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Arma espacial

Arma espacial é aquela posicionada na órbita da Terra, almejando alvos no espaço e/ou na superfície do planeta e, armas instaladas no solo almejando alvos no espaço. Além dos Estados Unidos, China, Japão, Rússia e Índia, realizam esforços consideráveis para expandir seus sistemas de armas espaciais e de reconhecimento

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Sistemas existentes e previstas de armas

Armas antissatélite

Armas antissatélite (ASAT) são projetadas para localizar, destruir ou deixar inoperantes, satélites inimigos em órbita.

Sistemas de armas espaciais

Lasers baseados no espaço (Space Based Laser, SBL) estão em desenvolvimento. A empresa aeroespacial e de defesa estadounidense Lockheed Martin é uma das principais a atuar nesta área. Atualmente, sua praticidade é ainda limitada. O principal problema é o fornecimento de grandes quantidades de energia para uso eficaz. Rods from God (pt: "Hastes de Deus") são hastes de tungstênio que poderiam, hipoteticamente, ser usadas contra alvos em terra. O tungstênio é o metal que tem o ponto de fusão mais alto de todos os metais puros e alta densidade semelhante a do ouro. Portanto, um projétil de tungstênio perderia pouca massa durante a reentrada atmosférica. Esta técnica resgataria um conceito início da I Guerra Mundial quando grandes quantidades de flechettes, geralmente de aço, eram despejados de aeronaves sobre tropas inimigas, causando mortes por sua força de impacto. O filme G.I. Joe: Retaliation (2013) mostra Londres sofrendo um ataque por uma "Haste de Deus".

Míssil balístico intercontinental

Mísseis balísticos intercontinentais (ICBM's) estão incluídos nas armas espaciais dos EUA, porque cobrem uma grande parte de sua trajetória no espaço. Em 1993, forças ICBM's foram incorporadas ao Air Force Space Command (AFSPC); fundiram-se com o United States Strategic Command (USSTRATCOM) e, em 1 de Outubro de 2002, com o United States Space Command (USSPACECOM).

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História

Nos anos 1930, Eugen Sänger e sua esposa Irene Sänger-Bredt conceberam o Silbervogel ("pássaro de prata"). Este, seria um avião espacial capaz de voar da Alemanha para qualquer ponto da Terra. Durante a II Guerra Mundial, a Luftwaffe criou o projeto Amerika Bomber para atacar o território dos Estados Unidos e o Silbervogel foi cogitado como uma possível aeronave para esta missão. Porém, nunca foi construído e, após a guerra, Eugen Sänger foi contratado para trabalhar na França onde quase foi sequestrado pelos soviéticos, uma vez que Josef Stalin reconhecia o valor estratégico do Silbervogel. O primeiro teste de uma arma antissatélite foi realizado pelos EUA em Outubro de 1959, quando um dos dois estágios do foguete de combustível sólido da Orion foi lançado de um bombardeiro B-47 para interceptar o satélite Explorer 6. O teste foi considerado bem sucedido, apesar de o satélite passar a 6,4 km de distância. Naquele momento, o espaço era explorado a apenas dois anos. Pouco tempo após o lançamento do Sputnik I em 1957 o então presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, enfatizou:

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Projetos de armas espaciais de diferentes nações

De acordo com um estudo realizado por Götz Neuneck e André Rothkirch, os EUA e a URSS (e a Rússia) teriam lançado juntos, até 2003, cerca de 2 mil satélites militares ao espaço. Todos os outros países juntos apenas de 30 a 40.

Estados Unidos

Um projeto militar recente dos Estados Unidos, realizado em conjunto entre USAF e DARPA, é denominado FALCON (Force application and launch from continental united states ou DARPA Falcon Project). Neste, veículos hipersônicos transportarão armas ou outros equipamentos para o espaço, mas também poderia ser empregado para intervenção rápida em qualquer ponto do planeta. O projeto é dividido em três fases do deve atingir no ano 2009, 9 000 milhas náuticas percorridos em menos de duas horas (16 668 km, o que corresponde a uma taxa de mais de 8 300 Km/h). Em Agosto de 2004, a Lockheed Martin ganhou um contrato para construir HTV's (Hypersonic Technology Vehicle) para o programa FALCON da força aérea dos EUA e DARPA. O HTV-1 deveria ser testado em voo em setembro de 2007, com foguetes reforçadores (JATO), na tentativa de alcançar uma velocidade de Mach 19, a uma altitude de 30 a 45 km (a este nível que estaria a quase 20 000 km/h). Em Maio de 2006, a construção de dois HTV-1, foi cancelada por problemas detectados nos bordos de ataque. Em vez disso, ela foi transferido diretamente para o projeto HTV-2, que realizou seus primeiros voos de teste em abril de 2010 e agosto de 2011.

URSS/Rússia

Enquanto os Estados Unidos desde o final dos anos 1950, trabalhou em projetos militares com níveis variados de prioridade, os esforços da União Soviética nesta área cessaram quase totalmente em 1983. Aparentemente, Moscou chegou à conclusão de que não poderia continuar competindo (principalmente economicamente), com seu potencial inimigo nesta corrida armamentista. Após a dissolução da União Soviética, em 1991, as despesas (militar e civil) espacial na Rússia foram reduzidas e numerosos projetos foram retiradas. Um dos tecnologicamente mais avançados projetos de armas espaciais da União Soviética, foi o sistema orbital de bombardeamento fracionário, um ICBM que podia ser controlado a partir da Terra orbitando um objeto. A característica especial deste sistema era que o ataque a qualquer o alvo poderia ter efetuado com base na trajetória no espaço. O projeto foi testado em 1960, em 1983, mas ajustado em 1979 de acordo com o tratado SALT II.

China

A República Popular da China sempre declarou oficialmente a sua rejeição categórica da militarização do espaço. Desde o final dos anos 1990, alguns observadores suspeitam que o país trabalha em vários sistemas de armas espaciais. Devido à baixa capacidade espacial, que limita as habilidades de condução e experiência dos militares, os cientistas chineses desenvolvem medidas focadas principalmente em conceitos de guerra assimétrica, como no chamado "satélite parasita", simples de fabricar e que deve acoplar-se ao "satélite hospedeiro", de forma a destrui-lo ou inutiliza-lo. O uso militar do espaço exterior é uma prioridade para a China, que coloca em órbita satélites de observação da Terra. Seu programa de satélites lançou em 2003 e 2004 o Ziyuan 1 e 2 que presumivelmente fazem imagens da superfície do planeta. A resolução das imagens é desconhecida. Durante vários anos, as universidades de Tsinghua e Surrey (Inglaterra), e uma fábrica de armamentos local, desenvolveram um programa de micro-satélites, que consiste em sete satélites de observação da Terra, fornecendo uma resolução de imagens de 50 metros. Pequenos e micro-satélites para qualquer outro propósito são o foco da exploração espacial chinesa, bem como a intenção de desenvolver satélites para interceptar comunicações eletrônicas. Além do país estão trabalhando em métodos para localizar e identificar satélites inimigos. Essencialmente, as armas ASAT da China atualmente limitam-se (a partir de finais de 2005), a armas convencionais e nucleares, que teriam de ser levadas para o espaço por ICBM's. Provavelmente também estejam, em desenvolvimento, bases de solo com armas laser antissatélite (ver: Exército de Libertação Popular).

Índia

Em 12 de Abril de 2006, uma mensagem da Indo Asian News Service informou que a Índia havia iniciado a criação de um "comando de armas espaciais". O marechal-do-ar S. P. "Bundle" Tyagi, comandante supremo da IAF (Indian Air Force - Força Aérea da Índia), salientou que a concordância, é ampla no comando da força aérea, "mas isso vai demorar um pouco." Em 10 de Agosto de 2005, de acordo com informações da imprensa, a Índia possui um sistema de vigilância e reconhecimento por satélite que entrará em operação no decurso de 2007 e, deve observar principalmente o próprio território do país.

O potencial de outros países

O Brasil, prosseguiu seriamente com o uso militar de instalações espaciais, como avaliado pelos EUA. O país trabalha em seus programas de satélites, na sua maioria civis, com a Rússia e a China. Num documento oficial, foi cogitada uma possível cooperação com Israel para o desenvolvimento de satélites espiões de alta resolução. Os militares brasileiros controlam certos aspectos do programa espacial, como o desenvolvimento de mísseis, diz o Center for Nonproliferation Studies. De Israel é de conhecimento que a inteligência e a comunicação são os focos de suas atividades espaciais militares. O país trabalha em estreita cooperação com os Estados Unidos. O programa terá a responsabilidade principal da Força Aérea Israelense. A Agência Espacial de Israel, sediada em Tel Aviv, foi fundada em 1983 como um desdobramento das Forças de Defesa de Israel.

União Europeia

Os membros da União Europeia são limitados no momento (a partir do Outono de 2006), em grande parte a satélites de reconhecimento, comunicações e geoestacionários; o planejamento armas espaciais ativas é desconhecido. O Comissário da UE para os transportes e vice-presidente da comissão, Jacques Barrot pediu em meados de outubro de 2006, o uso do projeto Galileo para aplicações militares. Com o sistema de reconhecimento por satélite SAR-Lupe, a Bundeswehr (forças armadas alemãs) aderiu aos padrões de espionagem militar desde sua conexão em 2007. É composto de cinco pequenos satélites idênticos e uma estação terrestre para monitorar o seu funcionamento e avaliação de imagens. Um terceiro sistema com tecnologia de radar (depois dos Estados Unidos e da Rússia) pode obter imagens de alta resolução de qualquer ponto da Terra. Os satélites foram colocados em órbita em 2006 e 2008 pelo veículo russo Kosmos 3M. A estação terrestre é situada em Gelsdorf próximo de Bonn. A capacidade total do sistema foi alcançada de 2008. Em 30 de julho de 2002, num acordo de cooperação com a França assinado em Schwerin, as sondas do programa Hélios foram destinadas para reconhecimento ótico. O sistema multinacional (E-SGA) foi contratado em 1 de dezembro de 2006. (ver: SATCOMBw).

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Fontes consultadas

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