Atirador especial
Um atirador especial (português europeu) ou atirador de elite (português brasileiro), comumente chamado pelo termo em inglês sniper, é um soldado de infantaria militar ou paramilitar, ou mesmo da polícia, especializado em armas e tiro de precisão. Persegue e elimina inimigos selecionados com um único tiro de arma de precisão. Outras denominações pelas quais são conhecidos os atiradores especiais são: atirador furtivo, franco-atirador, caçador, atirador de escol, atirador de tocaia ou simplesmente atirador.
O nome sniper vem do verbo to snipe, que se originou na década de 1770 entre os soldados da Índia britânica em referência a atirar em narcejas ("snipe", em inglês), uma pernalta considerada uma ave de caça extremamente desafiadora para os caçadores devido ao seu estado de alerta, cor de camuflagem e comportamento de voo errático. Os caçadores de snipes, portanto, precisavam ser furtivos, além de serem bons rastreadores e atiradores. No século XVIII, cartas enviadas para casa por oficiais ingleses na Índia referiam-se ao tiro de caça silvestre diário como "sniping", já que um habilidoso esportista com uma arma de pederneira precisava de muita paciência e resistência para atirar em uma narceja em vôo. Conseguir tal tiro era considerado excepcional. Durante o final do século XVIII, o termo "snipe shooting" foi simplificado para sniping. Isso evoluiu para o substantivo agente sniper, aparecendo pela primeira vez na década de 1820. O termo sniper foi atestado militarmente pela primeira vez em 1824, tornando-se lugar-comum na Primeira Guerra Mundial.
Um oficial do exército dos Estados Confederados da América teve a ideia de criar um grupo de atiradores de elite para, durante as batalhas, atingirem os oficiais do Norte à distância, desestabilizando seu comando. Esses atiradores foram recrutados entre colonos da fronteira, em geral caçadores, que eram muito hábeis com seus rifles ao caçar vários animais, entre eles pássaros pequenos e muito rápidos: snipe, ("narceja") que para serem atingidos, tinham que ser alvos de tiros de muita precisão. Por essa característica, passaram a ser conhecidos como snipers. O país que primeiro utilizou de forma sistemática snipers em suas tropas foi o Império alemão, durante a Primeira Guerra. Depois foi imitado por outros e na Segunda Guerra, todos os exércitos tinham escolas exclusivas para sua formação. Atiradores especiais dos países da OTAN são, normalmente, empregues em equipes de dois elementos, em que um é o atirador e o outro o observador. Apesar da separação de funções entre os dois elementos da equipe, é normal que ambos sejam qualificados como atiradores especiais, alternando nas funções de atirador e observador para evitar a fadiga que a atividade gera.
As forças de segurança só empregam atiradores especiais em situações táticas com reféns. Estes atiradores estão treinados para atuarem como último recurso quando existe uma ameaça direta e imediata à vida de pessoas. Os atiradores especiais da polícia atuam geralmente a distâncias mais curtas que as dos correspondentes militares, ou seja, a menos de 100 metros, e mesmo a menos de 50 metros. Quando chegam ao ponto de receber ordem para atirar, os atiradores da polícia devem disparar a matar, e não apenas para ferir. Têm havido algumas exceções à regra de atirar e matar dos atiradores especiais da polícia. Existem casos em que os atiradores dispararam contra uma pessoa para a impedir de se suicidar, atingindo-a, por exemplo, na mão que segura a arma. No entanto, estas utilizações são polêmicas e de êxito duvidoso.


