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Coisas Eróticas

Coisas Eróticas é um filme pornográfico brasileiro de 1982. Composto por três episódios, foi dirigido por Raffaele Rossi e Laerte Calicchio. Lançado durante a ditadura militar, é considerado o primeiro filme de sexo explícito produzido no Brasil e permanece como uma das maiores bilheterias da história do cinema nacional, com mais de 20 milhões de espectadores. Em 1984, uma sequência intitulada Coisas Eróticas II foi lançada.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Sinopse

Imagem: Ricardo Tuka · BY-NC-SA · Openverse

Após masturbar-se no banheiro, folheando uma revista erótica, Eduardo encontra, em um semáforo, uma bela mulher que o convida para um fim de semana em sua chácara. Lá chegando, Eduardo mantém relações sexuais com a mulher, enquanto Arlete, filha desta, e sua amiga se masturbam reciprocamente. Com a saída da mãe, Arlete se oferece a Eduardo. A modelo os flagra na cama e, indignada, parte para conquistar outro rapaz.

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Produção

O diretor Raffaele Rossi nasceu em Sant'Arsenio, na Itália, e chegou ao Brasil aos 16 anos, onde começou a trabalhar como projecionista de cinema. Em meados da década de 1960, fundou uma pequena produtora, a Companhia Cinematográfica Pindorama, com seu amigo Irineu Travallini (conhecido como Toni Cardi) e, posteriormente, criou outra, a Panther's Cine Som. Sua carreira cinematográfica associou-se à Boca do Lixo, reduto do cinema marginal brasileiro, onde rodou filmes de sucesso comercial, embora ignorados pela crítica convencional, como Pura Como Um Anjo... Será Virgem? (1976) e Roberta, A Moderna Gueixa do Sexo (1978). Com o lançamento do filme O Império dos Sentidos (1976) no Brasil em 1980, ainda sob a ditadura militar, Rossi viu a oportunidade de lançar uma obra de sexo explícito, que produziu em parceria com Laerte Calicchio.

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Recepção

Imagem: A Vida Secreta · BY-NC-SA · Openverse

Sérgio Alpendre em sua crítica para o Cinema disse que o filme é "um subproduto da Boca [do Lixo] que não teria a menor chance de chamar a atenção se não fosse pelas longas cenas de sexo explícito (...) parece um triste experimento feito por pessoas pouco talentosas, que por alguma ironia do destino estourou nos cinemas brasileiros."

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Fontes consultadas

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