a exigência, impôs forte austeridade e um rigoroso controlo de contas, com aumentos enormes de impostos e criação de novos, adiamento de obras de fomento e congelamento de salários, conseguindo um superavit, um "milagre" nas finanças públicas logo no exercício económico de 1928–29. "Sei muito bem o que quero e para onde vou". — afirmará, denunciando o seu propósito na tomada de posse. Na imprensa, que era controlada pela censura, Salazar seria muitas vezes retratado como "salvador da pátria". Mas também alguma imprensa internacional, que não era controlada pela censura, apontava méritos a Salazar; em março de 1935 a revista Time afirmou que

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O aparelho repressivo

Em 1933, montou uma polícia política, a PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), renomeada em 1945 como PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado); depois de sua morte, foi chamada Direção-Geral de Segurança (DGS). O seu papel é vigiar a população, expulsar os opositores do regime na metrópole e nas colônias e aplicar a censura. Tinha também o controle de estrangeiros e fronteiras. Os presos políticos são encarcerados em centros de detenção, como a prisão de Caxias, perto de Lisboa, ou o campo do Tarrafal, nas ilhas de Cabo Verde, e torturados. A polícia política usava informadores civis, na linguagem popular "os bufos", que se encontravam em praticamente todos os sectores da sociedade. O historiador Douglas L. Wheeler contraria a versão corrente de que a polícia política portuguesa teria sido inspirada e até instruída pela Gestapo alemã. Em 1983, queixando-se antes de tudo da escassez de fontes existentes, da desordem dos ficheiros, e também da dificuldade em lhes aceder, conclui que a formação da polícia secreta foi antes influenciada primeiro pelo MI5 britânico. Só durante a Guerra Civil Espanhola alguns oficiais da Gestapo teriam começado a prestar assistência à secreta portuguesa.

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Mocidade Portuguesa

Em 1936, criou a Mocidade Portuguesa, uma organização para a juventude, inspirada nas associações de juventude fascistas italianas e na Juventude Hitleriana, que só seria definitivamente dissolvida em 1974. Era obrigatório pertencer-lhe dos sete aos catorze anos. Os seus membros trajavam um uniforme verde do tipo militar, usavam um cinto de lona com a inicial "S" de "Salazar", e faziam a saudação romana de braço estendido. Quatro meses mais tarde, é criada uma milícia complementar para adultos, a Legião Portuguesa. A Mocidade Portuguesa, contudo, nunca foi muito popular entre os jovens. O escritor António Lobo Antunes, falando da sua infância, comenta com humor sobre "aquela coisa da Mocidade Portuguesa, que incluía farda, marchas, discursos patrióticos e parvoíces correlativas".

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Salazar e Franco

Na Guerra Civil Espanhola, deflagrada em julho de 1936, Salazar não hesitou em apoiar Franco desde a primeira hora. Daí o enorme prestígio ganho por Portugal nas hostes franquistas. Salazar nomeia Pedro Teotónio Pereira para a delicada função de “Agente Especial” do Governo Português junto do Governo de Franco. Teotónio Pereira chega a Salamanca a 19 de janeiro de 1938 encontrando uma atmosfera de grande simpatia para com os diplomatas alemães e italianos e uma atmosfera de grande hostilidade para com os diplomatas dos restantes países. Teotónio Pereira cedo começou a contrariar este ambiente e Portugal vem a ter um papel fundamental na dissuasão do alinhamento da Espanha com as Potências do Eixo, na criação do um bloco Ibérico neutro e na aproximação da Espanha aos Aliados. Este papel importantíssimo de Salazar e de Teotónio Pereira é objecto de copiosos elogios por parte de Carlton Hayes, o historiador e Embaixador Americano em Madrid durante a guerra no seu livro "Wartime mission in Spain, 1942–1945"[nota 2] e por parte do Embaixador Britânico, Samuel Hoare, no seu livro "Ambassador on a Special Mission".[nota 3]

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Atentado

Emídio Santana, anarquista e fundador do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos, tentou assassinar Salazar em 4 de julho de 1937. Este ia a caminho da missa numa capela privada em Lisboa. Quando saía do carro, uma bomba explodiu a cerca de 3 metros, mas Salazar escapou são e salvo. O carro oficial foi então substituído por um Chrysler Imperial blindado. Hitler felicitou Salazar por ter escapado e Mussolini enviou elementos da sua guarda pretoriana com o fim de ajudar nas perseguições que se seguiriam.[ligação inativa] A PIDE lança uma caça ao homem com prisões indiscriminadas e torturas. Emídio Santana fugiu para a Grã-Bretanha, onde foi preso pela polícia britânica e entregue a Portugal. Ele foi então condenado a 16 anos de prisão. Com o apoio da Igreja e dos mais altos clérigos, rezaram-se missas de acções de graças por todo o país; o desfecho do atentado contribuiu, em boa medida, para consolidar a imagem providencialista desde sempre associada à figura de Salazar, restaurador das finanças e condutor dos destinos da nação.

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Concordata

Em 1911 tinha sido publicada a "Lei da Separação do Estado das Igrejas", de Afonso Costa. Um documento que o Papa Pio X declarara nulo “como uma lei que despreza a Deus” e que “enxovalha e insulta a majestade do Pontificado Romano, o episcopado, o clero e o povo Lusitano e até os católicos todos do universo”. [carece de fontes?] Se a religião católica tinha deixado de ser a do Estado, não tinha no entanto deixado de ser a do povo, devido principalmente às aparições de Nossa Senhora de Fátima, em 1917. Em 1940, depois de aturadas negociações, Salazar assina a Concordata entre a Santa Sé e Portugal, o culminar da aproximação entre Portugal e a Santa Sé, que tinha começado logo após o fim da I República. A questão da indemnização da Igreja Católica pela nacionalização dos seus bens durante a Primeira República foi reivindicada pela Santa Sé mas Salazar foi firme na recusa de que esses bens viessem a ser devolvidos à Igreja ou que fosse paga qualquer indemnização pela sua espoliação. Salazar impôs os seus pontos de vista, fazendo um acordo cujas benesses para a Igreja ficaram muito aquém das vantagens oferecidas noutras concordatas, como a italiana ou a espanhola, conferindo-lhe uma plasticidade que permitiu a sua persistência no ordenamento jurídico português até 2004 tendo sobrevivido ao 25 de abri de 1974 durante mais 30 anos. A Concordata sofreu apenas uma alteração, em 1975, ao artigo 24º, remetendo a indissolubilidade do casamento católico para a esfera do direito canónico e da consciência dos cônjuges, acabando assim com a proibição do divórcio civil para os casamentos católicos.

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A Segunda Guerra Mundial

Muito antes do início da Segunda Guerra Mundial, Salazar deixou claras as diferenças ideológicas em relação às potências do Eixo. Embora Salazar reconhecesse a sua admiração pelo Duce Italiano (de quem conservava até uma fotografia na sua secretária) Salazar, como católico, esclareceu que o Estado Novo obedecia a limitações de ordem moral que tornavam as leis portuguesas menos severas, os costumes menos policiados e o estado menos absoluto. Segundo Salazar, a violência fascista não se adaptava à brandura de costumes portugueses. Salazar distanciou-se daquilo que chamou de "cesarismo pagão" e apelidou Mussolini de oportunista, produto de um país de césares e Maquiavel. Quanto a Hitler, Salazar reprovava o seu paganismo e receava os seus impulsos imperialistas e de expansão territorial. Em 1934, num discurso oficial, Salazar afirmou que "Portugal não se fez ou unificou nos tempos modernos nem tomou a sua forma com o ideal pagão e anti-humano de deificar uma raça ou um império". Quando questionado por António Ferro "Como vê Hitler", Salazar respondeu: "A Europa deve-lhe o grande serviço de ter recuado, com assombrosa energia, e com empolgantes músculos, as fronteiras do comunismo. Receio apenas que ele vá longe de mais no campo económico e social. Conversando com um diplomata romeno, que considerou Hitler um selvagem sem cultura, Salazar não o seguiu em tal juízo: "deitei água na fervura, apesar de tudo, Hitler era um génio político, tendo realizado uma obra colossal". Contudo, nos discursos que proferiu, Salazar procurou sistematicamente diferenciar o seu Estado Novo do totalitarismo, criticando o facto de na Alemanha e na Itália o Estado "ter em si mesmo, o seu fim e a sua razão de ser". Segundo Samuel Hoare, Embaixador Britânico em Madrid durante a guerra, Salazar era um grande pensador que detestava Hitler e toda a sua obra, dado que o seu estado corporativo era fundamentalmente diferente do estado concebido pelo Nazismo ou o Fascismo.

Salazar e os judeus durante a guerra

Salazar sempre se manifestou contra o anti-semitismo nazi. Em 1937, publicou uma compilação de textos (“Como se Levanta um Estado”) onde criticou os fundamentos das leis de Nuremberga e considerou lamentável que o nacionalismo alemão estivesse vincado por características raciais. E em 1938, sai em defesa dos judeus portugueses, dando instruções à embaixada na Alemanha, para que os interesses dos judeus portugueses sejam defendidos com diplomacia mas com muita firmeza. A política de Salazar desde o início das perseguições aos judeus na Alemanha foi a de autorizar a sua entrada desde que pudessem deixar o país rapidamente, ou seja, uma política de trânsito para outros países, principalmente os Estados Unidos e o Brasil. Isto não era devido ao facto de eles serem judeus,[nota 7] mas de serem potenciais motivos de tensão com a Alemanha, que Salazar temia, ou serem agitadores políticos e subversivos. No que toca aos judeus portugueses,

Papel dos Açores

Historicamente as ilhas atlânticas sempre foram geograficamente vitais para o domínio do oceano Atlântico e com o advento da aviação essa importância aumentou. Perante a possibilidade de uma invasão alemã o Governo de Salazar planeia fazer uma retirada estratégica, instalar-se nos Açores e aí garantir a soberania portuguesa. Entre o final de 1940 e maio de 1941, o Governo Português mobilizou reforços significativos do Continente e, também, das forças locais a fim de aumentar os efetivos de defesa dos Açores. A partir de maio, Salazar começou a enviar militares em massa para os Açores. Em 1943 a navegação no Atlântico Central estava ameaçada pelos U-boats alemães, que estavam bem presentes na zona dos Açores e afundavam muitos dos navios Aliados, principalmente os que iam em direção ao Norte de África e a Itália. Na Cimeira de Trident, em maio de 1943, que reuniu em Washington, Roosevelt, Churchill e os chefes militares dos dois países foi decidida a invasão dos Açores.

Rescaldo da neutralidade portuguesa

A posição da neutralidade de Portugal e a consequente abertura dos canais diplomáticos e comerciais com ambas as partes beligerantes, a balança comercial portuguesa manteve saldo positivo durante boa parte do conflito, nomeadamente nos anos de 1941, 1942 e 1943. Nestes anos, as exportações ultrapassaram as importações, facto que não se verificava desde dezenas de anos, e que até 2013 não se voltou a verificar. Esta hábil gestão da neutralidade trouxe-lhe, no final da guerra, os benefícios da paz sem ter de pagar o preço da guerra. Portugal foi uma das poucas zonas de paz num mundo a "ferro e fogo", serviu de refúgio a muitas pessoas de várias proveniências. Um desses refugiados foi o arménio Calouste Gulbenkian, que permaneceu no país tendo legado uma das mais importantes instituições ao serviço da cultura em Portugal. Esta situação económica conseguiu também atenuar os problemas provocados pela Guerra Civil Espanhola (1936–1939) e pela própria Segunda Guerra Mundial, que trouxeram problemas de escassez de géneros (Portugal era deficitário quanto a alimentos) e a inflação que disparou.

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Persistência do regime após o término da 2.ª Guerra Mundial

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, e o triunfo dos Aliados, muitos esperavam que em Portugal se estabelecesse uma democracia. Tal não aconteceu, e as duas ditaduras ibéricas, a de Franco e Salazar, permaneceram. Em setembro de 1945, o Governo dissolveu a Assembleia Nacional e anunciou eleições para novembro, "tão livres como na livre Inglaterra" conforme as conhecidas palavras de Salazar na ocasião, com possibilidade de participação de outros grupos políticos. Foi assim criado o M.U.D. (Movimento de Unidade Democrática), em outubro desse ano, com a devida autorização do Governo. Era um movimento que aglomerava socialistas, marxistas, socialistas cristãos e outras várias tendências da oposição. Durante o período eleitoral, houve um abrandamento da censura, que serviu para revelar um crescente descontentamento de uma parte importante da população. O M.U.D., desejando ter tempo para melhor se organizar com vista ao acto eleitoral, pediu o adiamento das eleições. Quando Salazar recusou, a oposição decidiu abster-se de participar, e assim foram eleitos todos os elementos que tinham sido propostos pela União Nacional. Após este episódio de falsa abertura, o governo usou as listas de apoio ao M.U.D. para prender centenas de pessoas, demitir muitas de cargos públicos e colocar sob vigilância policial muitas outras. Em janeiro de 1948 o M.U.D. foi ilegalizado.

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Política externa após a Segunda Guerra Mundial

Uma vez terminada a Segunda Guerra Mundial, e apesar da sua aversão às democracias, Salazar dirigiu a política externa portuguesa claramente para o "bloco Ocidental", como já tinha sido patente nos últimos anos da Guerra pela cada vez maior colaboração com os Aliados, que incluiu a cessão da Base das Lajes. Desde o exterior, EUA, Reino Unido e França percecionaram o regime Salazarista como um regime autocrático, benévolo, de repressão muito moderada, muito diferente do regime franquista, o que permitiu a Portugal ganhar um estatuto de aliado e ser membro fundador das principais organizações ocidentais do pós-guerra. Do ponto de vista militar, Portugal foi membro fundador da NATO em 1949 ao lado do Reino Unido, sempre visto por Salazar como o tradicional aliado de Portugal. Do ponto de vista de integração económica, foi também membro fundador em 1960 da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA no seu acrónimo em Inglês), juntamente com a Áustria, Dinamarca, Noruega, Suécia, Suíça e Reino Unido. Isto permitiu uma maior abertura ao comércio internacional da economia Portuguesa que, deste modo, cresceu exponencialmente nos anos que se seguiram. Entre 1960 e 1972 o volume do comércio externo Português quadruplicou. Nesse ano já cerca de 70% do comércio externo da Metrópole era feito com os outros estados membros da EFTA, representando as colónias uma percentagem bem mais diminuta. A entrada de Portugal na EFTA esteve na base do período de maior crescimento económico de Portugal no século XX. Entre 1960 e 1973 o rendimento nacional por habitante cresceu a uma média superior a 6,5% ao ano.

O escândalo do Ballet Rose

A 10 de dezembro de 1967 Portugal é abalado por notícias na imprensa britânica sobre um hediondo esquema de pedofilia, prostituição e abuso de menores envolvendo altas figuras do Estado Novo: o caso “Ballet Rose”. O ministro da Justiça Antunes Varela demitir-se-á em protesto contra o encobrimento do escândalo de corrupção de menores que Salazar silenciou, expulsando e proibindo de entrar no país advogados e jornalistas estrangeiros. Francisco Sousa Tavares e Urbano Tavares Rodrigues são presos durante três meses pelo seu envolvimento na denúncia deste escândalo, saindo em liberdade em março de 1968. Mário Soares, acusado de espalhar notícias falsas sobre Portugal no estrangeiro e de ser a fonte da notícia dos periódicos internacionais, passou o Natal em isolamento na cadeia de Caxias, e a seguir foi deportado para São Tomé.

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