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Nelson Piquet

Nelson Piquet Souto Maior é um ex-automobilista e empresário brasileiro, tricampeão mundial de Fórmula 1 nos anos de 1981, 1983 e 1987.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Biografia

Filho do casal pernambucano Clotilde Piquet e Estácio Gonçalves Souto Maior, Nelson Piquet Souto Maior nasceu no Rio de Janeiro, e viveu grande parte de sua infância e juventude na recém-inaugurada capital Brasília. Seu pai, médico e ex-ministro da saúde, não aprovava sua carreira automobilística; por isso, Nelson usava o nome de solteira de sua mãe, a dona Clotilde, escrito erroneamente como "Piket" no início da carreira, para esconder sua identidade. Sua mãe faleceu em agosto de 2007 aos 84 anos de idade. Estácio queria que o filho fosse tenista profissional, tendo inclusive o presenteado com uma bolsa numa escola em Atlanta, nos Estados Unidos.[carece de fontes?] Nelson chegou a ser premiado como um bom tenista,[carece de fontes?] porém não achava o esporte suficientemente excitante para que dedicasse a este sua carreira. Ainda assim, o gosto pelo tênis o fez adotar como desenho de seu capacete uma bola de tênis estilizada. Nelson cursou engenharia mecânica na UnB até o 3º período.[carece de fontes?]

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Trajetória esportiva

Piquet começou a carreira no kart aos 14 anos onde foi campeão brasileiro em 1971 e 1972. E em 1976 foi campeão da Fórmula Super V. No ano seguinte tentou a sorte na Europa, seguindo o caminho aberto por Emerson Fittipaldi. Participando de algumas das provas do Campeonato Europeu de Fórmula 3, terminou em terceiro, com duas vitórias, atrás do italiano Piercarlo Ghinzani e do sueco Anders Olofsson.

Chegada a Fórmula 1

Em 1978, na Fórmula 3 inglesa, sagrou-se campeão e quebrou o recorde de Jackie Stewart de maior número de vitórias numa temporada. Sua estreia na Fórmula 1 aconteceu em um teste oferecido pela já extinta equipe BS Fabrications , de Bob Sparshott, que tinha um McLaren M23. Pouco tempo depois, ainda em 1978, Piquet estreou de fato em uma corrida, o Grande Prêmio da Alemanha, em Hockenheim, com um carro alugado da equipe Ensign. Neste ano, disputaria outros três GPs com o McLaren da BS Fabrications. Com o carro da pequena equipe inglesa, abandonou na Holanda e na Áustria, terminando em 9º lugar na Itália, na corrida em que morreu o piloto sueco Ronnie Peterson. De toda forma, o brasileiro já era visto por muitos como uma promessa - sua aparição meteórica rendeu elogios e uma profecia certeira do chefe de equipe da BS Fabrications, David Simms. "Aposto meu dinheiro, com quem quiser, que Nelson Piquet será campeão mundial em três anos." No GP do Canadá, já fazia a sua estreia pela Brabham, com um terceiro carro da equipe então comandada por Bernie Ecclestone.

As primeiras vitórias

E, assim, logo Piquet foi confirmado como segundo piloto para a temporada de 1979. Na equipe inglesa, chefiada por Bernie Ecclestone e com Gordon Murray como projetista, Piquet teve como companheiro o austríaco Niki Lauda, já bicampeão, que abandonou a Fórmula 1 temporariamente antes do fim da temporada. Piquet sempre atribuiu a Lauda seu aprendizado sobre como negociar contratos e comunicar suas solicitações aos engenheiros e mecânicos da equipe. O ano, porém, é marcado por alguns acidentes e muitas quebras – foram 11 abandonos em 15 corridas, apenas 3 pontos (os primeiros pontos na carreira) com o 4º lugar na Holanda e o 15º lugar na classificação final.

Williams-Honda

No campeonato de 1986, Piquet foi para a equipe de seus dois vice-campeões, a Williams, para desenvolver, junto com seu companheiro de equipe, o inglês Nigel Mansell, o projeto dos motores turbo da Honda, apesar dos motores já equiparem a equipe desde 1984. No primeiro ano, o carro mostrou-se competitivo, porém uma sucessão de resultados desfavoráveis e estratégias mal calculadas como na última prova da temporada (GP da Austrália), onde devido a uma cartada da Pirelli, que equipava a Benneton, e ganhara a corrida anterior, do México, sem trocar os pneus. Forçou a concorrente, Goodyear a usar um composto no GP da Austrália, que tivesse o mesmo desempenho; entretanto isso não ocorreu, pois os pneus que Mansell utilizava naquela altura da prova, (com o campeonato na mão), estouraram no retão de Adelaide, assim como os de Rosberg (McLaren) que era o líder, estouraram também uma volta antes. Isso forçou Piquet - que era líder naquele momento da prova - a parar e trocar os pneus. E dessa forma, perder a vitória e o campeonato para Prost (McLaren), que havia trocado os seus pneus antes, devido a um furo. Parte do fracasso se deu devido a um grave acidente sofrido pelo dono da equipe, Frank Williams, que o deixou afastado do comando da equipe por vários meses, e fadado a uma cadeira de rodas pelo resto da vida. Frank foi o responsável pela contratação de Piquet, enquanto o seu sócio e engenheiro-chefe da equipe, Patrick Head cumpria à risca o contrato de Piquet na qual exigia a preferência no carro reserva, mas dava igual tratamento a Nigel Mansell dentro da equipe. Frank Williams chegou a declarar na época: "Se Mansell é mais rápido é impossível mandá-lo abrandar para deixar passar Piquet. Não funcionou quando Jones e Reutemann foram designados como primeiro e segundo pilotos em 1981. Por que razão deveria funcionar agora? Desde o momento que asseguremos que Nelson faça todos os testes com os carros e tenha prioridade de uso e escolha do carro reserva, ele não pode reclamar." (Anuário F1, 1987, Francisco Santos - pg 47).

Últimas temporadas na Lotus e na Benetton

A Honda, então consagrada com o melhor motor turbo na época, deixou a Williams, e em 1988 passou a equipar a McLaren e a Team Lotus. Para a McLaren, conseguiu a contratação de Ayrton Senna, e para o lugar que Senna deixara na Lotus levou Nelson Piquet com um contrato milionário. Mas o carro amarelo da lendária equipe, projetado pelo engenheiro francês Gérard Ducarouge (que trabalhou com Senna em 1985 a 1987 na equipe), mostrou-se problemático. Mesmo tendo o motor japonês, a Lotus não tinha forças para lutar com a mesma intensidade do que a McLaren. O Lotus era 7 km/h mais lento do que o McLaren no retão em Jacarepaguá. O carro da Lotus era 2 segundos mais lento e aumentava para 3 em San Marino. O carro não reagia as modificações propostas e experimentadas pelo piloto. O diagnóstico de Piquet: excessiva torção na parte traseira do chassi. Segundo comentários da imprensa automobilística internacional, o Lotus 100T tinha a estrutura rígida de uma casquinha de sorvete. O motor não era o problema por causa do baixo rendimento do carro, mas sim o chassi que Piquet declarou publicamente que era "uma merda" e desentendeu-se completamente com Ducarouge. Sem condições de disputar posições com os carros equipado com motor aspirado, o piloto terminou o campeonato em 6º lugar com 22 pontos conquistados.

Após a Fórmula 1

Ainda em 1991, Piquet começou a entrar em entendimentos com a Ferrari para correr a próxima temporada. Piquet era um antigo sonho da escuderia italiana, mas pesava contra a Piquet uma certa oposição por parte de alguns Tifosi, que não se esqueceram de uma frase infeliz do brasileiro tempos atrás, “...que a Ferrari só voltaria a vencer com a morte do comendador...”, e então ambas as partes acabaram não se acertando, principalmente devido aos altos valores pedidos pelo piloto. A língua ferina de Piquet cobrava seu preço, pois os atritos com Patrick Head na Williams, os desentendimentos com Gerárd Ducarouge na Lotus, e a briga quase corporal com Tom Walkinshaw da Benneton, fecharam várias portas, para o maior acertador de carros de todos os tempos, além de um dos melhores pilotos de F1. Era o adeus a qualquer perspectiva de retorno, pois boatos de ida para a Ligier, não animavam o campeão, que não queria correr sem chances de vencer. Em 1992, Nelson Piquet decidiu correr as 500 Milhas de Indianápolis, com um Lola-Buick da equipe Menards. Rapidamente se destacou como o mais rápido entre os estreantes. Mas, em um dos treinos, um furo lento num pneu fez o carro rodar a toda velocidade na curva 4 e se espatifar de frente na mureta de proteção do circuito. Além de traumatismo craniano e lesão torácica, Piquet sofreu fraturas múltiplas nas pernas e nos pés. Várias cirurgias no Hospital Metodista de Indianápolis reconstruíram os membros inferiores, mas deixaram sequelas que obrigaram o brasileiro a abandonar as categorias de monopostos. Mesmo assim, Piquet voltou a Indianápolis para a corrida de 1993, pela mesma equipe, mas foi obrigado a abandonar por problemas de motor.

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Controvérsia

Em 2021 durante entrevista, Piquet usa termo que alguns consideram racista ao se referir a Lewis Hamilton, quando discutia um acidente entre Hamilton e Max Verstappen ocorrido no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2021: “O neguinho meteu o carro e deixou porque não tinha jeito de passar dois carros naquela curva. Ele fez de sacanagem”. Por esse comentário, Piquet foi denunciado por danos morais e, em março de 2023, foi condenado, em primeira instância, a pagar R$5 milhões de indenização. A ação foi movida pela Aliança Nacional LGBTI, Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas, Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de SP e Francisco de Assis: Educação, cidadania e direitos humanos. Em outubro de 2023, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), de forma unânime, anulou a condenação de Piquet por danos morais na fala sobre Lewis Hamilton. Segundo a sentença, a fala de Piquet na ocasião não caracterizou "discurso de ódio".

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Resultados na Fórmula 1

(legenda) (Corrida em negrito indica pole position e em itálico indica volta mais rápida)

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Fontes consultadas