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Seleção Suíça de Futebol

A Seleção Suíça de Futebol representa a Suíça no futebol. é regida pela Associação Suíça de Futebol. A seleção recentemente disputou a Copa do Mundo FIFA de 2026, ficando na liderança do Grupo B, sendo eliminada na fase das quartas de final pela Argentina.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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História

A 5ª edição da Copa do Mundo, em 1954, foi sediada pela Suíça, e foi vencida pela Alemanha Ocidental por 3-2 contra a Hungria. Na disputa pelo 3º lugar, a Áustria superou o Uruguai por 3-1. A Suíça foi eliminada pelos austríacos nas quartas de final, por 7x5. O melhor resultado da Suíça em Copas do Mundo foi um 6º lugar no mundial de 1950. Nas Olimpíadas, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1924. Na Euro 2020, a Suíça terminou em terceiro lugar no Grupo A, que teve Itália, País de Gales e Turquia; no entanto, conseguiram se classificar para a próxima fase como um dos melhores terceiros colocados. Nas oitavas de final , a Suíça derrotou a França, campeã da Copa do Mundo e uma das seleções favoritas na competição, nos pênaltis, após um empate de 3 a 3 no tempo normal e superar um déficit de 1-3 no segundo tempo, para ter sua primeira vitória na fase de mata-mata em um grande torneio desde a Copa do Mundo de 1938, nas penalidades venceu por 5 a 4. Nas quartas de final, a Suíça acabou sendo eliminada nos pênaltis pela Espanha, após um empate de 1x1 no tempo regulamentar e um jogo emocionante.

Eurocopa 2004

Na Eurocopa, a Suíça ficou em 15º lugar em 2004. A equipe se classificou para a Eurocopa 2004 sediada por Portugal, ao terminar em primeiro lugar no grupo 10, à frente de Rússia e Irlanda. Após um empate em 0-0 contra a Croácia, a Suíça perdeu por 3-0 com a Inglaterra e por 3-1 contra a França, terminando assim em último lugar no grupo B do torneio. Johann Vonlanthen tornou-se o mais jovem marcador da história em competições da Eurocopa, ao empatar o jogo contra a França, batendo o recorde por três meses de diferença, apenas quatro dias depois de Wayne Rooney.

Copa do Mundo 2006: defesa invicta

A Copa do Mundo de 2006 na Alemanha foi o primeiro mundial para a Suíça desde a sua participação em 1994. Depois de terminar em segundo lugar no grupo 4, atrás da França na fase de classificação, derrotou a Turquia nas rodadas decisivas por 2-0 e por 4-2 para se classificar para o mundial. Na fase de grupos, eles jogaram novamente contra a França. A partida, disputada em Stuttgart, terminou com um empate sem gols. Após derrotar o Togo por 2-0 em Dortmund e a Coreia do Sul por 2-0 em Hanôver, terminou em primeiro lugar no grupo G, com atuações marcantes do goleiro Zuberbühler, a seleção suíça acabou obtendo a classificação para a fase eliminatória. Na segunda fase do torneio, a Suíça enfrentou a Ucrânia em Colônia. A partida teve que ser decidida nos pênaltis, já que nenhum gol foi marcado no tempo normal e na prorrogação. A Ucrânia venceu por 3-0. A Suíça é a única equipe da história das Copas a não sofrer nenhum gol durante o tempo regulamentar das suas partidas durante uma primeira fase de uma Copa. O artilheiro suíço na competição foi Alexander Frei, com 2 gols.

Eurocopa 2008

A Suíça sediou a Eurocopa 2008 em conjunto com a Áustria e, portanto, estava automaticamente classificada. A equipe jogou todas as partidas do grupo A em Basileia. Depois de perder o jogo de abertura por 1-0, contra a República Tcheca, e o segundo jogo por 2-1 contra a Turquia, foi eliminada do torneio em sua própria casa após apenas dois jogos. A consolação veio com a vitória por 2-0 sobre Portugal, na última partida da fase de grupos. Todos os 3 gols da Suíça foram marcados por Hakan Yakin. A Suíça terminou a competição em 9º lugar, o melhor desempenho do país na competição.

Copa do Mundo 2010

A Suíça jogou no grupo 2 das Eliminatórias Europeias para o Mundial de 2010 na África do Sul. Apesar de uma derrota vergonhosa em casa contra Luxemburgo, terminou em primeiro no grupo, à frente de Grécia, Letônia e Israel. Em sua primeira partida da fase de grupos, a equipe conseguiu uma vitória por 1-0 contra a Espanha, considerada a favorita da competição, o que pôs a Suíça na liderança do grupo juntamente com o Chile. Com um gol de Mark González, a Suíça perdeu para o Chile e ficou atrás dos sul-americanos na classificação. Os suíços precisavam de uma vitória na última partida, contra Honduras, mas um empate sem gols selou a eliminação dos helvéticos ainda na primeira fase. A Suíça se tornou em 2010 a seleção recordista com o maior tempo sem sofrer gols em Copas, com mais de 551 minutos, tendo a invencibilidade quebrada com um gol de Mark González na derrota para o Chile.

Copa do Mundo 2014

A Suíça jogou no grupo 5 das Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Terminou invicta com 7 Vitória e 3 Empates, num grupo que tinha Islândia, Eslovênia, Noruega, Albânia e Chipre. Ainda foi escolhida para ser cabeça de chave do Grupo E da copa de 2014. No Grupo E da copa, juntamente com Equador, França e Honduras. Sua primeira partida foi contra o Equador no dia 15 de Junho no Estádio Nacional de Brasília, (também conhecido como Estádio Mané Garrincha), quando venceu pelo placar de 2-1. No dia 20 perdeu para a França de 5 a 2 no Estádio Octávio Mangabeira (também conhecido como Estádio Fonte Nova). No dia 25 venceu Honduras por 3 a 0, todos eles feitos por Xherdan Shaqiri. A Suíça enfrentou a Argentina nas oitavas de final e segurou o placar em 0-0 até os 118 minutos, quando a Argentina abriu o placar com um gol de Ángel Di María e eliminou a Suíça.

Copa do Mundo 2018

A Suíça jogou no grupo B das Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Terminou com a grande campanha de 9 vitórias e somente uma única derrota. O grupo contou com Portugal, Hungria, Ilhas Faroe, Letônia e Andorra. Acabou ficando em 2ª colocada, empatada em pontos com a seleção portuguesa, mas perdendo no saldo de gols. Pela repescagem enfrentou a Irlanda do Norte, vencendo o primeiro jogo por 1x0 e mantendo o 0x0 no 2º jogo. No Grupo E da copa, juntamente com Brasil, Costa Rica e Sérvia. Os suíços fizeram sua estreia contra o Brasil, empatando a partida em 1x1, com gol de Zuber. Na segunda partida, venceram a Sérvia por 2x1, virando o jogo com gols de Xhaka e Shaqiri. A última partida da primeira fase foi contra a Costa Rica e terminou 2x2, com gols de Džemaili e Drmić. A adversária foi a Suécia, que se classificou em 1º lugar pelo Grupo F. A derrota por 1x0 (com um gol contra de Akanji) eliminou os suíços novamente na fase de oitavas de final.

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Torcedores

Uma das grandes dificuldades da torcida suíça está em elaborar cantos para apoiar a seleção nacional, já que no país existem quatro idiomas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche. A maior parte da população tem como idioma primário o suíço-alemão (variante não-oficial do alemão, com inúmeros dialetos diferentes espalhados pelo pequeno país) ou o francês. E com base nisso, o grito mais tradicional nos estádios é o "Hopp Schwiiz/Hop Suisse", que pode ser traduzido como "vai, Suíça", soando semelhante quando falado nos dois idiomas. Em alemão, o nome do país é Schweiz, mas os cantos utilizam o nome do país em suíço-alemão, Schwiiz (pronuncia-se "Schvíts"). Antes do início das partidas disputadas em território suíço pode-se ouvir os torcedores gritando em coro a referida frase. É também bastante comum ouvir os torcedores tocando sinos de vacas durante as partidas (e não é raro vê-los vestidos com fantasias de vacas, também), uma maneira bem-humorada de brincar com a tradição do país em produzir laticínios e chocolates apreciados no mundo todo (alguns chapéus em formato de queijo também costumam ser vistos no meio da torcida durante os jogos).

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Jogadores naturalizados ou com dupla cidadania

Atuando pela Suíça

Algo que chama a atenção sobre a seleção suíça é a grande quantidade de jogadores nascidos em outros países, ou então com descendência direta de outros países (principalmente nações dos Bálcãs e nações africanas). O grande número de imigrantes e filhos de imigrantes atuando pela equipe teve influência positiva e trouxe um novo status para os helvéticos, que passaram a figurar em posições elevadas no Ranking da FIFA. Grandes nomes da seleção suíça e que já não atuam mais pelo time nacional, como Philippe Senderos (pai espanhol, mãe sérvia), os irmãos Hakan Yakin e Murat Yakin (ambos filhos de pais turcos), Ciriaco Sforza (filho de italianos) e Kubilay Türkyılmaz (filho de turcos que, inclusive, pediu para não enfrentar a Turquia por medo de ser chamado de traidor), se incluíam nessa estatística.

Atuando por outras seleções

Há também o inverso: jogadores nascidos na Suíça, mas que optaram por defender outras nações (geralmente, filhos de imigrantes que optam por defender a nação de seus pais), com um grande número de jogadores optando por jogar em seleções dos Bálcãs (muitos dos nomes chegaram a defender as cores suíças nas categorias de base, mas acabaram aceitando convites de outras seleções na categoria adulta), como o italiano Roberto Di Matteo. O nome de maior peso na lista talvez seja o de Ivan Rakitić, craque que ajudou a seleção croata a chegar à final da Copa do Mundo e que, apesar de ter nascido na Suíça e ter atuado nas categorias de base dos helvéticos, optou por defender a seleção principal da nação de seus pais. Zdravko Kuzmanović e Taulant Xhaka também são nomes de destaque, além de Florent Hadergjonaj, que chegou a defender a Suíça na categoria principal, mas agora defende Kosovo. Outros nomes da atualidade são:

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Rivalidades

Alemanha

Muitos suíços encaram a Alemanha como um rival, mesmo com toda a disparidade técnica e de tradição entre as equipes. Os alemães são vistos pelos suíços como um rival muito superior a ser batido, algo como "Davi vs. Golias", e qualquer resultado diferente de uma derrota contra é visto com bons olhos, especialmente quando levado em conta o retrospecto amplamente favorável para os alemães. Também não é incomum ver a torcida suíça se alegrar com derrotas ou tropeços dos vizinhos da Alemanha (como a queda alemã ainda na primeira fase durante a Copa do Mundo FIFA de 2018). Os alemães se sagraram campeões na Copa do Mundo FIFA de 1954, sediada pela Suíça.

Áustria

Os suíços descrevem a rivalidade com a Áustria como um adversário do mesmo patamar, que pode ser encarado de igual para igual. Alguns, inclusive se referem aos jogos contra os austríacos como se fosse uma "briga entre irmãos" (algo semelhante aos brasileiros, que chamam os argentinos de "hermanos"). Parte da rivalidade vem das disputas históricas entre os países vizinhos. Áustria e Suíça sediaram em conjunto a Euro 2008, mas ambas acabaram eliminadas ainda na 1ª fase da competição. A Suíça sediou a Copa do Mundo FIFA de 1954 e foi eliminada nas quartas de final exatamente pelos austríacos por 7x5 (que foram eliminados na rodada seguinte pelos alemães). Os últimos 3 confrontos foram vencidos pelos suíços (o último disputado em 2015).

Turquia

A rivalidade com os turcos se intensificou bastante após recentes embates, principalmente após a briga generalizada que aconteceu em 2005, ao fim da partida válida pela repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, em Istambul. Os turcos chegaram perto de conseguir a vaga, mas inconformados com a derrota partiram para cima dos suíços (juntamente com policiais e agentes de seguranças turcos). Uma imagem que veiculou bastante foi do chute desferido por Benjamin Huggel no assistente-técnico turco Mehmet Özdilek e um soco em Alpay Özalan (que acabara de chutar Marco Streller), que foi tratado pela imprensa turca como uma "covardia". O fato, porém, é que a imprensa turca omitiu a parte da imagem onde Özdilek agride um suíço primeiro, causando assim o revide de Huggel (que foi suspenso por 6 jogos por conta do chute), fato amplamente condenado pelos suíços (tanto o vídeo editado quanto o vídeo completo podem ser encontrados na internet). O incidente provocou a suspensão de alguns jogadores turcos e em hospitalização do zagueiro suíço Stéphane Grichting, além de acender uma grande rivalidade entre as duas seleções. A equipe da Suíça conta com alguns jogadores de descendência turca e já aconteceu de um de seus jogadores (Kubilay Türkyılmaz, filho de turcos) pedir para não entrar em campo contra a Turquia por receio de ser chamado de traidor.

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Fontes consultadas

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