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Feudo

Feudo é a terra ou uma fonte de renda concedida por um suserano ao vassalo, em troca de fidelidade e ajuda militar. Essa prática desenvolveu-se na Alta Idade Média, no governo de Carlos Magno após o fim do Império Romano; e foi a base para o estabelecimento de uma aristocracia fundiária.[carece de fontes?]

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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História

Origens do termo

Na Roma Antiga, um "benefíce" (do substantivo latino beneficium, que significa "benefício") era a entrega vitalícia de uma faixa de terra (precária) a alguém como recompensa pelos serviços prestados, originalmente, ao Estado. Nos documentos medievais da Europa Latina, uma concessão de terras em troca de serviço continuou sendo chamada de beneficium. Mais tarde, o termo feudum, ou feodum, começou a substituir o beneficium nos documentos. A primeira mostra disso é de 984, embora formas mais primitivas tenham sido vistas até cem anos antes. A origem do feudum e por que ele substituiu o beneficium não foi bem estabelecida, mas existem várias teorias.

A vassalagem

Originalmente, a vassalagem não implicava a doação ou o recebimento de propriedades (que eram concedidas apenas como recompensa pela lealdade), mas, no século VIII, a doação de terras estava se tornando padrão. A concessão de uma propriedade de terra a um vassalo não gerava a renuncia aos direitos de propriedade do senhor, mas apenas ao uso das terras e de sua renda. O senhor concedente manteve a propriedade final da terra e poderia, tecnicamente, recuperar as terras em caso de deslealdade ou morte. Na França, Carlos Martel foi o primeiro a fazer uso sistemático e em larga escala (a prática permaneceu até então esporádica) da remuneração dos vassalos pela concessão do usufruto de terras (um beneficatium ou benefíce nos documentos) para a vida do vassalo, ou, às vezes, se estendendo até a segunda ou terceira geração.

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Organização

A organização dos feudos baseou-se em duas tradições: uma de origem germânica, o comitatus,e a outra de origem romana, o colonato.Pelo comitatus, os senhores da terra, unidos pelos laços de vassalagem, comprometiam-se a ser fiéis e a honrar uns aos outros. No colonato, o proprietário de terras dava proteção e trabalho aos colonos que, em troca, entregavam ao senhor parte de sua produção. Não é possível avaliar com precisão o tamanho dos feudos, quando estes eram em terras, mas estima-se que os menores tinham pelo menos 120 ou 150 hectares. Algumas fontes citam que a Manor (território senhorial) possuía uma área que variava entre 485 e 728 hectares. Cada feudo compreendia uma ou mais aldeias, as terras cultivadas pelos camponeses, as florestas e as pastagens comuns, a terra pertencente à igreja paroquial além da casa senhorial (manor), que ficava na melhor terra cultivável. Pastos, prados e bosques eram usados em comum. A terra arável era divida em duas partes. Uma, em geral a terça parte do todo, pertencia ao senhor; a outra ficava em poder dos camponeses. Nos feudos cultivavam-se principalmente cereais (cevada, trigo, centeio e aveia), mas também favas, ervilhas e vinha. Os instrumentos mais comuns usados no cultivo eram a charrua ou o arado, a enxada, a pá, a foice, a grade e o podão. Nos campos, criavam-se carneiros que forneciam a lã; bovinos, que forneciam leite e eram utilizados para puxar carroças e arados; e cavalos, que eram utilizados na guerra e transporte.

Servos, escravos e vilões

A maior parte do trabalho dos feudos era realizada pelo servos. No período medieval, a servidão não eliminou a escravidão, mas contribuiu para limitá-la. O servo, diferentemente do escravo, não podia ser vendido, pois estava ligado à terra e, por isso, também não podia ser expulso do feudo. No período feudal também era comum haver vilões. Eram camponeses que, ao contrário dos servos, não estavam ligados à terra, podiam abandonar os feudos e geralmente possuíam mais direitos que os servos comuns.

Casas dos servos

As moradias servis eram bem simples: cabanas e choupanas feitas de varas trançadas, barro, madeira, chão de terra batida e teto de palha seca. Ficavam à beira das terras cultiváveis. A cama do servo era uma caixa cheia de palha; e os assentos, bancos de três pés sem encosto.

Relações servis

Nada mais eram que as obrigações dos servos com seu senhor feudal:

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Fontes consultadas

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