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Itaúna

Itaúna é um município brasileiro localizado no estado de Minas Gerais, na Região Centro-Oeste do estado. Integra o Colar Metropolitano de Belo Horizonte e situa-se a cerca de 80 quilômetros da capital mineira, inserido na área de influência do Quadrilátero Ferrífero. O município limita-se com Itatiaiuçu ao sul, Mateus Leme a leste, Carmo do Cajuru a oeste, Pará de Minas ao norte e Igaratinga a noroeste.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Etimologia

O topônimo "Itaúna" tem origem na língua tupi, derivando da junção dos termos itá ("pedra") e una ("preta" ou "escura"), resultando no significado de "pedra preta" ou "pedra negra". A denominação está associada a características naturais da paisagem local, especialmente à presença de afloramentos rochosos escuros na região onde se desenvolveu o núcleo original do povoamento.

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História

Primórdios: séculos XVII e XVIII

A história de Itaúna começa durante o período colonial, em que as bandeiras paulistas adentravam o sertão brasileiro. Segundo informações retiradas de "História de Itaúna", de Miguel Augusto Gonçalves de Souza, o primeiro branco a percorrer a região em que se encontra Itaúna foi Lourenço Castanho Taques, que ao contrário de outro bandeirante, Fernão Dias Pais Leme, enfrentou indígenas Cataguases em 1675 e fez um acampamento às margens do Rio São João, no que hoje seria Itaguara. Lourenço era filho de Pedro Taques, português, e Ana de Proença, paulista. Faleceu em São Paulo, em 1677.Em 1710, após a Guerra dos Emboabas, o bandeirante Manoel de Borba Gato, em uma de suas sesmarias, alcançou o vale do São João.

Sant'Ana de São João Acima - séculos XVIII e XIX

Há certa discussão acerca de quem foi o primeiro povoador dessas terras. De acordo com João Dornas Filho, o primeiro morador do município foi Antônio Gonçalves da Guia, do que discordou o engenheiro e empresário itaunense, já falecido, Osmário Soares Nogueira, também estudioso da história da região, para quem o habitante pioneiro foi Manuel Pinto. A polêmica sobre o primeiro povoador da região não se encerra nesses dois nomes. Guaracy de Castro Nogueira, historiador e genealogista itaunense, ex-reitor da Universidade de Itaúna, sustenta que o pioneiro na região foi o Sargento-mor Gabriel da Silva Pereira, cujo penta neto, Osmando Pereira da Silva, veio a ser prefeito da cidade. Manoel Pinto de Madureira, erroneamente às vezes gravado como Manoel Pinto Moreira, é, para Miguel Augusto Gonçalves de Souza, "comprovadamente, construtor, no mais amplo sentido da expressão, da Capela de Santana [Hoje Rosário], e, sobretudo, como DOADOR, de seu patrimônio, núcleo inicial formador do novo arraial".A doação, referente à construção da capela, foi feita em 11 de outubro e registrada pelo Arcebispado de Mariana em 14 de outubro de 1765, o que torna Manoel Pinto de Madureira o incontestável fundador do Arraial de Santana do São João Acima.

"A criação do Município de Itaúna e seu despertar para o progresso": 1888 a 1930

O segundo censo nacional, realizado em 1890, apontou que a população de Santana do São João Acima atingiu a marca de 5168 habitantes, crescendo 21,34% em relação a 18 anos antes. Foi nessa década que os sentimentos emancipacionistas dos moradores do arraial se fortaleceram, em especial o de Augusto Gonçalves de Souza. Ele, jovem médico, nascido em 1861, formado doutor em 1888 (em cuja cerimônia de colação de grau, segundo consta, se recusou a beijar a mão de Dom Pedro II, vistos seus ideais republicanos), que foi eleito deputado estadual para o congresso e também para a constituinte do estado, em 1891, com 57510 votos. Em 1894, foi reeleito, e, com sua proximidade com o alto escalão estadual, passou a procurar, ainda mais, a emancipação de sua terra natal.

Crescimento e Consolidação: 1930 em diante

Conta Iracema de Sousa: "Até a Itália foram os seguintes; Antônio Lopes de Morais, Elídio Afonso Guimarães, José Ferreira de Matos, Valdemar e Amado. E também os radicados em Itaúna: Major Rui Machado, Geraldo Rodrigues China e Inácio Campos Cordeiro. Valdemar e um outro, apelidado por “Mula Manca”, acabaram seus dias sofrendo das faculdades mentais, ou melhor dizendo, de neuroses de guerra. “Mula Manca” vivia cantando pelas ruas da cidade coisas desconexas, mas que lembravam os dias de combate. Por exemplo: “o navio de guerra quer falar contigo”, ou então: “o navio de guerra e o paraquedista”. E assim, esses dois foram-se desaparecendo, no turbilhão da vida. Maria Magdalena Carneiro e Geralda Garcia Braz também se ofereceram “voluntárias”, como enfermeiras da Cruz Vermelha, mas só ficaram em Belo Horizonte tratando dos soldados feridos que regressavam da frente de batalha.

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Símbolos

São símbolos municipais de Itaúna a bandeira, o brasão e o hino. Todas as informações citadas são retiradas do Portal Oficial da Prefeitura de Itaúna

Bandeira

Criada por Eponina Maria do Carmo Nogueira Gomide Soares em 1959, através de um concurso feito pela Prefeitura vigente à época. Composta de um fundo branco, que simboliza a neutralidade, uma faixa diagonal bicolor, de cima para baixo, partindo do mastro, sendo o verde a de cima, representando a bandeira brasileira, e o vermelho escuro a de baixo, representando a bandeira portuguesa, mineira e os próprios bandeirantes.

Brasão

"O gado e a planta: Agricultura e pecuária; Cinco torres: representa a cidade; Roda de fiar: Indústria textil (base sólida do progresso); Livro: Representa educação; Engrenagens: Indústria mecânica; Cor verde: campo; Vermelho: Minério"

Flor

Por decreto de 27 de junho do ano 2000, a orquídea Cattleya Walkeriana, nativa da região, foi instituída como flor-símbolo do município, sendo o dia 1º de maio comemorado o Dia Municipal da Orquídea Cattleya Walkeriana.

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Geografia

Angu Seco, Arrudas, Barragem, Barreiro, Braúna, Brejo Alegre, Cachoeira, Cachoeira D'Água, Cachoeirinha, Cafuringa, Calambau, Camilos, Campos, Carneiros, Coelhos, Córrego do Soldado, Deus me Livre, Empanturrados, Freitas, Fundão, Grota dos Paulistas, Jacuba, Lopes, Marques, Mato Grosso, Mamonal, Morro Grande, Paulas, Retiro dos Farias, São José de Pedras, Sumidouro, Tocas, Três Barras, Vista Alegre e Vila Maçonaria.

Localização

Itaúna tem uma população estimada de 102 500 habitantes, conforme a previsão divulgada pelo IBGE em 2024, sendo a 327ª cidade mais populosa do Brasil e a 35ª de Minas Gerais, e uma área de 495,875 quilômetros quadrados. Localiza-se na região cortada pelo paralelo 20º 04' 32" de latitude sul e pelo meridiano 44º 34' 35" de longitude oeste. Itaúna limita-se ao norte com Igaratinga e Pará de Minas, a leste com Mateus Leme, ao sul com Itatiaiuçu e a oeste com Carmo do Cajuru

Relevo

O relevo do município é 40% montanhoso, 40 % ondulado e 20% plano. O ponto de altitude máxima em itaúna situa-se na Serra Azul, com 1.330 metros de altitude, no limite com o município de Itatiaiuçu. Já o ponto de altitude mínima é a Fazenda Córrego do Sítio, com 727 metros de altitude. A sede do município se situa a um altitude de 809m.

Hidrografia

A cidade é cortada pelo Rio São João, afluente do Rio Pará, que, por sua vez, é afluente do Rio São Francisco. São afluentes do Rio São João: o Córrego do Soldado, o Ribeirão dos Capotos, o Ribeirão Calambau, o Ribeirão dos Coelhos, o Ribeirão Joanica e o Ribeirão Bagaço. Há duas represas no território: do Benfica e dos Britos. O município faz parte das bacias hidrográficas: Bacia do Rio Pará (afluente do Rio São Francisco) e Bacia do Rio Paraopeba (afluente do Rio São Francisco). O rio tem grande importância na cidade, e recentemente, a prefeitura de Itaúna vem realizando projetos de limpeza e conservação do rio. A localidade rural de Freitas, próxima a Itatiaiuçu é o local da nascente do Ribeirão Serra Azul, que é conhecido na região pelo nome de Ribeirão dos Freitas. O ribeirão é represado no município de Juatuba para formação do reservatório Serra Azul. O empreendimento, denominado Sistema Serra Azul, pertence à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA). A represa é a terceira maior do Sistema Integrado do Paraopeba. Nesse sistema as populações da Região Metropolitana de Belo Horizonte são atendidas conjuntamente pelos sistemas de abastecimento do rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores.

Clima

Pela classificação de Köppen, o clima de Itaúna é do tipo Cwa: Tropical de Altitude com verões quentes. Abaixo, há um gráfico acerca dos dados climatológicos do município.

Demografia

De acordo com dados coletados pelo IBGE em 2022, Itaúna é a trigésima quinta maior cidade do estado de Minas Gerais, com à época, 97669 habitantes. Na tabela ao lado, encontra-se a evolução da população municipal com base nos censos demográficos. Nela, a queda entre os anos de 1940 e 1950 se dá, muito provavelmente, pela emancipação de distritos. Dos habitantes registrados em 2022, 48.076 eram homens e 49.593 mulheres. Em relação à cor de pele, 49.690 declararam-se brancos, 39.948 pardos, 7.918 negros, 72 amarelos e 40 indígenas. Além disso, nove pessoas se consideram quilombolas. A idade mediana da população itaunense é de 37 anos.

Bairros

O município possui atualmente cerca de 80 bairros: Aeroporto, Aeroporto II, Alaita, Antunes, Bela Vista, Belvedere, Centenário, Centro, Cerqueira Lima, Chácara do Quitão, Cidade Nova, Cidade Nova II, Bairro das Graças, Boulevard Lago Sul, Distrito Industrial, Dona Jovenila, Eldorado, Fazenda da Chácara, Garcias, Godofredo Gonçalves, Irmãos Auler, Itaunense, Itaunense II, Jadir Marinho, João Paulo II, JK, Leonane, Lourdes, Monte Carlo, Morada Nova I, Morada Nova II, Morro do Engenho, Morro do Sol, Murilo Gonçalves, Nogueira Machado, Nogueirinha, Nova Vila Mozart, Novo Horizonte, Olímpio Moreira I, Olímpio Moreira II, Palmeiras, Parque Jardim Santanense, Parque Jardim América, Parque Primavera, Padre Eustáquio, Piaguassu, Piedade, Pio XII, Recanto dos Peixotas, Residencial Santanense, Residencial São Geraldo, Res. Santa Edwiges, Santa Edwiges, Santa Mônica, Santa Mônica II, Santanense, Santiago, Santo Antônio, São Bento, São Geraldo, São Judas Tadeu, Sion, Três Marias, Tropical, Universitário, Vale das Aroeiras, Vale dos Pequis, Várzea da Olaria, Veredas, Veredas II, Vila Augusto Chaves, Vila Israel, Vila Mozart, Vila Nazaré, Vila Santa Maria, Vila Tavares, Vila Vilaça, Vitor Gonçalves de Souza, Vitória, Vila Washington.

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Infraestrutura

Educação

Como dito anteriormente, Itaúna recebeu da UNESCO o título de Cidade Educativa Mundial. Referente à educação básica, Itaúna abriga diversas instituições: escolas privadas como o Colégio Sant'Ana, Colégio Losango, SESI Itaúna, Cenecista Educare e Escola Recanto do Espírito Santo. Na rede pública, Itaúna também é bem guarnecida com, no nível municipal, as escolas Artur Contagem Vilaça (B. Cidade Nova), Dona Cota (B. Morada Nova), Dr. Lincoln Nogueira Machado (B. de Lourdes), Aida Moreira de Faria (B. Jadir Marinho), Pe. Waldemar Antônio P. Teixeira (B. Parque J. Santanense), Souza Moreira (B. Santanense), Augusto Gonçalves (Centro), Professora Celuta das Neves (B. Santo Antônio), Dona Dorica (B. Váreza da Olaria) e o CESU (Supletivo), que funciona no mesmo prédio da Escola Municipal Augusto Gonçalves. Já na zona rural, existem as escolas João Luis de Souza (Barragem), Eduardo Gomes (Brejo Alegre), Dolores Nogueira Penido (São José de Pedras), João Nogueira Penido (Campos), Ismael de Souza Arruda (Carneiros), José Antunes Ribeiro (Córrego do Soldado) e Modestino Francisco Rabelo (Vista Alegre).

Saúde

Itaúna conta com um hospital, uma policlínica e vinte e dois postos de saúde, estes distribuídos entre os bairros da cidade. Nestes, encontram-se serviços mais básicos, como clínicos, enfermeiros, fisioterapeutas e aplicação de vacinas. Na policlínica Dr. Ovídio Nogueira Machado, localizada no bairro São Geraldo, são oferecidos atendimentos mais especializados, como ginecologia, urologia, odontologia, cardiologia, realização de exames e pequenas cirurgias. No mesmo prédio, fica a secretaria de saúde do município e a base de operações do Samu. Já na Casa de Caridade Manoel Gonçalves, no bairro Vila Augusto Chaves, encontra-se o pronto socorro da cidade, voltado para atendimento público de urgência e emergência. Acoplado a ele, está o pronto atendimento particular da Unimed Itaúna. Além disso, no Centro, há a Farmácia Popular, onde os cidadãos podem requerer remédios de uso contínuo e medicamento de alto custo gratuitamente.

Saneamento básico

A responsabilidade pela água, esgoto e coleta de lixo em Itaúna é do SAAE, Serviço Autônomo de Água e Esgoto. De acordo com dados do Instituto de Água e Saneamento, 100% dos domicílios, seja em área urbana ou rural, são acessados pela rede de água. No entanto, apenas 96,9% da entrega hídrica se dá pela Rede Geral de Distribuição, com os outros habitantes sendo atendidos por caminhões pipa, poços artesianos, cacimbas, poços rasos, minas d'água ou retirada dos próprios cursos. No âmbito da coleta de esgoto, o mesmo levantamento aponta que 93,7% dos itaunenses são atendidos pela rede de esgoto. Dentre os outros 6,3%, a a maioria usa fossas sépticas ou buracos rudimentares. Apesar disso, 14 não têm nenhum tipo de banheiro ou sanitário em suas propriedades. Por fim, no âmbito da coleta de lixo, 99,4% dos moradores têm o lixo coletado. O 0,6% queima ou enterra seus resíduos. Além disso, Itaúna é uma das poucas cidades do Brasil a oferecer a coleta seletiva, que funciona no município desde 2002.

Segurança pública

O município conta com os serviços de segurança pública de diversos órgãos, como o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e a Polícia Penal, havendo também a intenção de adicionar uma Guarda Civil Municipal. Ainda, atuam na cidade o CONESPI, Conselho Comunitário de Segurança Pública de Itaúna, e a ASPI, Associação de Segurança Pública de Itaúna, instituições privadas e sem fins lucrativos, que exercem o papel de discutir a segurança pública diretamente com participação do cidadão.

Energia

A CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais) é responsável pela distribuição de energia no município. A empresa possui uma subestação localizada na Rodovia MG-431 ao lado do Campus Verde da Universidade de Itaúna, com capacidade de 65 mega watts, que atende aos municípios de Itaúna e Itatiaiuçu. A iluminação pública municipal é gerenciada pela Prefeitura Municipal. Itaúna anda é cortado por um gasoduto da Gasmig, que fornece gás natural para as empresas municipais.

Transportes

Cortam o município duas rodovias estaduais: MG-050 (Rodovia Newton Penido) e MG-431 (Rodovia Nilo Penido). Elas conectam a cidade a artérias maiores em nível nacional, como a BR-262 e a BR-381 (Fernão Dias). Itaúna é cortada pela Linha Garças a Belo Horizonte da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, que possui três estações no município (Centro (museu), Leonane e Santanense) e o liga à cidade de Iguatama e à capital mineira, Belo Horizonte. A ferrovia se encontra atualmente concedida à Ferrovia Centro Atlântica para o transporte de cargas.

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Cultura

Teatro

Parte memorável da história municipal, a tradição teatral itaunense merece um capítulo à parte. As informações aqui citadas são, todas, referentes ao Registro de Bem Cultural Imaterial - História do Teatro em Itaúna, disponibilizado pela Prefeitura Municipal. Os primeiros registros de obras teatrais realizadas com atores itaunenses, em Itaúna, datam de 1877, quando, em um galpão improvisado no largo da Matriz, foram encenadas as comédias “A Esperteza do Rato”, de Rangel de Lima e “A Beata da Mantilha”, de José João Rodrigues, autores contemporâneos à época. Durante 13 anos, não existem registros de obras sendo encenadas, mas, em 1890, começaram as movimentações para a construção de um espaço dedicado exclusivamente às artes cênicas. Foi, por mando do sr. dr. Augusto Gonçalves de Souza Moreira, mandado construir o "Theatro Sant'Anna", inaugurado em 5 de outubro do referido ano, localizado ao lado esquerdo do Largo da Matriz, apresentando a peça "Mãe", reapresentada 14 dias depois. As primeiras montagens foram feitas pela "Companhia Theatro Sanctanense", construída em 1893. Até 1938, mais de 50 peças foram apresentadas no teatro, são algumas delas:

Festa do Reinado

Como todos sabemos, a escravidão no Brasil perdurou do século XVI até o final do XIX. Se na África as pessoas eram escravizadas em caso de guerra entre as nações, no Brasil ela acontecia por puro euro e etnocentrismo, tanto que até mesmo reis africanos vieram para cá escravizados. Um deles era Galenga, rei do Congo, cuja tribo, ele incluso, foi traficada, desembarcando em Vila Rica na década de 1740. Usando de muitas artimanhas, ele desviava o ouro que minerava, a fim de comprar a alforria sua e de seu filho. Depois, abriu sua própria mina para poder conseguir dinheiro para comprar a alforria de seus compatriotas. Ele era recebeu um nome cristão, Francisco, e, na semana da festa de Nossa Senhora do Rosário, Francisco era coroado como "Chico Rei", e sua história se espalhou pela capitania. Segundo conta o professor Luiz Mascarenhas, no antigo arraial de Santana do São João Acima havia muito trânsito de escravizados, e, consequentemente, muitos quilombos, como o do Caetano Preto, entre Itaúna e Pará de Minas, e outro localizado na Serra do Elefante em Mateus Leme.

Carnaval

O Entrudo era uma prática popular no Brasil colonial e imperial, em que as pessoas iam para as ruas para brincar e fazer trotes. Durante o século XIX, a prática do entrudo foi, aos poucos, sendo substituída pelo Carnaval. Mas em Santana do São João Acima, arraial interiorano, em 1880 o entrudo ainda vivia. No referido ano, uma grande confusão aconteceu em Santana. Tudo porque José Manoel de Oliveira, no espírito carnavalesco, resolveu brincar o entrudo com com a filha de Paulino Caetano Alves, jogando nela um limão de cheiro. Quem não gostou nada foi o pai, que tentou esfaquear o pretendente, e, não conseguindo sucesso, atirou nele com uma espingarda. Num julgamento que durou cinco anos, o pai foi absolvido. Com esse caso, mostra-se que o espírito carnavalesco provavelmente acompanhou Itaúna desde longínquas eras.

Esporte

O esporte mais popular da cidade é o futebol. De acordo com o Globo Esporte, em 2015, o Cruzeiro tem a preferência de 50,3% dos itaunenses, seguido por 33,3% do Atético-MG. O principal estádio é o José Flávio de Carvalho, com capacidade para aproximadamente 2000 pessoas, o qual abrigava a extinta equipe do Esporte Clube Itaúna e, atualmente, é palco de jogos dos campeonatos municipais e de partidas das divisões de base da equipe do Internacional de Minas. O Inter manda os jogos da equipe profissional e alguns jogos das categorias de base, principalmente os contra os clubes de Belo Horizonte, no estádio do Complexo Esportivo da Universidade de Itaúna. Além deles, ainda existem os estádios: Divino Ribeiro Leite, Divinão, no Bairro das Graças; João Tadeu de Oliveira, Garcião, no Bairro Garcias; Vitor Gonçalves, em Santanense, casa do Souza Moreira; Manuel Lopes de Oliveira, Manoelzão, no Bairro Novo Horizonte, casa do Flamengo do Cerrado. Ainda existem ginásios para a prática de esportes indoor , como o Poliesportivo JK, no Bairro Cerqueira Lima, Hélio Maciel, no bairro Itaunense, e o ginásio da Praça de Esportes de Santanense.

Comunicação

Contam Raymundo Corrêa de Moura e Celso Brant: "Antes da primeira indústria e antes da emancipação política administrativa, já existia aqui um magnífico órgão de imprensa. Era o 'Centro de Minas', cujo primeiro número saiu em 1890, sendo seu fundador Manoel Gonçalves de Sousa Moreira. Bem analisada, verifica-se que a história desta comuna começa exatamente naquele ano. A partir dele é que o distrito de Santana de São João Acima levanta-se para se impor no cenário mineiro. Estavam nessa ocasião solidamente entrelaçados e formando um único bloco, as gerações dos Gonçalves e Nogueiras, pioneiros da civilização itaunense em todos os setores e atividades."

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Personalidades

Sobre alguns nomes importantes na História do município

Todas as informações abaixo escritas são retiradas de História de Itaúna, de Miguel Augusto Gonçalves de Souza e de notícias da época Doutor Augusto Gonçalves de Souza Moreira – Consulte a página a ele dedicada. João de Cerqueira Lima – Nasceu em Castanheiro de Pera, Portugal, em 21/04/1871. Em 1881, se mudou com a família para Bonfim, Minas Gerais. No ano seguinte, com 11 anos, ele deixou Bonfim para trabalhar como caixeiro na firma de Manoel José de Souza Moreira, em Santana de São João Acima. Trabalhava como comerciante e dirigiu a Companhia de Tecidos Santanense. Faleceu em 11/09/1942, no Rio de Janeiro. Antônio Pereira de Matos – Nasceu em Santana do São João Acima em 30/03/1858. Foi diretor da Companhia de Tecidos Santanense e acionista da Itaunense. Em sua administração municipal, alcançou a luz elétrica, telefonia e calçou várias ruas do centro da cidade. Veio a falecer em 27/02/1927.

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Política

Poder Executivo

Segundo informações retiradas de "Capítulos da História Itaunense", de Miguel Augusto Gonçalves de Souza, Itaúna teve até 2001 um total de 19 prefeitos, em 27 mandatos; são eles: (Prefeitos cuja sigla não é denotada, infere-se que o dado não foi encontrado). Mardocheu Gonçalves de Souza (01/03/02 em diante) Partido da Mobilização Democrática Nacional Eleito com 23132 votos, ante 11227 de Pedro Paulo Pinto, segundo colocado.

Poder Legislativo

Historicamente, segundo o historiador itaunense Miguel Augusto Gonçalves de Souza, "A plena organização do município se prosseguiu, com intensidade, ao longo dos anos de 1903 e 1904." A instalação do Termo Judiciário, que hoje conhecemos como Câmara Municipal, se deu às doze horas do dia vinte e um de abril e mil novecentos e quatro. Segue a lista de presidentes da Câmara Municipal de Itaúna, baseada em informações retiradas do portal da Câmara Municipal de Itaúna; percebe-se que, no começo, o próprio chefe do executivo também comandava o legislativo. Ainda segundo informações do mesmo autor, na referida obra, tem-se a histórica primeira legislatura da história do município de Itaúna, na época, ainda vila. São eles:

Configuração da Câmara Municipal

Estes são os vereadores eleitos em 6 de outubro de 2024 para o período de 01 de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2028, na 33ª Legislatura. Estes são os vereadores da 32ª legislatura, que atuaram de 2021 a 2024: Estes são os vereadores da 31ª legislatura, que atuaram de 2017 a 2020: Estes são os vereadores da 30ª legislatura, que atuaram de 2013 a 2016. Estes são os vereadores da 29ª legislatura, que atuaram de 2009 a 2012. Estes são os vereadores da 28ª legislatura, que atuaram de 2005 a 2008. Estes são os vereadores que atuaram nas legislaturas anteriores. Não há informação de votos ou partidos de todos os mandatos, principalmente os da primeira metade do século XX.

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Fontes consultadas

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