Azerbaijão
Azerbaijão, oficialmente República do Azerbaijão, é um país transcontinental na região do Cáucaso, situado no cruzamento entre o Leste Europeu e o Sudoeste Asiático. É delimitado pelo Mar Cáspio ao leste, a Rússia ao norte, a Geórgia a noroeste, Armênia no oeste e o Irã ao sul. O exclave de Naquichevão é delimitado pela Armênia a norte e leste, pelo Irã ao sul e oeste, e possui uma pequena fronteira com a Turquia a noroeste.
O nome Azerbaijão, partilhado pela república e a região iraniana, provém do nome de Atropates, um sátrapa persa do Império Aquemênida, que se tornou sátrapa do Império Medo durante o mandato de Alexandre, o Grande e governou a região do Atropatene (o atual Azerbaijão iraniano). A palavra Atropates é uma transliteração grega de um nome iraniano antigo, provavelmente da Média, que significa "Protetor do Fogo (Sagrado)" ou "A Terra do Fogo (Sagrado)". Este nome grego é mencionado por Diodoro Sículo e Estrabão. Durante as eras seguintes, o nome evoluiu para Aturpatakan e depois para Adharbadhagan, Adharbayagan e Azarbaydjan, até chegar ao atual, Azerbaycan. O vocábulo pode ser traduzido como "O Tesouro" ou "O Tesoureiro do Fogo", ou "A Terra do Fogo", de acordo com o persa moderno.[nota 2]
A região nunca foi unificada, sendo composta por várias tribos que foram islamizadas. Pertenceu ao Estados islâmicos persas entre os séculos XI e XVIII e, a partir do século XX, integrou a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, da qual se emancipou finalmente como unidade nacional independente em 1991.
Antiguidade
As evidências mais antigas do estabelecimento humano no território do Azerbaijão datam do fim da Idade da Pedra e estão relacionadas à cultura Guruchay, da caverna de Azykh. As culturas do Paleolítico Superior e do fim da Idade do Bronze são testemunhadas pelas cavernas de Tağılar, Damcılı, Zar, Yataq-yeri e pelas necrópoles de Leylatepe e Saraytepe. No século IX a.C. os citas se assentaram na região. Depois deles, os medos vieram a dominar a região ao sul do rio Arax, tecendo um vasto império entre 900–700 a.C., que foi integrado ao Império Aquemênida por volta de 550 a.C., o qual contribuiu na propagação do zoroastrismo. Mais tarde, a região se tornou parte do império de Alexandre, o Grande e de seu sucessor, o Império Selêucida. Durante esse período o zoroastrismo se espalhou pela região do Cáucaso e da Atropatene. Os habitantes da Albânia, originários do nordeste do Azerbaijão, controlaram a área por volta do século IV a.C. e estabeleceram um reino independente sob influência cultural dos armênios.
Era feudal
O Império Sassânida transformou a Albânia em um Estado vassalo no ano de 252, enquanto o rei Urnair adotou o cristianismo como religião oficial no século IV. Apesar das numerosas conquistas dos sassânidas e dos bizantinos, a Albânia permaneceu como individualidade até o século IX. O Califado Omíada rechaçou os sassânidas e os bizantinos da região e transformou a Albânia num Estado vassalo, após a resistência cristã, liderada pelo rei Javanxir, que foi suprimida em 667. O vácuo político deixado pelo declínio do Califado Abássida foi preenchido por numerosas dinastias locais. No início do século XI, o território foi gradualmente dominado por ondas de tribos oguzes, vindas da Ásia Central. A primeira dessas dinastias turcas a se estabelecer foi a dos Gasnévidas, que adentraram a área hoje conhecida como Azerbaijão em 1030.
O Azerbaijão localiza-se na região da Transcaucásia da Eurásia, entre a Ásia Ocidental e a Europa Oriental. Está entre as latitudes 38° e 42° N e as longitudes 44° e 51° E. As fronteiras do país estendem-se por um total de 2 648 km, dos quais 1 007 km são com a Armênia, 756 km com o Irã, 480 km com a Geórgia, 390 km com a Rússia e 15 km com a Turquia. Seu litoral mede mais de 800 km, e a região do Azerbaijão localizada no Mar Cáspio tem 456 km. O território da nação estende-se por 400 km do norte ao sul, e 500 km de oeste a leste. Três acidentes geográficos predominam no Azerbaijão: o Mar Cáspio, cuja costa forma uma fronteira natural ao leste, a cordilheira do Grande Cáucaso ao norte e as vastas planícies ao centro. O Grande Cáucaso, os montes Talixe e o Cáucaso Menor cobrem cerca de 40% da superfície. O ponto mais alto é o monte Bazardüzü (4 466 m), enquanto o mais baixo está no Mar Cáspio (-28 m). Quase a metade de todos os vulcões de lama estão concentrados no Azerbaijão.
Clima
O clima do Azerbaijão está particularmente influenciado pelas massas de ar frio provenientes do Ártico levadas pelos anticiclones escandinavo, siberiano e da Ásia Central. Contudo, a paisagem variada do país afeta a maneira com que estes fenômenos atuam no clima. O Grande Cáucaso protege-o da influência direta das massas de ar frio que vêm do norte, o que leva à formação de um clima subtropical em muitas das planícies e contrafortes. Além disso, essas zonas caracterizam-se por ter altos índices de radiação solar. Graças a sua diversidade geográfica, no Azerbaijão podem ser encontrados nove dos onze climas existentes na classificação climática de Köppen-Geiger. Não obstante, o clima subtropical árido com verões quentes e invernos temperados é o que predomina na maior parte do território, incluindo na capital. As temperaturas mais frias (-33 °C) e mais quentes (46 °C) foram registradas em Julfa e Ordubad. A precipitação máxima anual é vista em Lankaran (1 600 a 1 800 mm) e a menor em Absheron (200 a 350 mm). A caída de neve restringe-se às zonas altas e montanhosas, principalmente ao norte.
Meio ambiente
Os primeiros dados a respeito da riqueza e da diversidade da vida animal do Azerbaijão podem ser encontrados em documentos escritos pelos comerciantes que transitavam na área. Várias esculturas e empalhas de animais têm sobrevivido em monumentos arquitetônicos, pedras e cerâmicas como testemunho da flora de tempos pretéritos. As primeiras tentativas de recompilar as diversas espécies animais no país datam do século XVIII e foram realizadas pelos primeiros naturalistas do país. No tempo contemporâneo, sabe-se que há 106 espécies de mamíferos, 97 espécies de peixes, 363 espécies de aves, 10 espécies de anfíbios e 52 espécies de répteis vivendo no território azeri. O animal nacional é o cavalo Karabakh, um equino de montanha natural à região. O cavalo goza de uma boa reputação graças a seu bom temperamento, velocidade, elegância e inteligência. Trata-se de uma das raças mais anciãs, já que seus ancestrais podem ser rastreados até mesmo na Idade Antiga. Contudo, devido a problemas políticos e à destruição de seu habitat, esse animal converteu-se em uma espécie ameaçada.
Dos 10,3 milhões habitantes do Azerbaijão (2023), cerca de 52% vivem nas cidades e 48% nas zonas rurais. As mulheres compõem 51% da população, de modo que a razão sexual é de 0,97 homens por cada mulher. Em 2011, a taxa de crescimento populacional foi de 0,85%, atrás do índice mundial de 1,09%. Um fator importante que retarda o aumento demográfico é a grande migração. Cerca de 3 milhões de azerbaijanos, especialmente trabalhadores, vivem na Rússia. No mesmo ano, o país teve uma emigração de 1,14 a cada 100 pessoas. Com 800 000 azeris em qualidade de refugiados ou deslocados internos, a nação conta com o maior número de pessoas em asilo humanitário da região, tendo em 2006 o maior índice de deslocados internos per capita do mundo. No ano de 2005, grande parte da morbidade ocorreu devido a problemas respiratórios, com 806,9 doentes a cada 10 000 moradores. Naquele ano, as mortes por doenças infecciosas e doenças parasitárias foram superadas pelo falecimento por gripe e infecção do trato respiratório superior (4 168,2 a cada 100 000 habitantes). A expectativa de vida em 2011 não excedia os 71 anos; 74,6 para as mulheres e 68,3 para os homens.
Religião
O Azerbaijão é um estado laico, conforme o artigo 7 da Constituição, enquanto a liberdade religiosa é garantida pelo artigo 48. Tradicionalmente, a religião maioritária é o islã, desde o século VII, e o xiismo, desde o século XVI. Cerca de 95% dos moradores são muçulmanos; destes, 85% é xiita e 15% é sunita, tornando o Azerbaijão o país com a segunda maior proporção de xiitas, atrás apenas do Irã. Entre a maioria dos muçulmanos, os costumes religiosos não são praticados muito estritamente, e a identidade islã tende a basear-se mais na etnia e cultura ao invés de em práticas religiosas. Há comunidades cristãs (150 000) e judias (34 500). Entre as cristãs, a Igreja Ortodoxa Russa e a Igreja Ortodoxa Georgiana, em conjunto com a Igreja Apostólica Armênia (antes de 1990 em todo o Azerbaijão, entre 1990-2023 somente no Alto Carabaque, desde 2023 praticamente nenhum) são as que contam com mais seguidores. Em 2010, havia no país 498 católicos romanos.
Idiomas
O idioma oficial é o azeri, uma língua turcomana falada no sudoeste asiático, principalmente no Azerbaijão e no Azerbaijão iraniano. O azeri é parte das línguas oguzes e está estritamente relacionado com o turco, o qashqai e o turcomeno. É divido em duas variantes, o azeri do norte e o sulista, além de vários outros dialetos. O khalaj, o qashqai e o salchuq são considerados por alguns como idiomas independentes dentro do grupo de línguas azeris. Do século XVI ao XX, a língua foi usada como franca na maior parte da Transcaucásia (exceto a costa do Mar Negro), no sul do Daguestão, no leste da Turquia e no Azerbaijão iraniano. Embora este seja o mais falado no país e utilizado por um quarto da população do Irã, são notados outros treze idiomas nativos. Mesmo com alguns desses sendo evidentes somente em comunidades pequenas, outros têm importância regional. O azeri é mutuamente inteligível com o turco e o gagaúzo. A variante do norte é escrita com o alfabeto latino modificado, mas já foi redigida com o persa (até 1929), o turcomano uniforme (1929–1939) e o cirílico (1939–1990). As mudanças ocorreram, em grande parte, por razões religiosas e políticas.
A formação estrutural do sistema político azeri foi completada com a adoção de uma nova Constituição em 12 de novembro de 1995. De acordo com o artigo 23 do texto, os símbolos nacionais são a bandeira, o brasão de armas e o hino nacional. O poder do Estado está limitado pela lei somente em assuntos internos; entretanto, para as relações internacionais também há uma regulamentação. O governo se baseia na separação dos poderes em três: legislativo, executivo e judiciário. O poder legislativo é constituído pela Assembleia Nacional unicameral e pela Assembleia Nacional Suprema na República Autônoma do Naquichevão. As eleições para a assembleia são realizadas a cada cinco anos, no primeiro domingo de novembro. O Partido do Novo Azerbaijão e outros partidos minoritários, aliados do governo atual, ocupam a maior parte das 125 cadeiras. Os observadores europeus relataram diversas irregularidades durante a preparação e a realização das eleições de 2010, na qual os partidos de oposição, o Müsavat e o Partido da Frente Popular do Azerbaijão não conseguiram obter um único assento.
Relações exteriores
A efêmera República Democrática do Azerbaijão conseguiu estabelecer relações diplomáticas com seis nações, enviando representantes para Alemanha e Finlândia. O processo de reconhecimento internacional da independência azeri após o colapso soviético durou menos de um ano. O último país a reconhecê-la foi o Barém, em 6 de novembro de 1996. Relações diplomáticas completas, com intercâmbio mútuo de missões, foram estabelecidas primeiramente com Turquia, Paquistão, Estados Unidos, Irã e Israel. Desde então, vem tendo ênfase sua "relação especial" com a Turquia. O Azerbaijão mantém relações com 158 países, além de ser membro de 38 organizações internacionais. Possui status de observador no Movimento Não Alinhado, na Organização Mundial do Comércio (OMC) e é correspondente da União Internacional de Telecomunicações. Em 9 de maio de 2006, foi eleito membro do recém-estabelecido Conselho de Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas. O mandato se iniciou em 19 de junho de 2006.
Forças armadas
A história do exército moderno azerbaijano remonta a República Democrática do Azerbaijão em 1918 quando o Exército Nacional da recém-formada República Democrática do Azerbaijão foi criado em 26 de junho de 1918. Quando o Azerbaijão conquistou sua independência após a dissolução da União Soviética, as Forças Armadas da República do Azerbaijão foram formalmente criadas de acordo com a Lei das Forças Armadas de 9 de outubro de 1991. A data original do estabelecimento do Exército Nacional de curta duração é comemorado como o Dia do Exército (26 de junho) no Azerbaijão de hoje. Em 2021, o país tinha 126 000 funcionários ativos em suas forças armadas. Há também 17 000 soldados paramilitares e 330 000 membros na reserva. As forças armadas tem três ramos, sendo o exército, a força aérea e a marinha, que contam com equipamentos comprados de outras nações (como Turquia e Israel), mas são formados principalmente por maquinário soviético antigo. As forças armadas abrangem vários subgrupos militares que podem estar envolvidos na defesa do Estado quando necessário. Essas são as Tropas Internas do Ministério da Administração Interna e do Serviço de Fronteiras do Estado, que inclui também a Guarda Costeira. A Guarda Nacional do Azerbaijão é mais uma força paramilitar. Funciona como uma entidade semi-independente do Serviço Especial de Proteção do Estado, órgão subordinado ao Presidente.
O Azerbaijão é dividido em 10 regiões econômicas; 66 rayons (rayonlar, singular rayon) e 77 cidades (şəhərlər, singular şəhər), das quais 12 estão sob a autoridade direta da República. Além disso, o país conta ainda com a República Autônoma (muxtar respublika) do Naquichevão. O presidente define os governadores de cada unidade, enquanto o governo do Naquichevão é eleito e aprovado por seu próprio parlamento..mw-parser-output .col-begin{border-collapse:collapse;padding:0;color:inherit;width:100%;border:0;margin:0}.mw-parser-output .col-begin-small{font-size:90%}.mw-parser-output .col-break{vertical-align:top;text-align:left}.mw-parser-output .col-break-2{width:50%}.mw-parser-output .col-break-3{width:33.3%}.mw-parser-output .col-break-4{width:25%}.mw-parser-output .col-break-5{width:20%}@media(max-width:720px){.mw-parser-output .multicol,.mw-parser-output .multicol>tbody,.mw-parser-output .multicol>tbody>tr,.mw-parser-output .multicol>tbody>tr>td{display:block!important;width:100%!important}.mw-parser-output .col-break{padding-left:0!important}}
Educação
Uma porcentagem relativamente alta de azeris contam com algum tipo de educação superior, especialmente de escolas técnicas. Entre as instituições de nível superior de maior importância do país estão a Universidade Estatal de Baku, a Universidade Estatal de Economia do Azerbaijão e a Academia Estatal do Petróleo do Azerbaijão. Durante a era soviética, os níveis de alfabetização e educação se elevaram consideravelmente, apesar de duas mudanças no alfabeto padrão entre 1920 e 1940. De acordo com dados do governo, em 1970, 100% dos homens e mulheres com idade entre 9 e 49 anos sabiam ler e escrever. Segundo o Informe de 2011 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o índice de alfabetização é de 99,5%.
Energia
A principal fonte de energia do país são os combustíveis fósseis: dois terços da sua superfície contam com depósitos de petróleo e gás natural. Graças a essa abundância, são produzidos aproximadamente 1.4 milhões de barris de petróleo por dia. Em setembro de 1994, o governo azerbaijano firmou um contrato de trinta anos com treze companhias petroleiras, entre as quais se destacam Amoco, BP, ExxonMobil, LUKoil, Statoil. Como as empresas estrangeiras têm permitido perfurar os depósitos em águas profundas ainda intactas, o Azerbaijão é considerado um dos pontos de exploração e desenvolvimento mais importantes da indústria. O Fundo Estatal Petroleiro do Azerbaijão foi criado com o pressuposto de assegurar a estabilidade macroeconômica, a transparência na administração dos recursos petroleiros e o controle das reservas pelas futuras gerações. A Azeriqaz, uma empresa da SOCAR, tenta garantir abastecimento de gás para todo o país até 2021. A região do Cáucaso Menor fornece a maior parte de ouro, prata, ferro, cobre, titânio, cromo, magnésio, cobalto, molibdênio e antimônio utilizados na nação.
Transporte
A localização privilegiada do Azerbaijão no cruzamento de algumas rotas de tráfego importantes a nível internacional, como a Rota da Seda e o corredor sul-norte, atribui grande importância estratégica ao setor de transportes em conjunto à economia do país. Este setor engloba rodovias, estradas e as vias férreas, aéreas e marítimas. A nação é ainda um importante centro econômico para o transporte de matérias-primas. O oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC) iniciou suas operações em maio de 2006 e se estende por mais de 1 774 quilômetros, passando por Geórgia e Turquia. O BTC foi desenhado para transportar mais de 50 milhões de toneladas de petróleo bruto anualmente, desde o fundo do mar Cáspio até a costa do Mediterrâneo. O gasoduto do Sul do Cáucaso, que atravessa os mesmos países, iniciou suas funções ao final de 2006 e fornece gás natural constantemente aos mercados europeus, retirados do depósito Shaj Deniz. Neste lugar se produzem mais de 296 bilhões * de m³ de gás natural por ano.
Comunicação
A exploração de petróleo e gás na década de 2000 ajudou a melhorar a situação das comunicações, da ciência e da tecnologia, ao que também contribuíram campanhas pela modernização e inovação. O governo estima que, em um futuro próximo, a receita pela venda de tecnologia da informação e da indústria das comunicações crescerá e será comparável à que tem atualmente o petróleo. Entretanto, muitos dos meios de comunicação em massa estão sob uma constante censura do governo, o que tem levado alguns grupos de defesa dos direitos humanos a pleitear a liberdade de expressão dos azerbaijanos. O país está progredindo no desenvolvimento do setor de telecomunicações. Contudo, ainda enfrenta grandes problemas, como uma pobre infraestrutura e um marco legal insuficiente. O Ministério das Comunicações e Tecnologia da Informação, também conhecido por operar a companhia Aztelekom, atua como criador de políticas e regulador. Os telefones públicos só servem para realizar chamadas locais e exigem um cartão, disponível para venda no comércio. Estes cartões só permitem fazer uma ligação de duração indefinida. Em 2009, havia cerca de 1.5 milhões de linhas telefônicas fixas, 9,1 milhões de telefonia móvel e 1.4 milhões de usuários de internet. Entre os provedores mais importantes de GSM estão Azercell, Bakcell e Azerfon.
A economia do Azerbaijão continua num processo de transição, na qual o estado continua a exercer um papel importante. Possui grandes reservas de petróleo e um grande potencial agrícola, graças aos seus variados climas. Desde 1995, o Azerbaijão coopera com o FMI, e tem conseguido êxito com o seu programa econômico de estabilização, que reduziu sua inflação a 1,8% ao ano em 2000, contra 1800% ao ano em 1994. Em 2000, o PIB cresceu mais de 11% ao ano, a quinta alta consecutiva. A moeda nacional, o manat, ficou estável em 2000, depreciando-se 3,8% em relação ao dólar.
A cultura do Azerbaijão surge como o resultado de muitas influências, desde a soviética, dos tempos em que era um das repúblicas da União, até às suas raízes turcas, persas, islâmicas e da Ásia Central. Hoje em dia as influências ocidentais fazem-se sentir, incluindo a cultura de consumo decorrente da globalização. Quanto a personalidades, o jogador de xadrez Garry Kasparov nasceu em Baku, nos tempos da República Socialista Soviética do Azerbaijão sendo de longe a personalidade mais conhecida deste país.
O futebol é o esporte mais popular no Azerbaijão. A seleção nacional de futebol do Azerbaijão demonstra desempenho relativamente baixo no cenário internacional em comparação com os clubes de futebol da nação. Os clubes de futebol mais bem-sucedidos do Azerbaijão são Neftchi Baku, Qarabağ e Gabala, ambos os três times conseguiram se classificar para a fase de grupos da UEFA Europa League. O futsal é outro esporte popular no Azerbaijão. A equipe nacional de futsal do Azerbaijão alcançou o quarto lugar no Campeonato de Futsal da UEFA de 2010, enquanto o clube nacional Araz Naxçivan conquistou medalhas de bronze na Taça UEFA Futsal de 2009-10 e 2013-2014. A Super Liga de Voleibol Feminino do Azerbaijão é uma das ligas femininas mais fortes do mundo. A seleção nacional feminina ficou em quarto lugar no Campeonato Europeu de 2005. Nos últimos anos, clubes como Rabita Baku e Azerrail Baku obtiveram grande sucesso nas competições europeias.


