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Autódromo de Interlagos

Autódromo José Carlos Pace é um autódromo municipal localizado no distrito de Cidade Dutra, na Zona Sul do município brasileiro de São Paulo, e considerado um dos melhores e mais importantes circuitos de corrida do mundo. Pela proximidade com o bairro de Interlagos, situado no distrito vizinho do Socorro, é popularmente chamado de Autódromo de Interlagos. Foi inaugurado em 12 de maio de 1940 pelo interventor Ademar de Barros, e nos anos de 1972 a 1977, 1979 e 1980 e de 1990 a 2019, sediou o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Desde 2021, o autódromo sedia o Grande Prêmio de São Paulo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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História

No fim da década de 1920, o engenheiro britânico Luiz Romero Sanson idealizou uma região de lazer entre as represas Billings e Guarapiranga, sendo que sua filha escolheu o nome Interlagos para o local. A ideia era atender a população mais rica da cidade, que se interessava pelo automobilismo. A construção do circuito também foi incentivada por um acidente acontecido em 1936, quando foi realizada a primeira prova internacional de São Paulo nas ruas da cidade. A francesa Hellé-Nice sofreu um acidente que causou seis mortes e deixou mais de 30 pessoas feridas. A iniciativa da construção foi de Sanson e do Automóvel Clube do Brasil. O traçado foi inspirado nas pistas de Indianapolis, nos Estados Unidos, Brooklands, na Inglaterra e Monthony, na França. Em abril de 1939, com o autódromo ainda em obras, um grupo de pilotos liderado por Manoel de Teffé deu as primeiras voltas na pista. Um ano após houve a grande inauguração no dia 12 de maio de 1940, quando o autódromo abriu suas portas. Tinha, à época, uma extensão total de 7 960 m. Nesse dia, o autódromo recebeu 15 mil pessoas para duas corridas: uma de motos, com 96 km (12 voltas), e o Grande Prêmio São Paulo, com 200 km (25 voltas). O vencedor foi o piloto Artur Nascimento Júnior, que percorreu 25 voltas da prova no tempo de 1 hora, 46 minutos e 44 segundos. A estrutura ainda não estava pronta e ainda não havia arquibancadas, boxes, lanchonetes, banheiros, torre de cronometragem e de transmissão.

Retorno da Formula 1

Por conta da não-renovação do acordo com o Rio de Janeiro por questões políticas e financeiras (o acidente de Philippe Streiff, pedidos de propina e a negativa de realização de obras profundas em Jacarepaguá), a F1 considerou buscar outro lugar para completar o calendário. Graças à tenacidade de Piero Gancia, Presidente da CBA, a Prefeitura de São Paulo, então comandada por Luiza Erundina, comprou o projeto de reformar Interlagos para receber a F1. Erundina firmou uma parceria com a Shell e fez uma profunda transformação em Interlagos em pouco mais de 90 dias. Em 1989, a Prefeitura de São Paulo, com o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo, iniciou negociações para trazer de volta a Interlagos o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Iniciou-se, assim, uma grande reforma que mudaria completamente o traçado original do circuito e, em 1990, o evento voltou para São Paulo, onde continua até o presente momento de forma ininterrupta. A extensão foi diminuída pela metade, chegando a 4 325 m. Atualmente, o percurso é de 4 309 m.

Homenagem a José Carlos Pace

Em agosto de 2024, o corpo de José Carlos Pace foi transferido de seu mausoléu vandalizado para o autódromo, onde foi sepultado no autódromo que leva seu nome. A ideia para isso surgiu de uma iniciativa do presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo "Loco" Figueiredo, do presidente da Comissão Nacional de Carros Clássicos e do jornalista Ricardo Caruso. O corpo de Pace chegou a Interlagos, onde foi sepultado ao lado do busto que ali se ergue em sua homenagem. A cerimônia emocionante contou com a presença da família de Pace (sua viúva Elda, seus filhos Patrícia e Rodrigo, e seus netos), amigos, outros pilotos, jornalistas e admiradores de "Moco". José Carlos Pace deu uma última volta na pista, onde Rodrigo, filho de "Moco", pilotou um carro de corrida Karmann-Ghia 1967, usado por seu pai, da antiga equipe Dacon, onde Pace formava um trio com ninguém menos que os irmãos Fittipaldi, Emerson e Wilson Fittipaldi Júnior, na época. Isso faz de Pace o primeiro piloto falecido a ser sepultado em um circuito de corrida.

Melhorias

Para o Grande Prêmio do Brasil de 2007, foram realizados os reparos de maior escala dos últimos 35 anos do circuito, para resolver fundamentalmente problemas com a superfície da pista. O asfalto existente foi totalmente substituído, resultando em uma superfície da pista muito lisa. Ao mesmo tempo, a entrada do pit lane foi reforçada para melhorar a segurança e foi construído um novo e maior stand fixo. Para facilitar o trabalho, o circuito foi fechado e não foram realizados eventos nos cinco meses imediatamente anteriores à corrida. Em 17 de outubro de 2007, começou a operar a nova Estação Autódromo da Linha 9–Esmeralda, situada perto do circuito. A linha foi prolongada para melhorar o acesso entre o centro de São Paulo e a região sul da capital, incluindo o circuito. A estação, que fez parte dos planos de extensão da linha, localiza-se a 600 metros do portão do Setor G do autódromo.

Eventos musicais

O autódromo hospedou apresentações do KISS em 1999, do Iron Maiden em 2009 e do System of a Down em 2025, e desde 2014 é sede da edição brasileira do festival Lollapalooza. Em 2023 se tornou sede de outros dois eventos musicais, o The Town Festival e o Primavera Sound Brasil, sendo que este voltará a ser realizado em 2026 após dois anos de hiato, tomando lugar, novamente, no autódromo. Também foi palco do Electric Zoo Brasil em 2017, o qual estava inicialmente previsto para acontecer no Jockey Club e teve seu local alterado para o autódromo faltando poucas semanas para sua realização.

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Comparação

Comparação das voltas mais rápidas por categorias.

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Fórmula 1

O Autódromo de Interlagos foi palco do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 nos anos de: 1972 a 1977, 1979, 1980 e de 1990 até 2019. E, desde 2021 sedia o Grande Prêmio de São Paulo. O fundo rosa indica que a prova não fez parte do campeonato mundial da Fórmula 1.

Por pilotos, equipes e países que venceram1

↑1 (Última atualização: Grande Prêmio de São Paulo de 2025)Contabilizados somente os resultados válidos pelo Mundial de Fórmula 1.

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Desafio "50 mil quilômetros"

Para promover o Renault Dauphine - Gordini e com o slogan "40 hp de emoção", em 1964, o jornalista e publicitário Mauro Salles propôs um desafio de resistência para o carro. Com a aprovação de William Max Pearce, o presidente da Willys, o Autódromo de Interlagos foi preparado. Um veículo da marca, escolhido aleatoriamente na linha de produção e sem qualquer preparo especial, foi escolhido para percorrer, dentro do autódromo, a marca de 50 mil quilômetros em menos de um mês. Paul Massonet, representante da Federação Internacional do Automóvel, foi convocado para homologar a marca e a prova de resistência foi iniciada em 26 de outubro de 1964. Para a tarefa, os pilotos Bird Clemente, Luiz Pereira Bueno, José Carlos Pace, Chiquinho Lameirão, Wilson Fittipaldi Júnior, Carol Figueiredo, Geraldo Meirelles, Luís Antônio Greco, o chefe da escuderia, além do convidados Vladimir Costa, Danilo de Lemos e Vitório Andreatta, foram escolhidos para o desafio. No oitavo dia ocorreu um acidente, quando Bird Clemente entrou rápido demais na "Curva 3" e capotou. O carro rolou e parou sobre as quatro rodas. Depois de desvirado, desamassado e sem para-brisas (deste momento, os pilotos só usaram capacete com viseiras), a prova continuou. A cada reabastecimento, ocorria a troca de piloto. Após 22 dias, em 17 de novembro, a Willys deu a maratona por terminada. O carro foi batizado de "teimoso" e depois da prova, desapareceu. Como homenagem, a empresa lançou uma versão, em 1965, denominada de Teimoso.

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Fontes consultadas

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