Pesquisa · Mapa mental

Associação Portuguesa de Desportos

Associação Portuguesa de Desportos é um clube poliesportivo brasileiro de São Paulo cuja modalidade esportiva principal é o futebol. Foi fundada em 14 de agosto de 1920 por membros da comunidade portuguesa radicados na capital paulista, e suas cores são o vermelho e o verde, em alusão à bandeira nacional de Portugal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
01

História

A Portuguesa de 1996 não ganhou nenhum título de expressão, mas ficou marcada por estar entre as melhores equipes do país. Naquele ano, a Portuguesa conquistou o Torneio Início do Campeonato Paulista e foi vice-campeã brasileira. A Lusa foi valente. Terminou a fase classificatória na 8ª colocação com 36 pontos. Um a mais do que o 9º, 10º e 11º colocados (Internacional-RS, Sport Recife e São Paulo, respectivamente). A Portuguesa, seguindo o regulamento da competição, pegaria o primeiro colocado, Cruzeiro, nas quartas de finais. Perguntado por jornalistas na sala de imprensa do Mineirão, logo após o jogo do Cruzeiro, o Presidente do clube ironizou: "Pegamos a Portuguesa? Então já estamos na semifinal!" Mas a Portuguesa cresceu, não se intimidou e despachou o Cruzeiro para Belo Horizonte com uma vitória convincente por 3–0 no estádio do Canindé. No jogo de volta a Lusa perdeu por 1–0, mas avançou.

Fundação

No dia 14 de agosto de 1385, as tropas portuguesas, lideradas por Dom João, Mestre de Avis, derrotaram as tropas de Dom João I de Castela na batalha de Aljubarrota, um dos acontecimentos mais importantes da história de Portugal, que marcou o início da dinastia de Avis, ligada aos descobrimentos que permaneceria no poder até 1580. Quase cinco séculos mais tarde, no dia 14 de agosto de 1920, o jornal O Estado de São Paulo anunciava em sua página esportiva a fundação da Associação Portuguesa de Esportes: A Portuguesa surgia da fusão de cinco sociedades lusitanas já existentes: Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de Outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense. Formada oficialmente no Salão da Câmara Portuguesa de Comércio, inicialmente como uma sociedade civil sem fins lucrativos (entidade esportiva, recreativa, assistencial, educacional).

Portuguesa de 1933

Principais jogadores deste ano, em que a Lusa foi a terceira colocada no Campeonato Paulista e também no Torneio Rio-São Paulo: Batatais, Neves e Machado. No Torneio Rio-São Paulo, a competição mais acirrada do ano de 1933 no Brasil, a Lusa fez 30 pontos em 22 jogos, com 12 vitórias, 6 empates e apenas 4 derrotas, 57 gols pró e 33 contra, saldo favorável de 24 gols.

1935–1936

A equipe da Portuguesa de 1935 e 1936 ficou marcada por ter sido bicampeã paulista. Em 1935, a Portuguesa tinha quinze anos de história e venceu o campeonato paulista daquele ano com certa facilidade, tendo sido líder absoluta durante toda a competição, só não sendo campeã invicta daquele ano, pois tropeçou no último jogo da competição contra o Ypiranga, na rua dos Ituanos. Por causa de seu tropeço a Portuguesa voltou a enfrentar a equipe do Ypiranga numa melhor-de-três pontos, empatando com a equipe do Ypiranga por 2–2, mas impondo a sua melhor categoria na segunda partida, quando impôs uma goleada por 5–2, se tornando campeã paulista de 1935, naquele que foi seu primeiro título estadual.

Década de 1950

O time da década de 1950 é considerado a melhor equipe de toda a história da Portuguesa, não só por ter conquistado títulos importantes dentro e fora do país, mas também por ter levado muitos jogadores para a seleção Brasileira. A Lusa conquistou um torneio disputado na cidade de Salvador no ano de 1951, torneio este disputado contra as equipes baianas do Esporte Clube Bahia, Esporte Clube Vitória e Esporte Clube Ypiranga, este último sendo na época, um dos grandes clubes da capital baiana, como os outros dois, que formam a conhecida dupla Ba-Vi, e também o Torneio de Belo Horizonte neste mesmo ano, disputado contra os clubes mineiros América, Atlético e Cruzeiro.

1971–1975

Terceira colocada do Paulista em 1971, a Lusa ainda chegaria em quarto em 1974, em duas belas campanhas estaduais. No ano de 1971, a rubro verde conquistou o Torneio Oswaldo Teixeira Duarte, em Goiás, contra Goiânia, Goiás e Vila Nova, vencendo na final o Goiânia por 2–1. Em 1972 a Portuguesa venceu o Torneio Quadrangular de Istambul, prenúncio da glória que viria a seguir. A Portuguesa de 1973 será lembrada por um título estadual polêmico, quando foi co-campeã paulista com o Santos Futebol Clube, após um erro do árbitro Armando Marques na contagem dos pênaltis, perante cerca de 116.000 torcedores, mas poucos citam o fato de que a Lusa teve um gol anulado neste mesmo jogo, um gol legítimo de seu centroavante Cabinho. Para se classificar para final, a Portuguesa foi campeã invicta da Taça São Paulo, com 7 vitórias e 4 empates, vindo a vencer o Palmeiras na partida decisiva disputada no Pacaembu por 3–0, perante 29.600 torcedores pagantes.

1984–1986

O time rubro-verde era liderado por Edu Marangon, criado nas categorias de base da Lusa, tendo estreado na equipe principal no ano de 1984, ano em que a Lusa foi sétima colocada no Campeonato Brasileiro. Edu foi o maestro do time vice-campeão paulista em 1985, assim como na quinta colocação do Paulistão 1986, vindo a deixar o clube em 1988. Outro grande jogador neste período, foi o experiente zagueiro Luís Pereira, que comandava a defesa do time que teve apenas 4 derrotas em 36 jogos do Paulistão 1985, ano em que a Lusa não teve os seus jogos transmitidos pela TV que detinha dos direitos desse campeonato, inclusive a final, por não concordar em receber quantia menor pelos direitos de transmissão do que Corínthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. A 23 de Abril de 1987 foi feita Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.

02

Patrimônio

Quando da sua fundação, a Portuguesa herdou a sede da Rua Domingos Paiva (sede do 5 de Outubro e do Lusíadas) e o campo da Rua Conselheiro Lafayette, Brás, que eram ambos alugados. Em outubro de 1920, a Câmara Portuguesa de Comércio cedeu o 3º andar da Rua São Bento, nº 29-B, para que servisse como sede social. Em 1921, o Campo da Companhia Predial Álvares Penteado, situado na Rua 25 de Março, foi reformado e passou a ser utilizado para os treinos da equipe de futebol. Durante as obras de terraplenagem, os jogadores da Portuguesa treinavam às quartas-feiras e aos sábados no antigo campo do Corinthians, na Ponte Grande. Aliás, nesse ano de 1921, os jogadores da Lusa eram convocados por anúncios nos jornais, e o clube pagava as passagens de bonde. Em 1922, a Portuguesa adquiriu o campo de futebol da União Artística e Recreativa Cambuci, situado na Rua Cesário Ramalho, nº 25, Lavapés, e que havia sido construído em terreno da prefeitura. No local já havia muros, pavilhões, cercas, campo gramado e arquibancada, mas foi apenas em 1925 que a APEA oficializou o estádio, permitindo o uso público.

Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte

Em 1956, a Associação Portuguesa de Desportos fez a compra de um terreno que tinha o São Paulo como dono. Nessa época, o local abrigava uma pequena estrutura com campo para treinos, um pequeno salão, vestiários e outras dependências para treinamento. Para a Portuguesa usar o terreno como seu campo, oficialmente teria que estar nas normas da Federação Paulista de Futebol, de modo que na época foram feitas várias reformas, erguidos alambrados e uma arquibancada de madeira. O estádio recebeu então o apelido de Ilha da Madeira. Em 11 de janeiro de 1956 a Portuguesa fez a sua estreia na nova casa vencendo um combinado entre os rivais, Palmeiras e São Paulo, por 3–2.

CT do Parque Ecológico

A Portuguesa tem o seu Centro de Treinamento situado no Parque Ecológico do Tietê, onde treinam o time principal e as categorias de base, com hotel próprio disponível para alojar os jogadores.

03

Símbolos

Escudos

O primeiro logotipo do clube foi apresentado em 14 de agosto de 1920, durante a fundação do clube, era um escudo português. Esse logotipo foi escolhido para homenagear Portugal. O segundo logotipo do clube, usado durante a época da união com a Associação Atlética Mackenzie College, tem um escudo com as cores de Portugal e a escrita "Mackenzie College" acima. O terceiro escudo apresentado em 1923, tinha uma Cruz de Avis vermelha delimitada por um contorno verde. A Cruz de Avis representa a independência portuguesa do Reino de Castela, que ocorreu após a Batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385. O quarto escudo as cores da borda e da Cruz de Avis foram invertidas, e agora dentro de dois círculos com o nome do clube (Associação Portuguesa de Desportos) e também com o nome da cidade (S. Paulo).

Mascotes

A primeira mascote da Portuguesa foi uma menina portuguesa chamada Severa. Seu nome foi dado em homenagem à fadista Maria Severa Onofriana, que foi uma das principais cantoras portuguesas durante o século XIX. Em 1994, a Portuguesa mudou seu mascote. O mascote original e único do clube foi substituído por um leão que usava o uniforme do clube. O leão é um dos mascotes mais comuns dos clubes de futebol brasileiros. Em 2021, após 26 anos, a mascote Severa voltou a ser mascote oficial da Portuguesa, fazendo dupla com o leão que já era o mascote oficial.

Hinos

Há dois hinos do clube. O primeiro, chamado Hino Rubro-verde, é o antigo e foi composto por Archimedes Messina e Carlos Leite Guerra. O segundo hino, chamado Campeões, é o hino atual do clube e foi composto por Roberto Leal e Márcia Lúcia.

04

Fatos e feitos

Em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo de 1954, vitória da Lusa por 3 a 1 sobre o Botafogo no Estádio do Pacaembu, após briga envolvendo todos os jogadores, o árbitro carioca Carlos de Oliveira Monteiro, também conhecido como "Tijolo", expulsou os 22 jogadores que estavam em campo, sendo esse o recorde de expulsões no futebol brasileiro. A maior goleada da história da Portuguesa aconteceu longe da torcida. Foi na Bolívia, no dia 2 de fevereiro de 1970 e o adversário era o Ferroviário, da cidade de Oruro. O time da Lusa com sua reputação de tri-fita azul, acabou fazendo uma média de três gols para cada mil metros de altitude de Oruro. O jogo terminou 12–0, gols de Milano 3, Basílio 2, Ratinho, Leivinha, Ulisses, Élcio, Luís Américo, Rodrigues e Tatá. Nenhum jogador do elenco rubro-verde poderia reclamar do técnico Aimoré Moreira, pois todos aqueles que viajaram, jogaram: Orlando (Rogério); Zé Maria (Deodoro), Marinho Perez, Guaraci e Américo (Ulisses); Lorico (Luís Américo), Leivinha (Basílio) e Paes (Élcio); Ratinho, Tatá e Rodrigues (Milano).

05

Títulos

Principais

A Associação Portuguesa de Desportos (DmC • MHIH • MHM), ao longo de sua história, além dos 3 títulos paulistas conquistados, foi vice-campeã paulista em 4 ocasiões, terceira em 13 e quarta colocada em 11 edições. Na história do Campeonato Brasileiro, a Portuguesa é a 17ª colocada no Ranking de Mérito da Revista Placar e a 18ª no Ranking de Pontos da mais importante competição brasileira. A Portuguesa ocupa o quinto lugar entre os clubes paulistas ativos, atrás de São Paulo, Santos, Palmeiras e Corinthians (ou sexto, considerando o Paulistano, inativo desde o Amadorismo).

06

Torcida

Segundo pesquisas do Instituto DATAFOLHA realizadas em 2007 e 2008, a Portuguesa possuía 0,3% da torcida dos paulistas, atrás dos outros quatro times tradicionais do Estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), assim como do Flamengo. Em 2000 e 2001, a Lusa aparecia com 1,25% e 0,77% dos torcedores, como aparece com mais de 1% em vários momentos da década de 1990, valores significativos considerando os mais de 41 milhões de população do Estado de São Paulo, lembrando que a margem de erro dessas pesquisas costuma ser de cerca de 2%, o que afeta bastante a Portuguesa nos resultados finais, muitas não espelhando a realidade dos números, em função destas margens de erro. Pesquisa DataFolha de 2012 identificou que 0,51% dos brasileiros torceriam pela Lusa, quase um milhão de torcedores. A Leões da Fabulosa é a mais antiga e tradicional torcida organizada da Portuguesa, fundada em 26 de fevereiro de 1972, a Leões da Fabulosa foi a primeira torcida organizada do clube do Canindé. O nome surgiu de uma frase marcante para narrar a entrada da Portuguesa no gramado:"Entram em campos os leões da Portuguesa com a sua fabulosa torcida."

07

Clássicos e rivalidades

São considerados clássicos do futebol paulista os confrontos da Portuguesa contra Corinthians, Palmeiras e São Paulo. E igualmente é considerado clássico paulista o confronto da Portuguesa contra o Santos. A hierarquia destes quatro clássicos é contextual, variável e por vezes incerta: é admissível, por associação direta com conceitos de outras rivalidades brasileiras e estrangeiras, destacar os três primeiros por envolverem clubes da mesma cidade e, portanto, assumir que a Portuguesa outorga-se três rivalidades principais e uma quarta abaixo por muito estreita margem. Entretanto, muito raramente a imprensa esportiva paulistana tratou a Portuguesa como rival de três, por considerar disputar títulos contra os quatro e não relegar qualquer um dos quatro neste tipo de discussão. Além disso, foi este último confronto, contra o alvinegro praiano, que registrou a decisão de título mais polêmica e o maior equilíbrio em números.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando