As Dez Mais
As Dez Mais é um álbum tributo da banda brasileira de rock Titãs. Lançado em 1999 e produzido por Jack Endino, homenageia alguns de seus artistas preferidos. Em 2001, havia vendido 400 mil cópias. É o último álbum de estúdio com o guitarrista Marcelo Fromer, que morreu em 2001.
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O repertório, em sua maioria, se estendeu a versões de canções das mais diferentes gerações e vertentes da música pop brasileira. Músicas de grupos contemporâneos dos Titãs foram incluídas no disco, como "Ciúme", de 1985 do Ultraje a Rigor e "Sete Cidades", da Legião Urbana. Outras canções da geração "anos 80" interpretadas pelo grupo foram "Rotina", da banda punk paulistana Inocentes (cujo EP Pânico em SP, que contém a versão original da música, fora produzido por Branco Mello em 1986) e "Um Certo Alguém", de Lulu Santos. A geração da década de 1990 se fez presente na regravação de "Pelados em Santos", hit de 1995 dos Mamonas Assassinas. A década de 1960 foram relembrados com covers de "Querem Acabar Comigo", de Roberto e Erasmo Carlos e de "Fuga Número Dois", d'Os Mutantes. E, por fim, a década de 1970 esteve presente no repertório com interpretações de "Gostava Tanto de Você" (composição de Edson Trindade e mais tarde interpretada por Tim Maia, morto em 1998) e "Aluga-se", de Raul Seixas. A exceção ficou por conta da regravação de "Circo de Feras", tema de 1987 da banda portuguesa Xutos & Pontapés, com quem os Titãs dividiram shows quando os brasileiros excursionaram por Portugal nas décadas de 1980 e de 1990.
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Escrevendo para a Folha, Lúcio Ribeiro rechaçou o disco, dizendo que ele era mais uma jogada comercial da banda que "parece que desistiu para sempre de compor material novo para encher um álbum". Disse também que o grupo "dizimou" todas as dez faixas do disco, transformando "Rotina" em um "ska sem graça" e tirando o deboche de "Pelados em Santos".
Posicionamento da banda e de Jack Endino
Os membros Branco Mello (vocal), Nando Reis (vocal, baixo) e Sérgio Britto (vocal, teclados) comentaram: "Desde 'Sonífera Ilha', música que foi feita para estourar, brincam com a gente. Nós queremos ser galã de TV. (...) Não existe o sujeito que faz música só para vender. Primeiro, fazemos música para o nosso entretenimento (...) Isso é independente da nossa vontade. Fazemos um produto de consumo. Todo mundo tem o direito de dizer o que quiser, mas, para nós, a prioridade é artística". Mais tarde, em 2022, já fora da banda, Nando admitiu que o disco veio num momento de "saturação" do grupo, que surfava na onda do sucesso dos dois lançamentos anteriores, e analisou que participou de forma "preguiçosa" da obra.


