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Axé (gênero musical)

O axé, ou axé music, é um gênero musical que surgiu no estado da Bahia na década de 1980 durante as manifestações populares do Carnaval de Salvador, misturando o samba-reggae, frevo, samba duro, samba afro, ijexá e outros ritmos do Candomblé, pop rock, bem como outros ritmos afro-brasileiros e afro-latinos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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História

A origem do carnaval de Salvador como conhecemos hoje estão na década de 1950, quando Dodô e Osmar começaram a tocar o frevo pernambucano em guitarras elétricas de produção própria — batizadas de guitarras baianas — em cima de uma fobica (um Ford 1929). Nascia o trio elétrico, atração do carnaval baiano para a qual Caetano Veloso chamou a atenção do país em 1975 na canção "Atrás do Trio Elétrico". Mais tarde, Moraes Moreira, dos Novos Baianos, teria a ideia de subir num trio (que era apenas instrumental) para cantar — foi o marco zero da tradição de cantores "puxando" os trios elétricos. A partir da década de 1960, paralelamente ao movimento dos trios, aconteceu o da proliferação dos blocos afro: Filhos de Gandhi (do qual Gilberto Gil faz parte), Badauê, Ilê Aiyê, Muzenza, Araketu e Olodum. Eles tocavam ritmos afro como o ijexá e o samba (utilizando alguns instrumentos musicais da percussão, comuns nas baterias das escolas de samba do Rio de Janeiro).

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Contas de Candomblé

Essas contas de Candomblé, feitas de plástico, vidro ou argila, reproduzem emblemas de status, proteção e afiliação ao Candomblé tanto em espaços seculares quanto religiosos. As contas adquirem axé e se tornam uma representação material de seu deus quando são sacralizadas ao serem banhadas em ervas sagradas e sangue. Por meio dessas contas, elas exercem diversas funções na vida das pessoas que lhes atribuem autoridade e as consideram essenciais para o seu bem-estar espiritual.

Status

Quando as contas do Candomblé são utilizadas em contexto sagrado, o status é indicado pelo tipo e pela cor das contas. Por exemplo, para usar elementos como vestimenta, cor, contas e joias, a pessoa deve estar em uma posição de status. As contas aumentam de tamanho à medida que seu dono progride, cumprindo seus deveres ao longo dos anos, e itens valiosos são adicionados a elas. Qualquer pessoa que reconheça isso identifica a posição do indivíduo dentro da hierarquia do Candomblé.

Proteção

Quando as contas do Candomblé são usadas, elas colocam a pessoa em contato com o axé e permitem que as contas resistam a forças intensas e possivelmente prejudiciais. O empoderamento dá às contas a capacidade de guiar e proteger, bem como de prejudicar seus donos. Por exemplo, ao circular pelas ruas da cidade, as pessoas frequentemente usam contas que servem como representação de seu orixá. Elas confiam nessas contas para proteção nas circunstâncias mais difíceis.

Afiliação ao Candomblé

Quando as contas do Candomblé são usadas em contexto público, elas servem como símbolo do orgulho na cultura afro-brasileira e da afiliação religiosa. Quando o Candomblé é visto de maneira desfavorável, essa consciência de identificação pode ser fortalecedora e desejável — ou pode ser potencialmente fatal.

Associação com os Orixás

Quando as contas do Candomblé são usadas em contexto sagrado, o status é indicado pelo tipo e pela cor das contas. As pessoas podem se enfeitar com fios de contas durante festividades públicas específicas para expressar orgulho, bem como demonstrar sua afiliação à cultura afro-brasileira.

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Axé Music

Música baiana

No início do movimento musical a mídia nacional noticiava como música baiana, sem um terno definitivo a batida musical antes de se tornar axé music. Os pioneiros do gênero foram os músicos da renomada banda Acordes Verdes, que acompanhava Luiz Caldas e eram músicos de estúdio da W.R, em Salvador. O principal arranjador do estúdio, na altura, era o compositor Alfredo Moura. Sob a influência das letras e canções de Bob Marley nos ouvidos, surgiu, no Olodum — sob a batuta do mestre Neguinho do Samba —, um ritmo que misturava reggae e samba duro, num estilo com forte caráter de afirmação da negritude, que fez sucesso em Salvador a partir da década de 1980: o samba-reggae. Posteriormente, artistas como Margareth Menezes , Banda Reflexu's e a Banda Mel aderiram a essa novidade rítmica, com primeiro destaque Faraó (Divindade do Egito), lançando canções que chegavam ao Sudeste em discos na bagagem dos que lá passavam férias, fora da Bahia a carioca Leci Brandão obteve disco de ouro pelo sucesso da música Olodum, Força Divina composição de Tonho Matéria. Em meados da década de 1980, mais precisamente em 1985, Luiz Caldas e Paulinho Camafeu compuseram juntos o primeiro sucesso nacional daquela cena musical de Salvador: "Fricote (Nega do cabelo duro)", gravado por Luiz Caldas. O ritmo era o deboche, criado por Alfredo Moura e Carlinhos Brown. O arranjo inovador e de alta qualidade técnica foi marcante para que a canção (de apenas dois acordes) se tornasse um dos maiores sucessos brasileiros. A canção imediatamente tornou-se um hit e espalhou-se por todo o país, virando um marco para o axé. Com uma introdução épica, onde os teclados simulando metais eram precedidos por uma percussão dançante, a canção traduzia a necessidade de afirmação de uma geração de músicos que não queria ficar no ostracismo causado pela fuga de artistas para o eixo Rio–São Paulo.

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Sucesso Internacional

(a primeira a engatilhar carreira internacional, Margareth Menezes com a bênção do líder da banda americana de rock Talking Heads, David Byrne). Devido à sua bem-sucedida turnê com David na América do Norte, a gravadora inglesa Polydor Records contratou Menezes, visando o lançamento de um álbum em toda a Europa. Elegibô reuniu as principais canções do primeiro e segundo álbum lançado também nos Estados Unidos e no Japão Ellegibô chegou ao topo da Billboard World Albums nos Estados Unidos, permanecendo durante onze semanas,[carece de fontes?][carece de fonte melhor] Além disso, a revista Rolling Stone, elegeu o álbum como um dos cinco melhores da "world music", em todo o mundo.. Kindala, que em iorubá quer dizer "lábios grandes", foi lançado como terceiro álbum em 1991 e, assim como seu antecessor, Elegibô, atingiu o topo da Billboard World Albums, ocupando o segundo lugar da parada em 8 de fevereiro de 1992 e ultrapassando as dez mil cópias na França ainda rendeu à Margareth Menezes, indicação ao Grammy de "melhor álbum de música do mundo".

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