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Emirado da Transjordânia

O Emirado da Transjordânia foi um antigo território do Império Otomano incorporado no Mandato Britânico da Palestina em 1921 na forma de uma divisão política autônoma governada por Saíde Abdullah ibne Huceine. A criação do território foi formalizada com a adição, em agosto de 1922, de uma cláusula à carta que regia o Mandato para a Palestina. Geograficamente, a Transjordânia era equivalente ao reino da Jordânia durante o período que foi de 1942 a 1965, e permaneceu - ao menos nominalmente - sob os auspícios da Liga das Nações e da administração britânica até a sua independência, em 1928.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Domínio otomano

Durante o domínio do Império Otomano a Transjordânia não correspondia a qualquer divisão política, cultural ou histórica anterior - embora a maior parte de seu território pertencesse ao vilaiete da Síria, e uma seção estrategicamente importante ao sul, com saída para o mar Vermelho, pertencesse às províncias de Ma'an e Ácaba, no vilaiete do Hejaz. Os habitantes do norte da Jordânia foram associados tradicionalmente com a Síria, enquanto aqueles do sul do território eram mais associados à Arábia e os habitantes do oeste com os distritos administrativos a oeste do rio Jordão. Com a criação da ferrovia do Hejaz, no entanto, o Império Otomano começou a reformular a disposição interna do território. Historicamente, a região pertenceu a diversos impérios, entre os quais o babilônico, assírio, aquemênida, macedônico (selêucida), ptolomaico, romano, bizantino, sassânida, além do otomano, e incorporou partes dos antigos reinos de Israel e Judá, Hauran, Edom, Judeia nabateia, Moabe, Canaã e o Reino de Jerusalém, dos cruzados.

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Mandato britânico

A administração britânica em Jerusalém tinha autoridade apenas sobre a área a oeste do Jordão, enquanto a área a leste do rio era administrada pelo representante britânico em Ma'an, capitão Alec Kirkbride, até a chegada, em novembro de 1920, de Abdullah. O Mandato para a Palestina, embora especificasse ações a serem tomadas apoiando a imigração judaica e o status político destes imigrantes, afirmava que, no território a leste do rio Jordão, a Grã-Bretanha não poderia "adiar ou prorrogar" aqueles artigos do Mandato relacionados a um Lar Nacional Judeu. Em agosto de 1922 o governo britânico apresentou um memorando à Liga das Nações afirmando que a Transjordânia seria excluída de todas as provisões relacionadas à colonização judaica; o memorando foi aprovado pela Liga no dia 12 do mesmo mês, e a partir de então o Reino Unido administrou a parte a oeste do Jordão como Palestina, e a parte a leste do rio como Transjordânia. Tecnicamente ambos faziam parte do mesmo mandato, porém a maior parte dos documentos oficiais referia-se a eles como dois mandatos separados. Em maio de 1923 a Transjordânia recebeu algum grau de independência com a ascensão de Abdullah ao trono e Harry St. John Philby como seu principal representante.

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Independência

O emir haxemita Abdullah, filho mais velho do aliado árabe histórico dos britânicos, o xerife Huceine de Meca, subiu ao trono da Transjordânia. A Grã-Bretanha reconheceu oficialmente a Transjordânia como um Estado em 15 de maio de 1923, e gradualmente abriu mão de seu controle, limitando sua administração a assuntos relacionados à economia, às forças armadas e à política externa. A medida teve um forte impacto no sionismo revisionista, que procurava estabelecer um Estado judeu em ambas as margens do Jordão, e acabou por separar efetivamente a Transjordânia da Palestina, reduzindo assim consideravelmente a área na qual um futuro Estado judaico na região poderia ser estabelecido. Em março de 1946, sob o Tratado de Londres, a Transjordânia se tornou um reino, e em 25 de maio do mesmo ano o seu parlamento proclamou o emir um rei, mudando oficialmente o nome do país de Emirado da Transjordânia para Reino Haxemita da Transjordânia. Após capturar a região da 'Margem Ocidental' da Cisjordânia durante a guerra de 1948-49 contra Israel, Abdullah assumiu o título de Rei da Jordânia, e mudou oficialmente o nome do país para Reino Haxemita da Jordânia em abril de 1949. No ano seguinte anexou totalmente a Cisjordânia.

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