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Arquidiocese de Armagh

A Arquidiocese de Armagh é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica Romana sediada em Armagh, na Irlanda do Norte. Fundada por São Patrício em 445, o seu Ordinário, além de metropolita da Província Eclesiástica de Armagh, detém o título de Primaz de Toda Irlanda. Abrange parte do território da Irlanda do Norte e da República da Irlanda. O atual arcebispo é Eamon Martin, que governa a arquidiocese desde 2014 e sua sé episcopal é a Catedral de São Patrício.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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História

Criação e primeiros séculos

Patrício, tendo recebido algumas doações de terras no chamado Monte Ard-Macha (Alto de Macha), construiu uma igreja em seu cume e um mosteiro e alguns outros edifícios religiosos ao redor, e fixou neste lugar a sé de sua diocese. Ele também fundou um colégio no mesmo lugar, que logo conquistou fama e atraiu milhares de estudiosos. Os abades de Armagh ocupavam simultaneamente a posição de bispo. A cidade de Armagh foi, assim, estabelecida como a capital eclesiástica da Irlanda. Em 448, Patrício, auxiliado por dois de seus discípulos, realizou um sínodo em Armagh, dos quais alguns cânones ainda são conhecidos. Um deles menciona expressamente que todos os casos de crime de consciência considerados graves devem ser encaminhados para o julgamento do bispo de Armagh, e se esse não conseguir jugá-lo, deveria repassa-lo para a sé de Roma.

Conflitos sobre a Primazia

No século XI, os leigos assumiram o controle da diocese. Os chefes de tribo em cujo território se encontrava Armagh, usurparam a posição e emolumentos temporais do primaz e passaram para seus auxiliares as funções eclesiásticas. Essa situação perdurou até o início do século XII, quando Cellach, Abade de Armagh, introduzido como leigo, consagrou-se bispo, reunificando as posições. Em 1111, Cellach convocou o Sínodo de Ráith Bressail, em que estavam presentes cinquenta bispos, 300 padres e 3.000 outros eclesiásticos, e também Murrough O'Brian, rei de Munster, e sua corte. Esse sínodo marcou a transição da Igreja na Irlanda: antes monástica, se tornou profundamente diocesana. O sínodo estabeleceu duas províncias eclesiásticas: Armagh e Cashel.

Senhorio da Irlanda (1169 - 1541)

Os anglo-normandas que vieram para a Irlanda mostraram-se pouco escrupulosos; saqueavam igrejas e mosteiros e Armagh sofreu consideravelmente devido a seus ataques. Quando os reis ingleses ganharam influência na Irlanda, começaram a intervir na escolha de bispos e uma disputa surgiu entre o Rei João e o Papa Inocêncio III em relação a Eugene MacGillaweer, escolhido como Arcebispo-Primaz de Armargh em 1203. Este prelado esteve presente no IV Concílio de Latrão em 1215 e morreu em Roma no ano seguinte. Os reis ingleses também começaram a reivindicar a posse das temporalidades das dioceses durante vacâncias e insistiram que os bispos recém-eleitos peticionassem, com humildade, a sua restituição.

Reforma Inglesa

Durante o reinado de Henrique VIII, a arquidiocese de Armarg enfrentou um período de turbulência. Com o rompimento do rei com a Igreja Católica Romana e o estabelecimento da Igreja Anglicana, o Catolicismo foi posto na clandestinidade. O arcebispo George Cromer, sendo suspeito de heresia pela Santa Sé, foi deposto em favor de Robert Wauchope, um teólogo distinto, que esteve presente no Concílio de Trento. Entretanto, não conseguiu assumir o controle da diocese e morreu no exílio em Paris. Enquanto isso, George Dowdall, um fiel apoiador do monarca inglês, foi nomeado para sé de Armagh por esse monarca, já que se submeteu ao Ato de Supremacia. Sobre a introdução do Livro de Oração Comum, no reinado de Eduardo VI, ele deixou a Irlanda em desgosto. No início do reinado da rainha Maria I, Dowdall foi reintroduzido pelo Papa por causa do grande zelo que demonstrou contra o protestantismo. Faleceu três meses depois.

Tempos de Perseguição

Com a intensificação das Leis Penais da Irlanda, o Catolicismo passou a ser cada vez mais discriminado pelo Governo Britânico. Dominic Maguire (1683 - 1707), um dominicano, se tornou o Arcebispo-Primaz de Armagh após a morte de Oliver Plunket. Este arcebispo, foi exilado após a rendição de Limerick em 1691, passando os dezesseis anos que intervieram entre sua partida da Irlanda e sua morte em uma condição muito precária. Entretanto, a sé de Armagh foi administrada por um vigário, Patrick Donnelly, que em 1697 foi nomeado bispo de Dromore, embora mantendo a administração de Armagh. Devido ao rigor das leis anti-católicas, nenhum arcebispo de Armagh residiu na Irlanda durante vinte e três anos após a fuga de Maguire. Hugh MacMahon (1714 - 1737), bispo de Clogher, foi nomeado para a arquidiocese. MacMahon liderou a arquidiocese durante o mais intenso período de perseguição; o primaz foi obrigado a se mudar constantemente, celebrando missas e administrando a Confirmação ao ar livre. No entanto, apesar dessas dificuldades, ele deixou seu nome à posteridade pela obra Jus Primatiale Armacanum, escrita por ordem do Papa, em defesa dos direitos primaciais de Armagh. Ele foi sucedido por seu sobrinho, Bernard MacMahon (1737 - 1747), então bispo de Clogher, que é reconhecido como um prelado notável pelo seu zelo, caridade, prudência e sã doutrina. Ele também sofreu consideravelmente com a perseguição, e passou a maior parte de seu tempo na clandestinidade. Bernard foi sucedido na arquidiocese por seu irmão, Ross MacMahon (1747 - 1748), também bispo de Clogher.

Séculos XIX e XX

Patrick Curtis (1819 - 1832), que tinha sido reitor do Colégio Irlandês de Salamanca, foi nomeado para a sé de Armagh e testemunhou a emancipação da Igreja Católica no Reino Unido. Ele foi um dos primeiros a aderir à Associação Católica, organização que visava o fim das restrições ao Catolicismo na Irlanda, e construiu uma relação amigável com o Duque de Wellington, que ele havia conhecido na Espanha durante a Guerra Peninsular. Thomas Kelly sucedeu Curtis e serviu como arcebispo entre 1832 e 1835, morrendo com fama de santidade. William Crolly se tornou o Arcebispo-Primaz de Armagh em 1835. Ele foi o primeiro primaz católico a residir em Armagh desde a introdução das Leis Penais. Ele começou a construção de uma nova catedral, que levou mais de sessenta anos para ser concluída; a pedra fundamental foi lançada em 17 de março de 1840. Paul Cullen sucedeu-o em 1849. Em 1850, ele presidiu a Sínodo Nacional de Thurles, o primeiro sínodo realizado na Irlanda desde a convenção dos bispos e do clero em Kilkenny em 1642. Ele foi transferido para a sé de Dublin em 1852

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Território

A arquidiocese de Armagh abrange parte da República da Irlanda e Irlanda do Norte, já que a hierarquia católica nunca dividiu-se mesmo após a Partição da Irlanda. São territórios abrangidos pela arquidiocese:

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Fontes consultadas