Arménia
Arménia (português europeu) ou Armênia (português brasileiro), denominada oficialmente República da Arménia (português europeu) ou Armênia (português brasileiro), é um país sem costa marítima, localizado numa região montanhosa na Eurásia, entre o mar Negro e o mar Cáspio, no sul do Cáucaso. Faz fronteira com a Turquia a oeste, Geórgia a norte, Azerbaijão a leste, e com o Irão e com o enclave de Naquichevão ao sul. É considerado um país transcontinental, sendo que para as Nações Unidas a Arménia está localizada na Ásia Ocidental e esta classificação também é usada pela CIA no World Factbook, apesar do país ter extensas relações sociopolíticas, históricas e culturais com a Europa.
O nome nativo para o país é Haico. Na Idade Média foi aumentado para Hayastan, pela adição do sufixo -stan que significa terra. O nome é tradicionalmente derivado de Haico (Հայկ), o lendário patriarca dos arménios e trineto de Noé, que segundo Moisés de Corene foi quem defendeu seu povo do rei babilónio Bel e estabeleceu seu povo na região das montanhas do Ararate. Porém, a mais remota origem do nome é incerta. O exónimo Arménia aparece pela primeira vez em persa antigo na inscrição de Beistum (515 a.C.) como Armina ( ). Em grego clássico, Ἀρμένιοι (arménios) aparece pela primeira vez numa inscrição atribuída a Hecateu de Mileto (m. 476 a.C.). As duas aparições na mesma época atestam a que o nome era empregado realmente naquela época. Heródoto (440 a.C.) escreveu: "Os arménios eram equipados como colonos frígios" (7.73). Algumas décadas depois, Xenofonte, um general grego na guerra contra os persas, descreve muitos aspectos do cotidiano das vilas arménias e a sua hospitalidade. Ele relata que o povo fala uma língua que, para seus ouvidos, assemelhava-se ao persa. Tradicionalmente, os sobrenomes terminam com 'ian', significando que as pessoas faziam historicamente parte de tribos, sendo filhos de.
Em 1991, a União Soviética fragmentou-se e a Arménia restabeleceu a sua independência. Declarando-se independente em 23 de agosto, tornou-se a primeira república não báltica a desassociar-se. No entanto, os primeiros anos pós-soviéticos foram assolados por dificuldades económicas, bem como pelo começo repentino, em grande escala, de um confronto armado entre arménios do Alto Carabaque e azeris. Os problemas económicos tiveram origem no início do conflito do Alto Carabaque, quando a Frente Popular do Azerbaijão conseguiu pressionar a RSS do Azerbaijão a impor um bloqueio ferroviário e aéreo contra a Arménia. Essa medida enfraqueceu efetivamente a economia do país, pois 85% de seus produtos e mercadorias chegavam através ferrovia. Em 1993, a Turquia aderiu ao bloqueio contra a Arménia numa demonstração de apoio ao Azerbaijão. A Guerra do Alto Carabaque findou após um cessar-fogo intermediado pela Rússia, estabelecido em 1994. A guerra foi bem-sucedida para as forças armadas de Carabaque que asseguraram 14% do território azerbaijano,[necessário esclarecer] este território conquistado atualmente faz parte da autoproclamada República de Artsaque. Desde então, Arménia e Azerbaijão têm participado de conversas de paz, mediadas pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). O status de Carabaque está sendo ainda determinado. A economia de ambos os países têm sido afetadas na falta de uma resolução definitiva e as fronteiras azeri e turca permanecem fechadas para a Arménia.
Antiguidade
A Arménia é povoada desde os tempos pré-históricos e segundo diversas lendas era lá onde se localizava Jardim do Éden bíblico. O país se localiza no planalto ao entorno do Monte Ararate. Segundo a tradição abraâmica, foi o local onde a Arca de Noé encalhou após o Dilúvio. Desde tempos remotos, arqueólogos continuam a descobrir novos indícios da existência de civilizações primitivas no planalto arménio, em locais que podem indicar registros do inicio da agricultura e da civilização. De 6 000 a.C. a 1 000 a.C., ferramentas como lanças, machados e artefactos de cobre, bronze e ferro eram produzidos na Arménia e trocados nas terras vizinhas, onde esses metais eram menos abundantes.
Arménia Medieval
Após o período masdeísta (428-636), a Arménia emergiu como Emirado da Arménia, com uma relativa autonomia junto ao Califado Omíada, reunindo terras arménias previamente tomadas pelo Império Bizantino como dele. A principal terra era regulada pelo príncipe da Arménia, reconhecido pelo califa e pelo imperador bizantino. O Emirado da Arménia (Armínia) incluía partes da atual Geórgia e da região histórica de Albânia e tinha como capital a cidade arménia de Dúbio (Դվին). O Emirado da Arménia terminou em 884, quando os arménios conseguiram a independência do já enfraquecido Califado Abássida. O Reino da Arménia reemergiu sob a dinastia Bagratúnio (em arménio: Բագրատունյաց Արքայական Տոհմ; romaniz.: Bagratunyac Arqayakan Tohm, "Real Dinastia dos Bagratúnios"), até 1045. Neste tempo, diversas áreas da Arménia Bagrátida foram separadas como independentes reinos e principados, como o Reino de Vaspuracânia, regido pela família Arzerúnio, desde que reconhecendo a soberania e supremacia dos reis Bagratúnios.
Domínio estrangeiro
Durante os anos de 1230, o Ilcanato mongol conquistou o principado dos Zacáridas, assim como o resto da Arménia. Os invasores mongóis vieram seguidos de outras tribos da Ásia Central, em um processo que durou dos anos 1200 até 1400. Após incessantes invasões, cada uma trazendo a destruição ao país, a Arménia ficou enfraquecida. Durante o século XVI, o Império Otomano e o Império Safávida dividiram a Arménia entre si. Mais tarde, o Império Russo incorporou parte ocidental do país (que consistia de Erevã e as terras do baixo Carabaque, na Pérsia) em 1813 e 1828. Sob o jugo otomano, os arménios tiveram relativa autonomia em seus próprios enclaves e viviam de forma pacífica com os demais grupos e tinham autonomia em relação aos outros constituintes do império (incluindo os turcos). Entretanto, os cristãos viviam em um sistema social muçulmano estrito. Os arménios enfrentaram a discriminação que persistia. Quando eles reivindicaram por maiores direitos, o sultão Abdulamide II, em resposta, organizou o primeiro genocídio arménio realizado entre os anos de 1894 e 1896, resultando uma morte estimada de 300 mil arménios. Os massacres hamidianos, como ficaram conhecidos, deram a fama à Abdulamide II de "Sultão Vermelho" ou "Sultão Sangrento".
Primeira Guerra Mundial e o genocídio arménio
Com o advento da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano e o Império Russo abriram uma frente de batalha conhecida como "Campanha Persa". Cansados das perseguições por parte de Constantinopla e do alistamento militar obrigatório, os arménios aliaram-se de forma voluntária aos russos, o que causou desconfiança aos turcos. Numa emboscada iniciada em 24 de abril de 1915, cerca de 600 intelectuais arménios foram presos e exterminados a mando de autoridades otomanas e, com a lei Tehcir de 29 de maio de 1915, uma grande parcela da população arménia que vivia na Anatólia começou a ser deportada e privada dos seus bens, num processo que levou à morte de cerca de 1,5 milhões de arménios. Diversos historiadores ocidentais consideram estes fatos como o início do genocídio arménio. Historicamente, existiam registos de uma gigantesca resistência arménia na região, desenvolvida contra a atividade otomana. Assim, a repressão aplicada pelo Estado no período de 1915 a 1923 é considerado pelos arménios e pela maioria dos historiadores ocidentais como um genocídio.
Primeira república
Infelizmente, a curta vida da República Democrática da Arménia independente deveu-se aos perigos da guerra, disputas territoriais, um massivo fluxo de refugiados da Arménia Otomana, espalhando doenças e fome. A Tríplice Entente, alarmada pelos horrores do Império Otomano, procurou ajudar o recém-formado estado arménio a arrecadar fundos e outras formas de se sustentar. Com o fim da guerra, a Entente vitoriosa procurou dividir o Império Otomano. Assinado entre as potências aliadas e as autoridades otomanas em 10 de agosto de 1920 em Sèvres, o Tratado de Sèvres previa manter independente a República Democrática da Arménia e anexar os territórios da Arménia Ocidental. Pelas novas fronteiras terem sido desenhadas pelo presidente americano Woodrow Wilson, este território apontado pelo Tratado ficou conhecido como "Arménia Wilsoniana". Nesta época, foi considerada a possibilidade da Arménia se tornar um protetorado dos Estados Unidos. Porém, o tratado foi rejeitado pelo Movimento Nacional Turco e nunca entrou em vigor. O movimento, liderado por Mustafa Kemal Ataturk, usou o tratado como pretexto para se legitimar no poder da Turquia, derrubando a monarquia sediada em Istambul e instaurando a República da Turquia, com capital em Ancara.
Arménia Soviética
A Arménia foi anexada pela Rússia bolchevista e juntamente com Geórgia e Azerbaijão, foi incorporada na URSS como parte da República Federativa Socialista Soviética Transcaucasiana em 4 de março de 1922. Com essa anexação, o Tratado de Alexandropol foi suplantado pelo Tratado de Carse turco-soviético. No acordo, a Turquia permitiu à União Soviética assumir o controlo da região de Ajária e da cidade portuária de Batumi, com o retorno da soberania de cidades como Carse, Ardacane e Eder, que pertenciam à Arménia Russa. A RFSST existiu de 1922 até 1936, quando foi dividida em três repúblicas intituladas RSS da Arménia, RSS da Geórgia e RSS do Azerbaijão. Os arménios desfrutaram de um período de relativa estabilidade sob o jugo soviético. Recebiam medicamentos, comida, e outras provisões de Moscovo, e o governo soviético provou ser um "bálsamo calmante" em contraste com os últimos anos do Império Otomano. A situação era difícil para a Igreja, estrangulada pelas normas anticlericais soviéticas. Após a morte de Lenine, Stalin tomou as rédeas do poder e recomeçou o período de terror para os arménios. Como várias outras etnias minoritárias que viviam na URSS durante o período da Grande Purga de Stalin, dezenas de milhares de arménios foram executados ou deportados.
A Arménia é um país sem costa marítima na Transcaucásia. Localizado entre os mares Cáspio e Negro, o país faz fronteiras a norte com a Geórgia, a leste com o Azerbaijão, ao sul com o Irão e a oeste com a Turquia. Desde os primórdios da humanidade, o povo arménio vive no planalto arménio, um vasto território com mais de 300 000 km², localizado na parte central e norte da Anatólia. O planalto arménio é cercado, ao norte, pelo encadeamento do Baixo Cáucaso e ao sul, pelo encadeamento do Tauro Arménio, enquanto declina-se ao oeste para o vale do rio Eufrates e ao leste para as terras baixas do mar Cáspio. Um enorme maciço vulcânico está localizado quase no centro desta região. Este maciço possui dois picos: o Grande Ararate, chamado pelos arménios de Massis (com 5 156 metros de altitude acima do nível do mar), e o Pequeno Ararate, identificado pelos arménios pelo nome de Sis (com altitude de 3 914 metros). Existe ainda, um número considerável de planícies e vales férteis dentro do planalto do país, entre os quais, os mais conhecidos são os vales de Ararate, Muxe, Caberde, Erzinjane, Elesquirte e Siracena, destacando a vida económica do povo arménio. O vale de Ararate é o maior e mais fértil de todos estes, e transformou-se, com o passar dos tempos, no centro da vida económica, política e cultural da Arménia. Diversas capitais da Arménia histórica, como Armavir, Eruandaxata, Valarsapate e Dúbio estavam situadas nesta região geográfica, assim como ocorre hoje com a atual capital, Erevã.[carece de fontes?]
Relevo e hidrografia
O relevo arménio é homogéneo. Constitui-se em sua maior parte por planaltos, sendo que estes são abundantes com rios. Localizam-se aí as nascentes dos rios Eufrates e Tigre, com seus afluentes, que se desembocam no Golfo Pérsico, bem como os rios Cura e Araxes, que desembocam no Mar Cáspio. O maior rio da Arménia é o Arax, sendo seus afluentes os rios Acuriã, Razdã, Cassal, Azate e outros. Os maiores lagos do planalto arménio são o Vã, o Úrmia e o Sevã, sendo que atualmente, o lago de Vã está em sua grande parte, dentro do território da Turquia. Este lago possui uma extensão de 3 733 quilômetros quadrados e sua água é salgada. O lago Úrmia, que também está em sua maior parte em outro país, no Irão, era denominado antes de Kaputan, também possui água salgada e não possui espécies de peixes. Sua dimensão é de cinco mil quilômetros quadrados. O lago Sevã, antes chamado de Mar de Guelã, é um dos lagos mais altos do mundo, com aproximadamente 1 400 km². Aproximadamente duas dúzias de pequenos rios desembocam no lago, e apenas alguns afluem dele. Sua água é doce.[carece de fontes?]
Clima
O clima na Arménia é marcadamente continental. Os verões são secos e ensolarados, indo de junho até meados de setembro. A temperatura varia entre 22 e 36 °C. Entretanto, a baixa umidade atenua o efeito das altas temperaturas. Brisas à tarde proveniente das montanhas promovem um bem-vindo frescor. A primavera é curta e os outonos são longos. Os outonos são conhecidos pela vibração e cor das folhas das árvores. Os invernos são muito frios com bastante neve, com temperaturas que variam entre -10 à -5 °C. Os desportos de inverno fazem sucesso essa época do ano, como a prática de esqui nas colinas de Salcazor, localizadas a 30 minutos de Erevã. O Lago Sevã está situado nas terras altas e é o segundo lago mais alto do mundo, a 1,9 mil metros acima do nível do mar.[carece de fontes?]
A Arménia possui[quando?] uma população estimada em 3 215 800 habitantes e é a segunda maior densidade populacional das ex-repúblicas soviéticas. Tem havido um problema de declínio populacional causado por altos índices de emigração após a dissolução da URSS. As taxas de emigração e o declínio populacional, no entanto, diminuíram drasticamente nos últimos anos e um moderado afluxo de arménios regressa à Arménia, e estas têm sido as principais razões para a tendência, que estima-se continuar. É esperado que a Arménia retome seu crescimento populacional positivo em 2010.
Composição étnica
Os arménios configuram 97,9% da população, enquanto que os iázides 1,3% e os russos 0,5%. Há outras minorias que incluem assírios, ucranianos, gregos, curdos, georgianos e bielorrussos. Existem também pequenas comunidades de valacos, volgaicos, ossetas, udinos e tatras, polacos e alemães caucasianos sob uma pesada russificação. Durante os anos soviéticos, os azerbaijanos compunham a segunda maior população no país (aproximadamente 2,5% em 1989). Porém, devido às hostilidades com o vizinho Azerbaijão sobre a disputada região de Alto Carabaque, praticamente toda população azeri emigrou da Arménia. Por outro lado, a Arménia recebeu um grande afluxo de refugiados arménios do Azerbaijão, dando assim um caráter mais homogéneo à Arménia.
Religiões
A religião predominante na Arménia é o cristianismo, sendo esta crença partilhada por 98,7% da população de acordo com o site. Os santos padroeiros da Arménia são o primeiro católico de todos os arménios, Gregório, o Iluminador, e o apóstolo Bartolomeu. As origens da Igreja Arménia remontam ao século I d.C. De acordo com a tradição, a Igreja Arménia foi fundada por dois dos doze apóstolos de Cristo, São Judas Tadeu e São Bartolomeu, que pregaram o cristianismo na Arménia entre os anos 40 e 60 d.C. Por causa destes apóstolos fundadores, o nome oficial da Igreja Arménia é Igreja Apostólica Arménia. A Arménia foi a primeira nação a adotar o cristianismo como religião oficial de Estado, em 301. Mais de 93% dos cristãos arménios pertencem à Igreja Apostólica Arménia, uma forma de ortodoxia oriental (não calcedônia), que é uma igreja muito ritualística e conservadora, muitas vezes comparada às igrejas copta e síria. A Arménia possui também uma população de católicos, ambos romanos e arménios-mectaristas (juntos 180 mil), evangélicos protestantes e seguidores da religião tradicional arménia. Os curdos iázides, que vivem na parte ocidental do país, praticam o iazdanismo. A Igreja Católica Arménia é sediada em Bzoummar, Líbano. Os curdos não iázides praticam o islã sunita. A comunidade judaica na Arménia diminuiu para 750 pessoas desde a independência devido às dificuldades económicas, onde a maioria dos emigrantes foram para Israel. Existem atualmente duas sinagogas na Arménia, uma na capital, Erevã, e outra na cidade de Sevã localizada próxima ao lago Sevã. Casamentos com cristãos arménios são frequentes. Ainda assim, apesar destas dificuldades, existe muito entusiasmo para ajudar a comunidade a satisfazer suas necessidades.
Línguas
Os arménios têm o seu próprio alfabeto e a sua própria língua, que é constitucionalmente a língua oficial do Estado da Arménia. A invenção do alfabeto arménio é tradicionalmente atribuída ao monge São Mesrobes Mastósio, que em 405 d.C. criou um alfabeto com 36 carateres (dois foram acrescentados mais tarde) baseado parcialmente em letras gregas; a direção da escrita (da esquerda para a direita) também seguia o modelo grego. Este novo alfabeto foi usado pela primeira vez para traduzir a Bíblia hebraica e o Novo Testamento cristão. De acordo com o censo arménio de 2011, enquanto apenas 0,8% dos cidadãos da Arménia falavam russo como primeira língua, 52,7% dos cidadãos da Arménia usavam-no como segunda língua.
Diáspora
A Arménia possui uma diáspora relativamente grande (7 milhões segundo algumas estimativas, excedendo significativamente a população de 3 milhões da própria Arménia), com colônias espalhadas pelo mundo todo. As maiores comunidades arménias fora da Arménia se encontram na Rússia, França, Irão, Estados Unidos, Brasil, Geórgia, Síria, Líbano, Argentina, Chile, Uruguai, Austrália, Canadá, Chipre, Ucrânia e Israel. De 40 a 70 mil arménios ainda vivem na Turquia (a maioria perto de Istambul). Aproximadamente, mil arménios residem no bairro Arménio na cidade antiga de Jerusalém em Israel, remanescentes do que fora uma vez uma grande comunidade. Na Itália se encontra a San Lazzaro degli Armeni, uma ilha localizada na Lagoa de Veneza, que é completamente ocupada por um mosteiro dirigido pelos mekhitaristas, uma congregação católica arménia. Além disso, por volta de 130 mil arménios vivem na região de Alto Carabaque onde compõem a maioria da população. No Brasil se concentram principalmente na cidade de Osasco, no estado de São Paulo.
A política da Arménia situa-se em um ambiente de democracia representativa de república presidencial. Conforme a Constituição da Arménia, o presidente é o líder do governo e do sistema multipartidário pluriforme. O parlamento unicameral (também chamado de Azgayin Jolov ou Assembleia Nacional) é controlado por uma coalizão de três partidos políticos: o conservador Partido Republicano, o Partido Arménia Próspera e a Federação Revolucionária Arménia. Os principais partidos de oposição incluem o partido do ex-presidente da Assembleia Nacional, Estado de Direito, e o partido do ex-primeiro-ministro Raffi Hovannisian, Herança, ambos são favoráveis a uma eventual adesão arménia à União Europeia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O governo arménio declaradamente objetiva construir uma democracia parlamentar ao estilo ocidental e as bases para sua forma de governo. Contudo, observadores internacionais do Conselho da Europa e do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América têm questionado a clareza das eleições parlamentares e presidenciais da Arménia e o referendo constitucional desde 1995, citando divergência nas pesquisas, a falta de cooperação da Comissão Eleitoral e a escassa manutenção das listas eleitorais e os locais pesquisados. A Freedom House qualificou a Arménia como "praticamente livre" em seu relatório de 2007, apesar de não classificar o país como uma "democracia eleitoral", indicando uma relativa falta de liberdade e competitividade eleitoral. Há o sufrágio universal com idade superior a dezoito anos.
Relações internacionais
A Arménia atualmente mantém boas relações com quase todos os países do mundo, com duas importantes exceções sendo seus vizinhos mais próximos, a Turquia e o Azerbaijão. Tensões foram elevadas entre arménios e azerbaijanos durante os últimos anos da União Soviética. A Guerra do Alto Carabaque dominou a política da região por todo os anos de 1990. As fronteiras entre os dois países rivais permanecem fechada nos dias de hoje, a solução para o conflito não foi alcançada apesar da mediação prestada por organizações como a OSCE. O ministro do exterior, Vardan Oskanyan, representa a Arménia nas negociações de paz. A Turquia também possui uma longa história de conturbadas relações com a Arménia por sua recusa em reconhecer o genocídio arménio de 1915. O conflito de Carabaque tornou-se uma desculpa para a Turquia fechar suas fronteiras com a Arménia em 1993. Não tem revogado o bloqueio, apesar da pressão do poderoso lobby empresarial turco interessado nos mercados arménios.
Forças armadas
O Exército Arménio, Força Aérea, Defesas Aéreas e a Guarda de Fronteira são os quatro braços que formam as Forças Armadas da República da Arménia. As Forças Armadas foram formadas após o colapso da URSS em 1991 e com o estabelecimento do Ministério da Defesa em 1992. O comandante em chefe das Forças Armadas é o Presidente da República Vahagn Khachaturyan. O Ministério da Defesa é um cargo de liderança política, atualmente ocupado por David Tonoyan, enquanto os comandos militares restantes estão nas mãos do Estado-Maior, liderado pelo Chefe do Estado, que atualmente é o major-general Edvard Asryan. As forças ativas têm perto de 50 mil homens, com um adicional de reservas de 32 mil e "reservas dos reservas" estimados em 210 mil soldados. A Guarda de Fronteira arménia tem condição de patrulhar as divisas com a Geórgia e Azerbaijão, enquanto tropas russas monitoram as fronteiras com a Turquia e Irão. Em caso de eventual ataque, a Arménia pode mobilizar todos os homens capazes de manejar uma arma entre 15 e 59 anos com treino militar.
A Arménia está organizada político-territorialmente em onze subdivisões. Destas onze, dez são chamadas marzer (em arménio: մարզեր) ou no singular marz (մարզ), que é derivada da palavra persa marz, cujo significado é "fronteira", "limite". Erevã é tratada separadamente e recebe status especial de hamaynq (համայնք) por ser a capital do país. O líder do executivo em cada uma das 10 marzes é o marzpet (մարզպետ) ou governador da marz, apontado pelo governo da Arménia. Em Erevã, o líder do executivo é o prefeito, apontado pelo presidente. A república possui 953 vilarejos, 48 cidades e 932 comunidades, das quais 871 são rurais e 61 urbanas.
A economia da Arménia sobrevive de pesados auxílios estrangeiros. Antes da independência, a economia arménia era principalmente de indústrias de base como indústrias químicas, eletrónica, maquinaria, alimentos, borracha sintética e têxtil, totalmente dependente de fontes externas. A agricultura contribuía com cerca de 20% na produção final e com 10% dos empregos antes da queda da URSS em 1991. A república desenvolveu um moderno setor industrial, abastecendo com máquinas, tecidos e outros produtos manufaturados para as suas "repúblicas irmãs" em troca de matéria-prima e energia. As minas arménias produzem cobre, zinco, ouro e chumbo. A maior parte da energia é produzida com combustível importado da Rússia, incluindo gás natural e combustível nuclear (para a única usina nuclear); a fonte para a energia residencial é hidroelétrica. As pequenas quantidades de carvão, gás natural e petróleo do país não são suficientes para o desenvolvimento.
Educação
No ano escolar de 1988 e 1989, cerca de 301 alunos por cada 10 000 habitantes frequentavam o ensino secundário ou superior especializado, um número ligeiramente inferior à média soviética. Em 1989, aproximadamente 58% dos arménios com mais de quinze anos tinham concluído o ensino médio e 14% tinham um curso superior. No ano escolar de 1990/1991, estimava-se que existiam 1 307 escolas primárias e secundárias, frequentadas por 608 800 alunos. Outras 70 instituições secundárias especializadas tinham 45 900 matrículas de alunos e outros 68 400 alunos estavam matriculados em 10 instituições de ensino pós-secundárias, que incluíam universidades. Dados da mesma altura também indicam que 35% das crianças em idade escolar frequentavam o ensino pré-primário, número abaixo da média europeia.
Transportes
Desde a independência, a Arménia vem desenvolvendo sua rede interna de rodovias. O "Programa de Investimento no Corredor Rodoviário Norte-Sul" é um grande projeto de infraestrutura que visa conectar a fronteira sul da Arménia com o norte por meio de uma rodovia Melri-Erevã-Bavra de 556 km de extensão. É um grande projeto de infraestrutura de 1 500 milhões de dólares, financiado pelo Banco Asiático de Desenvolvimento, Banco Europeu de Investimentos e Banco de Desenvolvimento da Eurásia. Quando concluída, a rodovia fornecerá acesso aos países europeus através do mar Negro. Ele também poderá eventualmente interconectar os portos do mar Negro da Geórgia com os principais portos do Irão, posicionando a Arménia num corredor de transporte estratégico entre a Europa e a Ásia. A Arménia está à procura de novos empréstimos da China, como parte da iniciativa Nova Rota da Seda, para concluir a rodovia norte-sul.
Saúde
Após um declínio significativo nas décadas anteriores, as taxas brutas de natalidade no país permaneceram em quase constantes 13,0–14,2 por 1000 pessoas nos anos 1998–2015. No mesmo período, a taxa bruta de mortalidade foi de 8,6 para 9,3 por 1000 pessoas. Observe que as taxas brutas não são ajustadas por idade. A expectativa de vida ao nascer de 74,8 anos era a 4ª maior entre os países pós-URSS em 2014. Na época da independência, em 1991, já não havia vestígios das tradições de saúde pré-soviéticas. O sistema de saúde soviético era altamente centralizado e a toda a população era garantida assistência médica gratuita, independentemente da classe social, com acesso a uma ampla gama de cuidados secundários e terciários. Após a independência, no entanto, a Arménia não estava em posição de continuar a financiar o sistema de saúde. Os hospitais que antes prestavam contas à administração local e, em última análise, ao Ministério da Saúde são agora autônomos e cada vez mais responsáveis por seus próprios orçamentos e gestão.
Música e arte
A Galeria Nacional de Arte de Erevã possui mais de 16 mil obras que datam desde a Idade Média. O Museu de Arte Moderna, a Galeria de Imagens Infantis e o Museu Martiros Saryan reúnem notáveis acervos. Contudo, muitas coleções particulares estão em operação, abertas o ano todo. Elas promovem exposições rotativas e vendas de obras de arte. A Orquestra Filarmônica da Arménia se apresenta na recondicionada Casa de Ópera de Erevã. Além disso, várias câmaras estão disponíveis para o aprendizado da música, como a Orquestra de Câmara Nacional da Arménia e a Orquestra Serenade. A música clássica pode ser ouvida em vários pequenos locais, incluindo o Conservatório Estadual de Música de Eerevã e o Hall da Orquestra de Câmara. O jazz é popular, especialmente no Verão, quando performances ao vivo acontecem frequentemente nos cafés e bares da cidade.
Culinária
Dada a geografia e a história do país, a culinária arménia é uma das representantes da mediterrânica e caucasiana, com fortes influências da Europa Oriental e do Oriente Médio e, em menor escala, dos Bálcãs. Os arménios têm influenciado as tradições culinárias de seus países vizinhos ou cidades, como Alepo. A culinária arménia caracteriza-se pelos recheios, purés e coberturas na preparação de um grande número de carnes, peixes e legumes.
Desportos
Na Arménia jogam-se vários tipos de desportos, entre os que se destacam estão a luta livre, o levantamento de peso, o judo, o futebol, o xadrez e o boxe. O relevo da Arménia é bastante montanhoso, o que facilita a prática de desportos como esqui e o alpinismo sejam praticados massivamente. Uma vez que é um país sem litoral, os desportos aquáticos somente podem ser praticados em lagos, especialmente no lago Sevã. Competitivamente, a Arménia tem tido êxito em halterofilia e luta livre. A Arménia é também participante activo na comunidade desportiva internacional com a plena pertencida à União das Federações Europeias de Futebol e a Federação Internacional de Hóquei no Gelo.


