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Ary Barroso

Ary Evangelista Barroso ONM • foi um renomado compositor brasileiro de música popular. Ele se tornou famoso por seus sambas, especialmente por "Aquarela do Brasil", considerada uma expressão emblemática do chamado "samba-exaltação". Barroso também foi o primeiro brasileiro indicado ao Oscar, pela música "Rio de Janeiro", do filme Brasil (1944).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
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Biografia

Filho do deputado estadual e promotor público João Evangelista Barroso e de Angelina de Resende, perdeu os pais aos 6 anos e foi criado pela avó materna, Gabriela Augusta de Resende, e pela tia, que o ensinou a tocar piano. Realizou seus estudos na Escola Pública Guido Solero, no Externato Mineiro do professor Cícero Galindo, e em ginásios de Viçosa, Leopoldina e Cataguases. Estudou teoria, solfejo e piano com sua tia Ritinha. Aos 12 anos, já trabalhava como pianista auxiliar no Cinema Ideal, em Ubá, e aos 13, foi caixeiro na loja "A Brasileira". Com 15 anos, compôs sua primeira música, um cateretê intitulado "De longe". Em 1920, após o falecimento do tio Sabino Barroso, ex-ministro da Fazenda, recebeu uma herança de 40 contos (milhões de réis), o que lhe permitiu mudar-se para o Rio de Janeiro aos 17 anos para estudar Direito, sob a tutela do Dr. Carlos Peixoto. Aprovado no vestibular, ingressou em 1921 na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante sua formação, fez amizade com colegas influentes, como Luís Gallotti (jurista, dirigente esportivo e posteriormente ministro do STF), João Lyra Filho e Odilon Azevedo, que também deixaram sua marca em diversas áreas, incluindo o direito e as artes. Essa época foi crucial para a consolidação de sua veia artística, esportiva e política.

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Carreira política

Na política, Barroso concorreu em 1946 ao cargo de vereador pelo antigo Distrito Federal, representando a União Democrática Nacional, e obteve a segunda maior votação da Câmara. Como defensor dos direitos autorais, foi um dos fundadores da União Brasileira de Compositores, onde ocupou a presidência. Sua posição política não o impediu de se aliar aos 18 vereadores do Partido Comunista do Brasil na Câmara para apoiar a construção do estádio do Maracanã, desafiando Carlos Lacerda, uma figura proeminente de seu próprio partido. Em 1955, junto com Heitor Villa-Lobos, recebeu a Ordem Nacional do Mérito do então Presidente da República Café Filho.

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Vida pessoal

Imagem: WikiMapa · BY · Openverse

Ary casou-se com Yvonne Belfort de Arantes em 26 de fevereiro de 1930. No ano seguinte, em 1931, nasceu Flávio Rubens, o primogênito do casal. Três anos depois, em 1934, nasceu Mariúza Barroso Salomao.

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Morte

Ary Barroso morreu no Rio de Janeiro, em 1964, de cirrose hepática decorrente do alcoolismo, e está enterrado no Cemitério de São João Batista.

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Legado

Ary Barroso foi o artista mais gravado por Carmen Miranda, com 30 músicas. No total, são conhecidas cerca de 264 composições de sua autoria. "Aquarela do Brasil", por exemplo, teve centenas de gravações ao redor do mundo e, até hoje, é uma das músicas que mais gera direitos autorais no exterior. Em 1964, o G.R.E.S. Império Serrano desfilou na avenida apresentando o enredo “Aquarela Brasileira”, em sua homenagem. Em 1974, Elis Regina regravou "Na batucada da vida". Em 1980, Gal Costa lançou o álbum Aquarela do Brasil, que incluía 12 obras do compositor, destacando "No tabuleiro da baiana", com a participação especial de Caetano Veloso. Em 1988, Barroso foi homenageado como tema de uma escola de samba, desta vez pela União da Ilha do Governador, que apresentou o samba-enredo "Aquarylha do Brasil". Em 1993, o jornalista e pesquisador Sérgio Cabral lançou "No tempo de Ary Barroso", uma biografia dedicada ao compositor. Em 1995, a Editora Lumiar lançou o songbook Ary Barroso, que acompanhava três CDs com uma seleção de sua obra. Em 2003, ele foi homenageado durante a entrega do Prêmio da Música Brasileira no Teatro Municipal, com o show "Ary sem fronteiras". Também em 2003, como parte das comemorações do centenário de seu nascimento, uma estátua em sua homenagem foi inaugurada na calçada do restaurante Fiorentina, no Leme, local que ele costumava frequentar.

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Fontes consultadas

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