Araponga-da-amazônia
A araponga-da-amazônia, cientificamente conhecida como *Procnias albus*, é uma ave fascinante da família Cotingidae. Sua beleza é marcada por características únicas, especialmente nos machos, que exibem apêndices carnudos na garganta, semelhantes a adornos vermelhos. Essa espécie habita as florestas das Guianas e possui populações menores na Venezuela, nos estados brasileiros do Pará e Roraima, além de Trinidad e Tobago. Sua vocalização é um dos seus traços mais notáveis, sendo a mais alta já registrada em aves.
Pontos-chave
- A araponga-da-amazônia (*Procnias albus*) é uma ave da família Cotingidae.
- Ocorre nas florestas das Guianas, Venezuela, Pará, Roraima e Trinidad e Tobago.
- Os machos possuem apêndices carnudos na garganta, semelhantes a adornos.
- A espécie detém o recorde de vocalização mais alta já registrada em aves, atingindo 125 dB.
- Apesar de incomum, sua população é considerada grande e de pouco preocupante pela IUCN.
Com cerca de 28 cm de comprimento, a araponga-da-amazônia apresenta um dimorfismo sexual notável. O macho ostenta um plumagem branca imaculada e um bico preto adornado por um apêndice carnudo negro. Essa estrutura, coberta por finas penas brancas, origina-se no topo do bico e pende para o lado, geralmente o direito. Já a fêmea exibe uma coloração verde-oliva, com listras mais escuras na parte inferior amarelada, mimetizando as fêmeas de outras espécies de arapongas. Enquanto o macho é facilmente identificável, a fêmea pode ser confundida com a araponga-do-nordeste (*Procnias averano*), que se diferencia por ter a cabeça verde-oliva escura e listras pretas na garganta. Um estudo de 2019 revelou que a araponga-da-amazônia possui a vocalização mais alta já registrada em aves, alcançando impressionantes 125 decibéis (dB), superando o cricrió, que detinha o recorde anterior com 116 dB.
Embora a araponga-da-amazônia seja considerada uma ave incomum, sua população total é estimada como grande. Há uma preocupação com um possível declínio populacional devido ao desmatamento, mas esse declínio não ocorre em um ritmo que justifique classificá-la como ameaçada. Por essa razão, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) avaliou seu estado de conservação como 'pouco preocupante'.


