Arthur Annesley, 1.º Conde de Anglesey
Arthur Annesley, o 1.º Conde de Anglesey, foi uma figura proeminente na política anglo-irlandesa. Sua carreira abrangeu cargos importantes como Presidente do Conselho de Estado e Tesoureiro da Marinha, culminando em sua atuação como Lorde do Selo Privado para Carlos II. Ele herdou o título de Visconde Valentia e foi posteriormente elevado a Conde de Anglesey, marcando sua influência na nobreza.
Pontos-chave
- Arthur Annesley foi um estadista monarquista anglo-irlandês.
- Ocupou cargos de destaque como Lorde do Selo Privado e Tesoureiro da Marinha.
- Desempenhou um papel crucial na Restauração inglesa, defendendo a moderação.
- Sua carreira foi marcada por independência e fidelidade a princípios, mesmo em oposição a leis importantes.
- Teve uma numerosa descendência que continuou a linhagem e os títulos familiares.
Nascido em Dublin, Arthur Annesley teve uma educação sólida, estudando em Oxford e no Lincoln's Inn. Após uma 'Grand Tour', retornou à Irlanda e, em meio a conflitos, negociou um tratado crucial em 1647. Eleito para a Câmara dos Comuns, Annesley apoiou os parlamentares moderados e, apesar de algumas incertezas sobre sua exclusão em 1648, manteve seu assento. Sua lealdade a Cromwell e sua representação parlamentar em diferentes momentos, incluindo o Parlamento da Convenção, o prepararam para a Restauração. A instabilidade do Protetorado o levou a abraçar o monarquismo, e ele foi fundamental na concretização da Restauração, buscando clemência para os regicidas. Sua ascensão foi consolidada com a posse no Conselho Privado e a sucessão como Visconde Valentia, seguida pela criação dos títulos de Barão de Annesley e Conde de Anglesey.
A trajetória de Annesley foi definida por sua independência e firmeza em seus princípios. Em 1663, ele foi o único a protestar contra a Lei para o Incentivo ao Comércio, alertando sobre as consequências negativas para a economia e a circulação de metais preciosos. Ele também se opôs à proibição da importação de gado irlandês, uma medida que prejudicava a Irlanda. Em 1667, suas contas navais foram auditadas após sua recusa em participar de um ataque a Ormonde, resultando em sua suspensão em 1668, embora sem acusações comprovadas. Annesley também se destacou na disputa entre as Casas do Parlamento sobre o direito de emendar projetos de lei financeiros, defendendo os privilégios da Câmara dos Lordes em um panfleto erudito. Em 1673, foi nomeado Lorde do Selo Privado, mas lamentou não ter alcançado o posto de Grande Selo.
As 'Memórias de Lorde Anglesey', publicadas postumamente em 1693, geraram debate sobre sua autenticidade. Embora seu genro, John Thompson, tenha inicialmente repudiado o conteúdo como um embuste, o autor do prefácio de 'The Rights of the Lords' (1702) admitiu sua genuinidade, atribuindo a natureza fragmentada e inacabada dos documentos à sua publicação.
Arthur Annesley casou-se com Elizabeth Altham, com quem teve sete filhos e seis filhas. Seus filhos e netos sucederam nos títulos de Conde de Anglesey e Visconde Valentia. A linhagem masculina direta do 1.º Conde se extinguiu em 1844. Os títulos de Visconde Valentia e Barão Mountnorris passaram para um primo distante, Arthur Annesley, descendente do 1.º Visconde Valentia. A família Annesley continuou a deter os títulos de Conde no pariato irlandês, com o 1.º visconde sendo um ancestral comum.