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Atirador especial

Um atirador especial (português europeu) ou atirador de elite (português brasileiro), comumente chamado pelo termo em inglês sniper, é um soldado de infantaria militar ou paramilitar, ou mesmo da polícia, especializado em armas e tiro de precisão. Persegue e elimina inimigos selecionados com um único tiro de arma de precisão. Outras denominações pelas quais são conhecidos os atiradores especiais são: atirador furtivo, franco-atirador, caçador, atirador de escol, atirador de tocaia ou simplesmente atirador.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Etimologia

O nome sniper vem do verbo to snipe, que se originou na década de 1770 entre os soldados da Índia britânica em referência a atirar em narcejas ("snipe", em inglês), uma pernalta considerada uma ave de caça extremamente desafiadora para os caçadores devido ao seu estado de alerta, cor de camuflagem e comportamento de voo errático. Os caçadores de snipes, portanto, precisavam ser furtivos, além de serem bons rastreadores e atiradores. No século XVIII, cartas enviadas para casa por oficiais ingleses na Índia referiam-se ao tiro de caça silvestre diário como "sniping", já que um habilidoso esportista com uma arma de pederneira precisava de muita paciência e resistência para atirar em uma narceja em vôo. Conseguir tal tiro era considerado excepcional. Durante o final do século XVIII, o termo "snipe shooting" foi simplificado para sniping. Isso evoluiu para o substantivo agente sniper, aparecendo pela primeira vez na década de 1820. O termo sniper foi atestado militarmente pela primeira vez em 1824, tornando-se lugar-comum na Primeira Guerra Mundial.

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Atiradores militares

Um oficial do exército dos Estados Confederados da América teve a ideia de criar um grupo de atiradores de elite para, durante as batalhas, atingirem os oficiais do Norte à distância, desestabilizando seu comando. Esses atiradores foram recrutados entre colonos da fronteira, em geral caçadores, que eram muito hábeis com seus rifles ao caçar vários animais, entre eles pássaros pequenos e muito rápidos: snipe, ("narceja") que para serem atingidos, tinham que ser alvos de tiros de muita precisão. Por essa característica, passaram a ser conhecidos como snipers. O país que primeiro utilizou de forma sistemática snipers em suas tropas foi o Império alemão, durante a Primeira Guerra. Depois foi imitado por outros e na Segunda Guerra, todos os exércitos tinham escolas exclusivas para sua formação. Atiradores especiais dos países da OTAN são, normalmente, empregues em equipes de dois elementos, em que um é o atirador e o outro o observador. Apesar da separação de funções entre os dois elementos da equipe, é normal que ambos sejam qualificados como atiradores especiais, alternando nas funções de atirador e observador para evitar a fadiga que a atividade gera.

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Atiradores especiais da polícia

As forças de segurança só empregam atiradores especiais em situações táticas com reféns. Estes atiradores estão treinados para atuarem como último recurso quando existe uma ameaça direta e imediata à vida de pessoas. Os atiradores especiais da polícia atuam geralmente a distâncias mais curtas que as dos correspondentes militares, ou seja, a menos de 100 metros, e mesmo a menos de 50 metros. Quando chegam ao ponto de receber ordem para atirar, os atiradores da polícia devem disparar a matar, e não apenas para ferir. Têm havido algumas exceções à regra de atirar e matar dos atiradores especiais da polícia. Existem casos em que os atiradores dispararam contra uma pessoa para a impedir de se suicidar, atingindo-a, por exemplo, na mão que segura a arma. No entanto, estas utilizações são polêmicas e de êxito duvidoso.

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Fontes consultadas

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